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domingo, 2 de setembro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Experiência de quase-morte
O que ocorre na ante-sala da morte
Cardiologista rompe o silêncio da ciência sobre relatos feitos por pessoas "ressuscitadas"
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Acostumados a lutar contra a morte, dificilmente se esperaria, de
profissionais racionais como os médicos, uma reflexão ao estilo de
Hamlet, de Shakespeare, diante do fantasma de seu pai, sobre o que pode
acontecer depois que a consciência abandona o corpo. Nos últimos tempos, porém,
quando se tornaram freqüentes os casos em que massagens cardíacas e
estimuladores elétricos restauram a consciência ou a vida de indivíduos
clinicamente mortos, a discussão tornou-se obrigatória. Nas conversas nos corredores dos hospitais, cirurgiões e anestesistas, a contragosto e quase se desculpando, relatam histórias de pacientes que se lembram do que sentiram e viram nos minutos em que pararam de respirar e o cérebro não estava mais recebendo oxigênio. Mais pragmático que seus colegas, o cardiologista holandês Pim van Lommel resolveu dar a essas conversas um tratamento científico. Lommel compilou entrevistas com pacientes que 'passaram para o lado de lá' e voltaram. A experiência foi publicada na respeitada revista médica inglesa The Lancet e causou controvérsias no mundo todo. Não por acaso cientista proveniente de um país onde a eutanásia é praticada com mais desembaraço do que em outros lugares, o holandês Lommel juntou-se a um punhado de especialistas acostumados a mexer com temas mais familiares hoje em dia aos místicos, paranormais e, infelizmente, aos aventureiros e ilusionistas, do que aos médicos. As conclusões a que chegou são consideradas no mínimo impressionantes. O cardiologista entrevistou 344 pacientes de dez hospitais da Holanda que tinham sido considerados clinicamente mortos – condição estabelecida a partir de um eletrocardiograma. Para os médicos, uma pessoa é considerada clinicamente morta quando o cérebro não recebe suprimento suficiente de sangue, como resultado de falta de circulação, oxigenação ou de ambos. Nesses casos, se não forem realizadas tentativas de ressuscitação em um prazo de cinco a dez minutos, os danos cerebrais tornam-se irreparáveis e não há como sobreviver. Dos pacientes entrevistados, 62, ou 18%, disseram ter passado por uma experiência que os estudiosos chamam de quase-morte. Os outros 282 não lembravam de coisa alguma do período em que estiveram inconscientes. Nos casos de lembrança, as pessoas relatam diversos tipos de visões. As mais comuns são sensações de se ver fora do corpo, a percepção de uma luz em um túnel escuro, o encontro com amigos e parentes queridos já mortos e a revisão da própria vida em flash-back. Os relatos não são originais. Desde que o assunto começou a ser estudado pelo americano Raymond Moody, em 1975, os estudiosos perceberam que as lembranças, embora não sejam idênticas, obedecem a um mesmo padrão. Isso ocorre, notaram os estudiosos, mesmo em diferentes culturas. Pessoas em estado terminal, com câncer ou Aids, ou que entraram em coma em conseqüência de acidentes, tentativa de suicídio etc. também relataram experiências similares.
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Memória falsa
Lommel queria estabelecer a freqüência desses casos em pacientes que tiveram ataques cardíacos e os fatores que afetavam a freqüência, conteúdo e profundidade das experiências, tais como intensidade dos ataques, tipo de medicação, sexo, idade, religião, grau de educação. Para isso, usou vários tipos de entrevista-padrão aceitas normalmente em análises científicas. Fez novamente as mesmas entrevistas dois anos depois dos ataques cardíacos, com os sobreviventes, comparando com aqueles que, embora também estivessem clinicamente mortos, não se lembravam de ter passado por essas experiências.
Dois anos depois dos ataques, 19 dos 62 pacientes haviam morrido e seis recusaram-se a ser entrevistados de novo. Lommel só pôde entrevistar 37 pacientes, mas todos contaram novamente suas experiências quase com as mesmas palavras. Curiosamente, quatro pacientes do grupo de controle, ou seja, que não tinham relatado a visão de quase-morte da primeira vez, mudaram o seu depoimento. Lommel sugere que esses pacientes poderiam ter se sentido pouco à vontade para descrever o que passaram na primeira entrevista, mas não há como descobrir se isso de fato ocorreu ou se eles simplesmente desejavam acreditar que também tivessem passado pela experiência. Estudos recentes na área de psicologia mostram que ao imaginar que viveram certas situações, muitas pessoas podem desenvolver o que se costuma chamar de memórias falsas.
