segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O QUE É BUDISMO.



O Budismo é uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo.

Quando pregava, o Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las. É uma religião de sabedoria, onde conhecimento e inteligência predominam. O Budismo trouxe paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas durante sua longa história de mais de 2.500 anos.

O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a leva-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de "Budismo Humanista".


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O Buda
O Budismo foi fundado na Índia, no séc. VI a.C., pelo Buda Shakyamuni. O Buda Shakyamuni nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe chamado Sidarta.

Aos 29 anos de idade, ele teve quatro visões que transformaram sua vida. As três primeiras visões – o sofrimento devido ao envelhecimento, doenças e morte – mostraram-lhe a natureza inexorável da vida e as aflições universais da humanidade. A quarta visão — um eremita com um semblante sereno – revelou-lhe o meio de alcançar paz. Compreendendo a insignificância dos prazeres sensuais, ele deixou sua família e toda sua fortuna em busca de verdade e paz eterna. Sua busca pela paz era mais por compaixão pelo sofrimento alheio do que pelo seu próprio, já que não havia tido tal experiência. Ele não abandonou sua vida mundana na velhice, mas no alvorecer de sua maturidade; não na pobreza, mas em plena fartura.

Depois de seis anos de ascetismo, ele compreendeu que se deveria praticar o "Caminho do Meio", evitando o extremo da auto-mortificação, que só enfraquece o intelecto, e o extremo da auto-indulgência, que retarda o progresso moral. Aos 35 anos de idade (aproximadamente 525 a.C.), sentado sob uma árvore Bodhi, em uma noite de lua cheia, ele, de repente, experimentou extraordinária sabedoria, compreendendo a verdade suprema do universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana. Os budistas chamam essa compreensão de "iluminação". A partir de então, ele passou a ser chamado de Buda Shakyamuni (Shakyamuni significa "Sábio do clã dos Shakya"). A palavra Buda pode ser traduzida como: "aquele que é plenamente desperto e iluminado".


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A fundação do budismo
O Buda não era um deus. Ele foi um ser humano que alcançou a iluminação por meio de sua própria prática. De maneira a compartilhar os benefícios de seu despertar, o Buda viajou por toda a Índia com seus discípulos, ensinando e divulgando seus princípios às pessoas, por mais de 45 anos, até sua morte, aos 80 anos de idade. De fato, ele era a própria encarnação de todas as virtudes que pregava, traduzindo em ações, suas palavras.

O Buda formou uma das primeiras ordens monásticas do mundo, conhecida como Sangha. Seus seguidores tinham as mais variadas características, e ele os ensinava de acordo com suas habilidades para o crescimento espiritual. Ele não exigia crença cega; ao contrário, adotava o "venha e experimente você mesmo", atitude que ganhou os corações de milhares. Sua, era a senda da autoconfiança, que requeria esforço pessoal inabalável.

Após a morte de Shakyamuni, foi realizado o Primeiro Concílio Budista, que reuniu 500 membros, a fim de coletar e organizar os ensinamentos do Buda, os quais são chamados de Dharma. Este se tornou o único guia e fonte de inspiração da Sangha. Seus discursos são chamados de Sutras. Foi no Segundo Concílio Budista em Vaishali, realizado algumas centenas de anos após a morte do Buda, que as duas grandes tradições, hoje conhecidas como Theravada e Mahayana, começaram a se formar. Os Theravadins seguem o Cânone Páli, enquanto os Mahayanistas seguem os sutras que foram escritos em sânscrito.


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Budismo chinês
Os ensinamentos do Buda foram transmitidos pela primeira vez, fora da Índia, no Sri Lanka, durante o reinado do Rei Ashoka (272 – 232 a.C.). Na China, a história registra que dois missionários budistas da Índia chegaram na corte do Imperador Ming no ano 68 d.C. e lá permaneceram para traduzir textos budistas. Durante a Dinastia Tang (602 – 664 d.C.), um monge chinês, Hsuan Tsang, cruzou o Deserto Ghobi até a Índia, onde reuniu e pesquisou sutras budistas. Ele retornou à China dezessete anos depois com grandes volumes de textos budistas e a partir de então passou muitos anos traduzindo-os para o chinês.

Finalmente, a fé budista se espalhou por toda a Ásia. Ironicamente, o Budismo praticamente se extinguiu na Índia em, aproximadamente, 1300 d.C. Os chineses introduziram o budismo no Japão. A tolerância, o pacifismo e a equanimidade promovidos pelo Budismo influenciaram significativamente a cultura asiática. Mais recentemente, muitos países ocidentais têm demonstrado considerável interesse pelas religiões orientais e centenas de milhares de pessoas vêm adotando os princípios do Budismo.