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Durante 12 anos, o cardiologista-chefe do Hospital Rijnstate, Pim van Lommel, em Arnhem, na Holanda, acompanhou os 344 pacientes de seu estudo, publicado na revista médica inglesa The Lancet. Eram cardíacos que sofreram processo de reanimação em dez hospitais. Entre os 62 que disseram ter se lembrado do que ocorreu no momento em que estavam clinicamente mortos, 13 (ou 12%) morreram logo depois de serem entrevistados - um índice significativamente maior do que entre aqueles que não se lembravam de nada. A idade média dos pacientes era 62 anos, mas havia um de apenas 26 e outro de 92 anos. Lommel relata que todos os 38 pacientes remanescentes de sua pesquisa, tendo ou não se lembrado de ter passado por uma experiência de quase-morte, relataram uma grande mudança em suas vidas. Disseram se sentir melhor, ter mais auto-estima e valores religiosos. O acompanhamento de doentes terminais ganhou força no fim da 2ª Guerra Mundial com o trabalho da pesquisadora suíça Elizabeth Kubler-Ross, iniciado nos campos de concentração da Polônia. Como professora-assistente de Psiquiatria no Billings Hospital de Chicago, ela criou o termo tanatologia, que significa o estudo das necessidades dos que estão próximos da morte. Durante os seus anos de experiência, ela começou a guardar relatos de seus pacientes e notou que muitos deles falavam de experiências fora de corpo, túneis de luz e sensações de bem-estar, as mesmas lembranças relatadas pelos pacientes de van Lommel no seu estudo. |
Sem explicação
O resultado das entrevistas realizadas por Lommel com os pacientes demonstrou que não havia um padrão definido, ou seja, nenhum fator físico, como a duração do problema cardíaco, a medicação ou os danos à saúde, poderia ter influenciado aquelas visões. Além disso, as entrevistas não confirmaram uma coincidência de fatores psicológicos ou culturais, como medo da morte, experiências traumáticas, idade, sexo ou religião que poderiam ter criado um estado mental favorecedor daquela situação.
Conforme Lommel declarou a GALILEU: 'Não há uma boa explicação para a origem ou as causas das experiências de quase-morte. Se os fatores médicos, psicológicos ou neurofisiológicos, por exemplo, fossem os responsáveis por essas visões, todas as pessoas deveriam ter passado por uma experiência semelhante, o que não ocorreu'. Então, o que aconteceu?
As explicações de Lommel surpreendem e contrariam o que normalmente se aceita em ciência. Baseado nos dados observacionais, ele acredita na 'possibilidade da recepção da consciência e não da sua produção pelo cérebro.' Ou seja, o cardiologista levanta a possibilidade de a consciência não estar dentro do cérebro, portanto, não depender exclusivamente do funcionamento dos neurônios para existir. 'Como pode ocorrer uma consciência clara no momento em que o cérebro não está mais funcionando?', pergunta ele. 'O conceito até agora proposto, mas nunca comprovado, de que a consciência e a memória estariam localizadas no cérebro deveria ser revisto', afirma.
Segundo Lommel, o relato dessas visões amplia os limites do conhecimento sobre a consciência humana e sua relação com a mente-cérebro. Essa argumentação não é aceita com naturalidade por outros cientistas. O pesquisador Christopher French, da Unidade de Pesquisa em Psicologia Anômala da Universidade de Londres, afirma que a pesquisa, embora meticulosa, não consegue comprovar se as experiências ocorreram de fato durante o período em que os pacientes estavam clinicamente mortos, ou um pouco antes ou um pouco depois.
French faz uma ressalva em um comentário na mesma edição da revista The Lancet em que Lommel publicou seu artigo. Apesar da pesquisa não mostrar uma resposta convincente, segundo ele, 'estudos desse tipo devem ser considerados um avanço diante das experiências anteriores que visavam explicar o fenômeno'. Para French, 'a natureza das relações entre a mente-cérebro e a possibilidade de vida após a morte são algumas das questões mais profundas sobre o lugar do homem no Universo'.
No entanto, para Luiz Eugênio Mello, professor de neurofisiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as visões relatadas por Lommel têm uma explicação mais simples. 'É uma situação análoga ao que ocorre quando uma pessoa entra numa anestesia', afirma. 'Ela pode sonhar, ter alucinações e perceber o que ocorre em volta.' Da mesma forma, diz o professor, a experiência pode ocorrer em pessoas que inalam éter, clorofórmio, cola de sapateiro ou lança-perfume. Essa associação, porém, não explica por que pacientes clinicamente mortos, ou seja, sem estimulação do cérebro, têm visões desse tipo. Daí a falta de um consenso entre os especialistas.
Colega de Mello na Unifesp, Cícero Galli Coimbra, por exemplo, afirma que o fenômeno das visões de quase-morte não pode ser explicado pelos conhecimentos atuais de neurofisiologia. 'Se o resultado do eletroencefalograma for nulo, teoricamente não há neurônios se comunicando, disse Coimbra. 'O fenômeno sugere que existe alguma espécie de estrutura de natureza desconhecida da física. Talvez o cérebro tenha uma forma de projetar a consciência. Isso pode ser o que se chama de alma ou espírito.'
A pedagoga aposentada Lucy Lutf, de 66 anos, é uma das pessoas que dizem ter passado por experiências de quase-morte. Na verdade, ela relata que isso ocorreu duas vezes. A primeira, durante um acidente, em 1972, quando Lucy foi empurrada por uma onda para cima de algumas pedras à beira do mar, no Guarujá, litoral paulista. Lucy recorda-se de que, enquanto lutava contra a morte, sentiu que o corpo se desligava. 'Deslizei por um túnel, a princípio acinzentado, que depois foi clareando', afirma. 'A minha consciência deslizava por esse túnel e eu revivia toda a minha vida, com os acertos e os enganos. Quase no fim do túnel, antevi o outro lado, o que me deu uma sensação incrível de tranqüilidade e de paz.' Lucy conta que viu seu corpo sendo salvo por outras pessoas que estavam no local e mais tarde lembra-se de ter sido levada para um pronto-socorro pois havia ingerido muita água. A segunda experiência ocorreu nos anos 80. Lucy diz que resolveu fazer uma cirurgia plástica e, apesar de ter passado por todas as providências pré-operatórias, sofreu um choque anafilático e uma parada cardíaca durante a operação. 'Novamente a minha consciência deslocou-se do meu corpo físico e colocou-se acima, em observação, junto ao teto do centro cirúrgico', conta. Ela também diz lembrar-se que acompanhava tudo e sentia a preocupação dos médicos tentando fazer com que ela retornasse à consciência. Diz que ouviu o cirurgião plástico comentar que ela estava morta e por isso tentava tranqüilizá-lo. 'Depois de ser medicada e de ser feita a massagem cardíaca, retornei', diz. 'Contei ao médico o que ocorreu, mas ele não acreditou.' |
Situação incômoda
Um cientista falar tecnicamente em alma ou espírito – a nomenclatura varia conforme o credo de cada um – coloca a ciência na incômoda posição de lidar com situações anômalas e campos desconhecidos mais familiares, por exemplo, à seara da teologia. 'Essas experiências vão ao encontro da percepção das religiões de que a morte é uma travessia, uma porta, não um muro', confirma o teólogo e filósofo Leonardo Boff em entrevista a GALILEU.
Por sua vez, Luiz Eugênio Mello tem um forte argumento contrário. Sensações e visões semelhantes àquelas experimentadas pelos pacientes de Lommel também foram relatadas por pessoas seriamente doentes, mas que não estavam ameaçadas de morrer imediatamente, naquelas que sofriam de depressão ou até mesmo em experiências cotidianas. A psicóloga inglesa Susan Blackmore, também estudiosa do fenômeno, cética e autora do livro Experiências Fora do Corpo, relata que teve uma visão desse tipo enquanto mantinha uma simples conversa com amigos.
LINHA MORTAL Filme protagonizado por Julia Roberts conta como estudantes de medicina resolvem atravessar a fronteira da morte e voltar à vida |
Na opinião da psicóloga, não houve nada de sobrenatural na experiência. 'Acredito que meu cérebro usou memória e imaginação para construir a imagem convincente do mundo do ponto de vista de alguém que estava flutuando acima da cena em que meu corpo estava presente', disse em entrevista a GALILEU. Segundo suas pesquisas, 'qualquer droga que leve a um estado de desinibição, provocando um aumento de endorfina no cérebro, pode provocar uma sensação semelhante à das pessoas que passaram pela quase-morte.' Blackmore também acredita que as visões resultam do 'último impulso do cérebro', e estão programadas para ajudar a 'ultrapassar o trauma da morte'. Segundo ela, o sofrimento em casos traumáticos pode ser tão grande que a natureza estaria assim providenciando uma espécie de alucinação para amortecer o choque da morte.