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Ensinamentos do Buda
O Buda foi um grande professor. Ele ensinou que todos os seres vivos possuem Natureza Búdica idêntica e são capazes de atingir a iluminação através da prática. Se todos os seres vivos têm o potencial de tornar-se iluminados, são todos, portanto, possíveis futuros Budas. Apesar de haver diferentes práticas entre as várias escolas budistas, todas elas abraçam a essência dos ideais do Buda.


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Karma e a Lei de Causa e Efeito
Uma pessoa é uma combinação de matéria e mente. O corpo pode ser encarado como uma combinação de quatro componentes: terra, água, calor e ar; a mente é a combinação de sensação, percepção, idéia e consciência. O corpo físico — na verdade, toda a matéria na natureza – está sujeito ao ciclo de formação, duração, deterioração e cessação.

O Buda ensinou que a interpretação da vida através de nossos seis sensores (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente) não é mais do que ilusão. Quando duas pessoas experimentam um mesmo acontecimento, a interpretação de uma, pode levar à tristeza, enquanto a da outra, pode levar à felicidade. É o apego às sensações, derivadas desses seis sentidos, que resulta em desejo e ligação passional, vida após vida.

O Buda ensinou que todos os seres sencientes estão em um ciclo contínuo de vida, morte e renascimento, por um número ilimitado de vidas, até que finalmente alcancem a iluminação. Os budistas acreditam que os nascimentos das pessoas estão associados à consciência proveniente das memórias e do karma de suas vidas passadas. "Karma" é uma palavra em sânscrito que significa "ação, trabalho ou feito". Qualquer ação física, verbal ou mental, realizada com intenção, pode ser chamada de karma. Assim, boas atitudes podem produzir karma positivo, enquanto más atitudes podem resultar em karma negativo. A consciência do karma criado em vidas passadas nem sempre é possível; a alegria ou o sofrimento, o belo ou o feio, a sabedoria ou a ignorância, a riqueza ou a pobreza experimentados nesta vida são, no entanto, determinados pelo karma passado.

Neste ciclo contínuo de vida, seres renascem em várias formas de existência. Há seis tipos de existência: Devas (deuses), Asuras (semideuses), Humanos, Animais, Pretas (espíritos famintos) e Seres do Inferno. Cada um dos reinos está sujeito às dores do nascimento, da doença, do envelhecimento e da morte. O renascimento em formas superiores ou inferiores é determinado pelos bons ou maus atos, ou karma, que foi sendo produzido durante vidas anteriores. Essa é a lei de causa e efeito. Entender essa lei nos ajuda a cessar com todas nossas ações negativas.


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Nirvana
Através da prática diligente, do proporcionar compaixão e bondade amorosa a todos os seres vivos, do condicionamento da mente para evitar apegos e eliminar karma negativo, os budistas acreditam que finalmente alcançarão a iluminação. Quando isso ocorre, eles são capazes de sair do ciclo de morte e renascimento e ascender ao estado de nirvana. O nirvana não é um local físico, mas um estado de consciência suprema de perfeita felicidade e liberação. É o fim de todo retorno à reencarnação e seu compromisso com o sofrimento.


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O conceito de sofrimento
O Buda Shakyamuni ensinou que uma grande parcela do sofrimento em nossas vidas é auto-infligido, oriundo de nossos pensamentos e comportamento, os quais são influenciados pelas habilidades de nossos seis sentidos. Nossos desejos – por dinheiro, poder, fama e bens materiais – e nossas emoções – tais como, raiva, rancor e ciúme – são fontes de sofrimento causado por apego a essas sensações. Nossa sociedade tem enfatizado consideravelmente beleza física, riqueza material e status. Nossa obsessão com as aparências e com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito são também fontes de sofrimento.

Portanto, o sofrimento está primariamente associado com as ações de nossa mente. É a ignorância que nos faz tender à avidez, à vontade doente e à ilusão. Como conseqüência, praticamos maus atos, causando diferentes combinações de sofrimento. O Budismo nos faz vislumbrar maneiras efetivas e possíveis de eliminar todo o nosso sofrimento e, mais importante, de alcançar a libertação do Ego do ciclo de nascimento, doença e morte.


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As quatro nobres verdades e o nobre caminho óctuplo
As Quatro Nobres Verdades foram compreendidas pelo Buda em sua iluminação. Para erradicar a ignorância, que é a fonte de todo o sofrimento, é necessário entender as Quatro Nobres Verdades, caminhar pelo Nobre Caminho Óctuplo e praticar as Seis Perfeições (Paramitas).