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Estudos sobre casos são
antigos Relatos sobre visões do que ocorre 'do lado de lá' são antigos como as pirâmides egípcias, as epopéias gregas e os registros das civilizações indianas e chinesas. Na República, de Platão (427–347 a.C), conta-se a história de um soldado morto pelo inimigo que viajou para a Terra dos Mortos, mas foi proibido de beber do Rio do Esquecimento porque tinha que retornar à vida. A maioria das religiões partilha o mito de um lugar onde as almas descansam ou padecem depois da morte. O primeiro relato moderno de visões perto da morte foi feito pelo parapsicólogo italiano Ernesto Bozzano (1862–1943) em 1908. Ele relatou que muitas pessoas, em seu leito de morte, afirmavam ver conhecidos que já haviam morrido. Em 1927, o físico inglês sir William Barrett, membro da Royal Society, publicou o livro Deathbed Visions, no qual relata que essas pessoas não só viam parentes e amigos falecidos, mas contavam histórias e sons de outros mundos. Na década de 60, o parapsicólogo americano Karlis Osis fez um estudo-piloto sobre essas visões e encontrou algumas coincidências, como o fato de a maioria dos testemunhos se referir a conversas com pessoas já mortas. Em 1975, outro parapsicólogo americano, Raymond Moody, escreveu o livro Vida Após a Vida, que traz mais de cem relatos de pessoas que tiveram morte clínica. O livro tornou-se um best-seller, vendendo mais de 10 milhões de cópias e introduziu a expressão 'near-death experience', ou experiência de quase-morte, no vocabulário.
Para Ler
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
THE INVISIBLE trailer ,O invisivel
O Invisível
Título original: (The Invisible)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: David S. Goyer
Atores: Maggie Ma, Michelle Harrison, Justin Chatwin, Alex Ferris.
Duração: 102 min
Gênero: Ficção
Sinopse
Nick Powell (Justin Chatwin) tem um futuro brilhante até ser brutalmente atacado, abandonado e dado como morto. Ele agora se encontra no limbo, um local intermediário entre os mundos dos vivos e dos mortos. Completamente invisível para os vivos, Nick precisa descobrir o que aconteceu com ele e o motivo pelo qual foi atacado.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A MORTE E AS LEMBRANÇAS - Tony Bellotto
ALÉM DA MORTE - DIVALDO FRANCO
domingo, 19 de junho de 2011
O que acontece com um suicida logo após a morte
Se você está pensando em se suicidar deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte.
Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo. O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.
Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.
A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.
No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.
Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.
Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.
Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut.
Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.
Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.
Mas porque o suicida não recebe ajuda?
Da mesma forma que aqui no nosso mundo, lá do outro lado às pessoas só podem ser ajudadas quando realmente desejam serem ajudadas. Você só pode recuperar um drogado se ele deseja sair da droga. Você só pode ajudar uma pessoa afundada pela vingança se ela está verdadeiramente disposta a perdoar. Como curar o fumante a força? Sentimentos negativos como a raiva, remorso, vingança prende o espírito do suicida a uma camada de nível vibracional muito baixo por ser esta camada compatível com seus sentimentos negativos.
Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele por conta própria consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com este lugar. Se possui o sentimento de vingança por alguém o espírito precisa perdoar e se livrar deste sentimento.
Se tem autopiedade, ou seja, pena de si mesmo precisa eliminar este sentimento. Se é arrogante, invejoso, se é alimentado por raiva, precisa “queimar” estes sentimentos. E infelizmente isso costuma acontecer diante do sofrimento. Quantas coisas na vida só aprendemos depois que sofremos as conseqüências dos nossos atos? Lá do outro lado é a mesma coisa.
Legiões de bons espíritos estão sempre vasculhando o lodo do Vale dos Suicidas em busca de pessoas que estejam prontas para receber ajuda. Infelizmente o suicida não é uma pessoa que não gosta de pedir ajuda. Se não fosse assim não teria cometido o suicídio, teria procurado ajuda em vida. Ele está tão mergulhado em seus sentimentos negativos e egoismo que não consegue ver e aceitar qualquer ajuda.
Se você tem um amigo ou parente que cometeu o suicídio saiba que é possível ajudar. A ajuda pode ser feita através de orações. Orando para que o suicida se perdoe. Normalmente o suicida se arrepende muito e fica se culpando pelo ocorrido. Então ele precisa primeiro se perdoar pelo erro cometido. Precisa perdoar as pessoas envolvidas. Precisa retirar do coração da raiva que possa ter de alguém, ou qualquer sentimento de vingança. O Suicida precisa ter a humildade para pedir ajuda. Você também pode orar para que espíritos amigos possam ajudar neste resgate. A oração e o pensamento positivo podem ajudar muito.
Para quem gostaria de saber mais o que acontece com um suicida depois da morte eu recomendo a leitura do livro que foi psicografado por um suicida. Visite: http://evangelhonolar.com/memorias_de_um_suicida.pdf
Para você que deseja conhecer o Vale dos Suicidas não perca este vídeo. É muito parecido com as descrições do vale encontradas em livros espíritas psicografados por quem esteve lá.
ATENÇÃO: Grande parte das pessoas que pensam cometer suicídio possuem uma doença física e podem ser facilmente tratadas. Muitas destas pessoas não sabem que possuem este desejo por sofrem de depressão, transtornos de humor, transtornos mensais. A falta de um simples medicamento ou o mau uso de alguma substância como cafeína, drogas, bebidas, remédios pode levar ao desejo de cometer o suicídio. Desta forma é fundamental que a pessoa procure ajuda médica. Procure a ajuda de um médico psiquiatra ou faça uma consulta a um médico e inicie um tratamento, sua vida pode mudar para melhor de um dia para o outro.
mais explicações nas video aulas,na pagina a baixo:
http://www.vidaemorte.org/umbral/o-que-acontece-com-o-suicida.html
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Após a morte - Resumo de Allan Kardec
Após a morte - Resumo de Allan Kardec
A libertação da alma e do corpo se opera gradualmente e com uma lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que unem a alma ao corpo não se rompem senão pouco a pouco, e tanto menos rapidamente quanto a vida foi mais material e mais sensual. (O Livro dos Espíritos, nº 155)
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No momento da morte, primeiro tudo é confuso; a alma precisa de algum tempo para se reconhecer, porque está meio atordoada, e no estado de um homem saindo de sono profundo e que procura inteirar-se da sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe retornam à medida que se desfaz a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e que se dissipa a espécie de bruma que obscurece seus pensamentos.
A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável; pode ser de algumas horas somente, como de vários dias, de vários meses e mesmo de vários anos. Ela é menos longa naqueles que, durante a vida, se identificaram com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua situação; é tanto mais longa quanto o homem tenha vivido mais materialmente.
As sensações que a alma experimenta nesse momento são também muito variáveis;
a perturbação que segue a morte nada tem de penosa para o homem de bem; ela é calma e em tudo semelhante à sensação que acompanha um despertar pacífico.
Para aquele cuja consciência não é pura e que está mais preso à vida corporal que à espiritual, ela é cheia de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ela se reconhece; porque então ela está tomada de medo e de uma espécie de terror em presença daquilo que vê, e sobretudo daquilo que entrevê.
A sensação que se poderia chamar física é a de um grande alívio e de um imenso bem-estar; sente-se como livre de um fardo, e se está muito feliz por não sentir mais as dores corporais que se sentia poucos instantes antes de se sentir livre, desligado e alerta como quem viesse a ser libertado de pesadas correntes.
Na sua nova situação, a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte, mas vê e ouve outras coisas que escapam à grosseria dos órgãos corporais; ela tem sensações e percepções que nos são desconhecidas (Revista Espírita, 1859, pág. 224: Morte de um espírita - Idem, 1860, pág. 332: O sonho do Espírito - Idem, 1862, pág. 129 e 171: Funerais de M. Sanson).
Nota: Estas respostas, e todas aquelas relativas à situação da alma depois da morte ou durante a vida, não são o resultado de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos sobre milhares de indivíduos observados em todas as fases e em todos os períodos da sua existência espiritual, desde o mais baixo até o mais alto grau da escala, segundo seus hábitos durante a vida terrestre, o gênero de morte, etc. Diz-se, freqüentemente, falando da vida espiritual, que não se sabe o que lá se passa porque pessoa alguma dela retornou; é um erro, uma vez que são precisamente os que lá se encontram que vêm dela nos instruir, e Deus o permite hoje mais que em nenhuma outra época, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.
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continua o texto...clique em cima do título.
http://www.guia.heu.nom.br/apos_a_morte_resumo_de_ak.htm
A verdadeira causa da morte de Allan Kardec
O suicídio de Allan Kardec
Paulo da Silva Neto Sobrinho
É preciso propagar a moral e a verdade. (MUMS)
Os incapazes de atacar um pensamento atacam o pensador. (Paul Valery)
Caro leitor, não estranhe o título desse texto, mas realmente “suicidaram” Allan Kardec. Os fundamentalistas, por falta de argumentos que venham a derrubar as bases da Doutrina Espírita, passam a alardear, aos quatro ventos, que Kardec teria se suicidado. Recentemente recebemos um e-mail, que de tão engraçado não houve como nos conter, e só com muito esforço conseguimos parar de rir, pois nele um evangélico, literalmente, disse:
“Se suicidou (A.Kardec) de tão obcediado que foi pelos chamados espíritos de luz, estes mesmos espíritos que são a chave da doutrina espírita...”