As Quatro Nobres Verdades são:

1. A Verdade do Sofrimento.

A vida está sujeita a todos os tipos de sofrimento, sendo os mais básicos nascimento, envelhecimento, doença e morte. Ninguém está isento deles.

2. A Verdade da Causa do Sofrimento.

A ignorância leva ao desejo e à ganância, que, inevitavelmente, resultam em sofrimento. A ganância produz renascimento, acompanhado de apego passional durante a vida, e é a ganância por prazer, fama ou posses materiais que causam grande insatisfação com a vida.

3. A Verdade da Cessação do Sofrimento.

A cessação do sofrimento advém da eliminação total da ignorância e do desapego à ganância e aos desejos, alcançando um estado de suprema bem-aventurança ou nirvana, onde todos os sofrimentos são extintos.

4. O Caminho que leva à Cessação do Sofrimento.

O caminho que leva à cessação do sofrimento é o Nobre Caminho Óctuplo.

O Nobre Caminho Óctuplo consiste de:

Compreensão Correta. Conhecer as Quatro Nobres Verdades de maneira a entender as coisas como elas realmente são.
Pensamento Correto. Desenvolver as nobres qualidades da bondade amorosa e da aversão a prejudicar os outros.
Palavra Correta. Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas.
Ação Correta. Abster-se de matar, roubar e ter conduta sexual indevida.
Meio de Vida Correto. Evitar qualquer ocupação que prejudique os demais, tais como tráfico de drogas ou matança de animais.
Esforço Correto. Praticar autodisciplina para obter o controle da mente, de maneira a evitar estados de mente maléficos e desenvolver estados de mente sãos.
Plena Atenção Correta. Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos.
Concentração Correta. Obter serenidade mental e sabedoria para compreender o significado integral das Quatro Nobres Verdades.
Aqueles que aceitam este Nobre Caminho como um estilo de vida viverão em perfeita paz, livres de desejos egoístas, rancor e crueldade. Estarão plenos do espírito de abnegação e bondade amorosa.


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As seis perfeições
As Quatro Nobres Verdades são o fundamento do Budismo e entender o seu significado é essencial para o autodesenvolvimento e alcance das Seis Perfeições, que nos farão atravessar o mar da imortalidade até o nirvana.

As Seis Perfeições consistem de:

Caridade. Inclui todas as formas de doar e compartilhar o Dharma.
Moralidade. Elimina todas as paixões maléficas através da prática dos preceitos de não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir, não usar tóxicos, não usar palavras ásperas ou caluniosas, não cobiçar, não praticar o ódio nem ter visões incorretas.

Paciência. Pratica a abstenção para prevenir o surgimento de raiva por causa de atos cometidos por pessoas ignorantes.

Perseverança. Desenvolve esforço vigoroso e persistente na prática do Dharma.

Meditação. Reduz a confusão da mente e leva à paz e à felicidade.

Sabedoria. Desenvolve o poder de discernir realidade e verdade.

A prática dessas virtudes ajuda a eliminar ganância, raiva, imoralidade, confusão mental, estupidez e visões incorretas. As Seis Perfeições e o Nobre Caminho Óctuplo nos ensinam a alcançar o estado no qual todas as ilusões são destruídas, para que a paz e a felicidade possam ser definitivamente conquistadas.


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Tornar-se um Buda
Ao desejar tornar-se budista, deve-se receber refúgio na Jóia Tríplice, como um comprometimento com a prática dos ensinamentos do Buda. A Jóia Tríplice consiste no Buda, no Dharma e na Sangha.

Budistas laicos podem também fazer voto de praticar cinco preceitos em suas vidas diárias. Os Cinco Preceitos são: não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir e não se intoxicar. O preceito de não matar se aplica principalmente a seres humanos, mas deve ser estendido a todos os seres sencientes. É por isso que a Sangha e muitos budistas devotos são vegetarianos. No entanto, não é preciso ser vegetariano para tornar-se budista. O quinto preceito – não se intoxicar – inclui abuso de drogas e álcool. O entendimento deste preceito é uma precaução, por não ser possível manter a plena atenção da consciência e comportamento apropriado quando se está drogado ou bêbado.

Os budistas são incentivados a manter estes preceitos e a praticar bondade amorosa e compaixão para com todos os seres. Os preceitos disciplinam o comportamento e ajudam a diferenciar entre certo e errado. Através do ato de disciplinar pensamento, ação e comportamento, pode-se evitar os estados de mente que destroem a paz interior. Quando um budista incidentalmente quebra um dos preceitos, ele não busca o perdão do pecado por parte de uma autoridade superior, como Deus ou um padre. Ao invés disso, se arrepende e analisa o porquê de ter quebrado o preceito. Confiando em sua sabedoria e determinação, modifica seu comportamento para prevenir a recorrência do mesmo erro. Ao fazer isso, o budista confia no esforço individual de auto-análise e auto-perfeição. Isto ajuda a restaurar paz e pureza de mente.