Apertado pelos nossos questionamentos esse pobre desinformado acabou confessando que:
“Quanto a Allan Kardec (se suicidou ou não) não obtive esta informação através de pesquisa, mas sim dos meus próprios familiares espíritas o que me fez ficar envergonhado no que relatei a você, em e-mail anterior. Confesso que acredito no que você me relatou a respeito deste assunto pois, considero e sei o que digo. Você não é só um estudioso, mais um praticante”.
Louvável essa sua atitude, pois acabou, honrosamente, por confessar que não havia obtido essa informação de fonte insuspeita, cuja fundamentação só pode ser feita em pesquisadores ou biógrafos. Só que ficamos a pensar que “tipo” de Espiritismo freqüentam os familiares dele para lhe passar uma informação dessas. Até aí, isso não passa de evidente anedota, e põe anedota nisso...
Mas aproveitando a oportunidade, para um esclarecimento sobre as circunstâncias da morte de Kardec, vamos passar a você, caro leitor, o que encontramos a respeito. E quem sabe se esse texto não venha a cair nas mãos de pessoas interessadas na verdade dos fatos, já que detratores, sem base de pesquisa séria, buscam denegrir Allan Kardec, por absoluta incompetência de lhe refutar os argumentos lógicos e racionais.
O que relatam os seus biógrafos e pesquisadores
Vejamos alguma coisa da biografia de Allan Kardec, por:
1) Henri Sausse
Hippolyte-Léon-Denizard Rivail – Allan Kardec – faleceu em Parias, rua e passagem Sant’Ana, 59, 2ª circunscrição e mairie de la Banque, em 31 de março de 1869, na idade de 65 anos, sucumbindo da ruptura de um aneurisma. (KARDEC, A.O que é o Espiritismo, pág. 44).
2) André Moreil
E, então, na manhã de 31 de março de 1869, o coração de Denizard Hippolyte Léon Rivail – Allan Kardec detém-se para sempre, em conseqüência da ruptura de um aneurisma. (Vida e Obra de Allan Kardec, p. 85);
3) Revista Grandes Líderes da História
Os problemas de Saúde
Em sua primeira crise cardíaca, Kardec recebeu a ajuda de um médico muito especial. Seu grande amigo Antoine Demeure, médico com o qual se correspondia, mas a quem nunca havia encontrado, acabara de morrer, no dia 25 de janeiro de 1865, aos 71 anos. O doutor Demeure, espírita convicto, vivia a caridade pregada pela Doutrina de forma plena. Cinco dias depois da falência de seu corpo, seu espírito foi evocado em uma sessão da Sociedade Espírita de Paris, comunicação narrada em “O Céu e o Inferno”. Dois dias depois desse encontro entre os dois amigos – um vivo e outro morto -, o bondoso médico apareceu para acudir Allan Kardec com seus problemas cardiovasculares. Embora fosse uma alma crente nas verdades espíritas, Demeure era também um cientista positivista e logo passou um belo sermão em seu amigo encarnado. Primeiro, disse que a crise não duraria muito, se Kardec seguisse suas prescrições. Mas, no dia seguinte, tratou logo de dar um belo “puxão de orelha” no velho professor, dizendo que ele deveria cuidar melhor de sua saúde, pois ainda tinha que terminar a codificação da Doutrina. Se, por descaso e excesso de trabalho, desencarnasse antes de acabar o que começara, Kardec seria mesmo julgado por homicídio voluntário nos tribunais divinos.
Assim, a partir de 1865, o Codificador passou a dividir seus trabalhos, como responde um gigantesco número de correspondência, com secretários e auxiliares. Mas a verdade é que continuou abusando de sua cada vez mais combalida saúde e, vira e mexe, caía doente. E as coisas foram nessa toada até o mês de março de 1869. Curiosamente, em abril, a edição da “Revista Espírita” – que chegou às bancas após a morte de Kardec -, trazia uma mensagem do Codificador, informando que, a partir do dia 1º de abril daquele mês, o escritório para assinaturas e expedição do periódico seria transferido para a sede da Livraria Espírita, na rue Lille 7. Kardec também avisava que ele próprio estava de mudança para a Avenue et Villa Ségur 39, onde possuía uma casa desde 1860, mais ou menos. Enquanto encaixotava as coisas na casa da rue Saint-Anne, ele recebeu a visita de um caixeiro de livraria. Ao atender o sujeito, Kardec caiu fulminado, vítima da ruptura de um aneurisma. O relógio andava entre onze da manhã e meio-dia. Seu empregado tentou erguê-lo, mas em vão. O seu amigo Gabriel Delanne usou do magnetismo, mas também foi em vão. O corpo de Allan Kardec já estava morto. Segundo E. Muller, amigo da família, “nada de tétrico marcara a passagem de sua morte; se não fora pela parada da respiração, dir-se-ia que ele estava dormindo”. (Revista Grandes Líderes da História: Allan Kardec, pp. 31-32).
4) Jorge Damas Martins e Stenio Monteiro de Barros
São os autores do livro Allan Kardec – Análise de Documentos Biográficos, que fornecem até uma cópia da certidão de óbito do codificador, cuja tradução do francês, constante do livro, transcrevemos:
343
Rivail
? de ses-
senta e
cinco anos
de idade
Assinaturas
Ao primeiro de abril de mil oitocentos e sessenta e nove, às dez horas e meia da manha.
Certidão de óbito de Léon Hippolyte Denisart Rivail, falecido ontem às duas horas da tarde em seu domicílio em Paris, rua Ste Anne nº 59, nascido em Lyon (Rhône), escritor, filho de Rivail, e de Duhamel sua esposa, falecidos. Casado com Amélie Gabrielle Boudet, de setenta e três anos de idade, sua esposa, sem profissão. O dito óbito devidamente constatado por nós, François Ernest Labbé, adjunto do prefeito e oficial do estado civil no Segundo Distrito de Paris; totalmente feita conforme declaração de Armand Théodore Desliens, empregado, de vinte e cinco anos de idade, morador no Boulelvard du Prince Eugène nº 110 e de Alexandre Delanne, negociante, de trinta e nove anos de idade, morador na passagem Choiseul nº 39 & 41, não-parentes, testemunhas que assinam conosco após leitura da certidão.
---------assinaturas----------
Continuando, em pouco mais à frente:
2 – 31 de Março de 1869
O registro das testemunhas do óbito, ocorreu “ao primeiro de abril de 1869, às dez horas e meia da manha”. Informaram que Rivail faleceu “ontem... em seu domicílio em Paris, na rua Ste. Anne, nº 59”.
A certidão ressalta o que todos sabemos: Allan Kardec retorna ao plano espiritual, numa quarta-feira, dia 31 de março do ano de 1869, fulminado, como citam seus biógrafos, pela ruptura de um aneurisma. (31).
Imediatamente após conhecimento do fato, o Sr. E. Muller, grande amigo de Kardec e de sua esposa, mandou o seguinte telegrama aos espíritas lioneses: “Monsieur Allan Kardec est mort, on l’enterre vendredi”, ou seja, em português: “Morreu o Sr. Allan Kardec, será enterrado sexta-feira”.
No mesmo dia, o sr. Muller assim se expressava em carta ao Sr. Finet, de Lião:
(....)
Ele morreu esta manhã, entre onze e doze horas, subitamente, ao entregar o número da “Revue” (32) a um caixeiro de livraria que acabava de comprá-lo, ele se curvou sobre si mesmo, sem proferir uma única palavra: estava morto.
Sozinho em sua casa (Rua Sant’Ana), Kardec punha em ordem livros e papéis para a mudança que se vinha processando e que deveria terminar amanhã. Seu empregado, aos gritos da criada e do caixeiro, acorreu ao local, ergueu-o... nada, nada mais. Delanne (33) acudiu com toda a presteza, friccionou-o, magnetizou-o, mas em vão. Tudo estava acabado.
(31) Nota da editora: Dificilmente a causa da desencarnação de Kardec teria sido o rompimento de um aneurisma, como se tem dito, chegando-se a especificar que teria sido da aorta descendente. A constatação do óbito por aneurisma, à época, se daria apenas através da necropsia, e não se consta que os despojos de Allan Kardec tenham sido submetidos a esse exame. A descrição do Sr. Muller, que diz: “ele se curvou sobre si mesmo, sem proferir uma única palavra, estava morto”, acrescida da descrição de toda a cena, nos leva a crer tenha ocorrido uma parada cardíaca após um infarto fulminante do miocárdio. Demais, é manifesto, em suas biografias, pelas orientações médicas descritas, que Kardec era cardíaco. Dos arquivos de Canuto Abreu, publicada por Wantuil & Thiesen (pp. 112-113), uma carta de Kardec ao sr. Judermühle diz o seguinte: “Desde o dia 31 de janeiro (1865) [...] fui acometido de um reumatismo interno que se estendeu ao coração e aos pulmões”... Esta é a descrição de uma insuficiência cardíaca congestiva. L. Palhano Jr.
(32) Nota da editora: “Entregou o número da ‘Revue’”. Este fato confirma que Kardec esteve lúcido até os seus últimos momentos na Terra, visto que nesse número da revista seus pensamentos mantinham a coerência e o bom-senso de sempre. L. Palhano Jr.
(33) Alexandre Delanne, pai do engenheiro e emérito pesquisador e escritor espírita Gabriel Delanne.
(MARTINS, J. D. e BARROS, S. M. Allan Kardec – Análise de Documentos Biográficos, pp. 58-62).
Possivelmente um detrator mais perspicaz, poderá dizer que, num texto do livro Obras Póstumas, há provas de que Kardec foi alertado para o seu problema de saúde, e embora de princípio ele tenha se mostrado receptivo, o tempo mostrou que as advertências não foram atendidas, pois que sucumbiu de aneurisma. Ou seja, seria como um médico alertar a um fumante do perigo em que se encontra, e este embora a princípio se mostre receptivo, algum tempo depois vem a sucumbir de um câncer de pulmão. No atestado de óbito não constará que foi suicídio, é óbvio, mas implicitamente o paciente não está livre desta culpa. E isso não deixa de ser um suicídio, embora indireto. Além disso, a advertência foi clara: “Se, por descaso e excesso de trabalho, desencarnasse antes de acabar o que começara, Kardec seria mesmo julgado por homicídio voluntário nos tribunais divinos”.
Para evitar esse tipo de argumento que, porventura, possa ser usado por alguém, vamos transcrever toda a história com o médico Demeure. Leiamos o que consta na Revista Espírita:
As duas comunicações seguintes, dadas em 1º e 2ª de fevereiro, são relativas à enfermidade de que fomos atingidos subitamente a 31 de janeiro. Embora sejam pessoais, nós as reproduzimos, porque elas provam que o Sr. Demeure é tão bom quanto o Espírito que ele era como homem, e que oferecem, além disso, um ensino. É um testemunho de gratidão que devemos à solicitude de que fomos objeto de sua parte, nessa circunstância:
“Meu bom amigo, tende confiança em nós, e boa coragem; esta crise, embora fatigante e dolorosa, não será longa, e, com os comedimentos prescritos, podereis, segundo os vossos desejos, completar a obra da qual vossa existência foi o objetivo principal. Portanto, sou eu que estou sempre aí, junto de vós, com o Espírito de Verdade, que me permite tomar em seu nome a palavra, com o último de vossos amigos vindo entre os Espíritos! Eles me fazem a honra das boas-vindas. Caro mestre, quanto sou feliz de ter morrido mais cedo, teria talvez podido vos evitar essa crise que eu não previa; havia pouco tempo que eu tinha desencarnado para me ocupar de outra coisa senão do espiritual; mas agora velarei sobre vós, caro mestre, é vosso irmão e amigo que está feliz de ser Espírito para estar junto de vós e vos dar os cuidados que vos dão, vos conformando estritamente às suas prescrições”.
“Faz muito calor aqui; este carvão é fatigante. Enquanto estiverdes doente, não o queimeis; ele continua a aumentar a vossa opressão; os gases que dele se desprendem são deletérios”.
“Vosso amigo,”
DEUMERE
“Sou eu, Demeure, o amigo do Sr. Kardec. Venho dizer-lhe que estava junto dele quando do acidente que lhe ocorreu, e que teria podido ser funesto sem uma intervenção eficaz para a qual fiquei feliz em concorrer. Segundo as minhas observações e as informações que hauri em boa fonte, é evidente para mim que, quanto mais cedo a sua desencarnação se operar, mais cedo poderá se fazer a reencarnação pela qual virá acabar a sua obra. No entanto, lhe é preciso dar, antes de partir, a última mão nas obras que devem completar a teoria doutrinária da qual é o iniciador, e ele se torna culpado de homicídio voluntário contribuindo, por excesso de trabalho, ao defeito de seu organismo que o ameaça de uma subida partida para os nossos mundos. Não é preciso temer de dizer-lhe toda a verdade, para que se mantenha em guarda e siga do pé da letra as nossas prescrições”.
DEMEURE
(Revista Espírita março de 1865, pp. 83-84)
e mais artigos:
http://blogdonept.blogspot.com/2008/10/morte-de-allan-kardec.html
http://www.paginaespirita.com.br/a_morte_de_kardec.htm
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