Muitos budistas montam um altar em um canto tranqüilo de suas casas para a recitação de mantras e a meditação diária. [Um mantra é uma seqüência de palavras que manifestam certas forças cósmicas, aspectos ou nomes dos budas. A repetição contínua de mantras é uma forma de meditação.] O uso de imagens budistas em locais de culto não deve ser visto como idolatria, mas como simbologia. Enfatiza-se o fato de que essas imagens em templos ou altares domésticos servem apenas para nos lembrar a todo momento das respectivas qualidades daquele que representam, o Iluminado, que nos ensinou o caminho da liberação. Fazer reverências e oferendas são manifestações de respeito e veneração aos Budas e Bodhisattvas.


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Meditação
A meditação é comumente praticada pelos budistas para obter felicidade interior e cultivar sabedoria, de forma a alcançar a purificação da mente e a libertação. É uma atividade de consciência mental.

A felicidade que obtemos do ambiente físico que nos envolve não nos satisfaz verdadeiramente nem nos liberta de nossos problemas. Dependência de coisas impermanentes e apego à felicidade do tipo "arco-íris" produz somente ilusão, seguida de pesar e desapontamento. Segundo o Budismo, existe felicidade verdadeira e duradoura e todos temos o potencial de experimentá-la. A verdadeira felicidade jaz nas profundezas de nossa mente, e os meios para acessá-la podem ser praticados por qualquer um. Se compararmos a mente ao oceano, pensamentos e sentimentos tais como alegria, irritação, fantasia e tédio poderiam ser comparados a ondas que se levantam e voltam a cair por sobre sua superfície. Assim como as ondas se amansam para revelar a quietude nas profundidades do oceano, também é possível acalmar a turbulência de nossas mentes e revelar pureza e claridade naturais. A meditação é um meio de alcançar isso.

Nossas ilusões, incluindo ciúmes, raiva, desejo e orgulho, originam-se da má compreensão da realidade e do apego habitual à nossa maneira de ver as coisas. Através da meditação, podemos reconhecer nossos erros e ajustar nossa mente para pensar e reagir de maneira mais realista e honesta. Esta transformação mental acontece gradualmente e nos liberta das falácias instintivas e habituais, nos permitindo adquirir familiaridade com a verdade. Podemos, então, finalmente, nos libertar de problemas como insatisfação, raiva e ansiedade. Finalmente, compreendendo a maneira como as coisas de fato funcionam, nos é possível eliminar completamente a própria fonte de todos os estados mentais incômodos.

Assim, meditação não significa simplesmente sentar-se em uma determinada postura ou respirar de uma determinada maneira; estes são apenas recursos para a concentração e o alcance de um estado de mente estável. Apesar de diferentes técnicas de meditação serem praticadas em diferentes culturas, todas elas partilham o princípio comum de cultivar a mente, de forma a não permitir que uma mente destreinada controle nosso comportamento.

A vida humana é preciosa e, no entanto, nós a conseguimos.
O Dharma é precioso e, no entanto, nós o ouvimos.
Se não nos cultivarmos nesta vida,
Quando teremos essa chance novamente?


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Características do budismo
Bodhisattva — Um ser iluminado que fez o voto de servir generosamente a todos os seres vivos com bondade amorosa e compaixão para aliviar sua dor e sofrimento e levá-los ao caminho da iluminação. Existem muitos Bodhisattvas, mas os mais populares no Budismo Chinês são os Bodhisattvas Avalokiteshvara, Kshitigarbha, Samantabhadra e Manjushri.

Bodhisattva Avalokiteshvara (Kuan Yin Pu Sa) — "Aquele que olha pelas lágrimas do mundo". Este Bodhisattva oferece sua grande compaixão para a salvação dos seres. Os muitos olhos e mãos representados em suas várias imagens simbolizam as diferentes maneiras pelas quais todos os seres são ajudados, de acordo com suas necessidades individuais. Originalmente representado por uma figura masculina, Avalokiteshvara é, hoje em dia, geralmente caracterizado, na China, como uma mulher.

Bodhisattva Kshitigarbha (Guardião do Mundo) — Sempre usando um cajado com seis anéis, ele possui poderes sobre o inferno. Ele fez o grande voto de salvar os seres que ali sofrem.

Curvar-se em reverência — Este ato significa humildade e respeito. Os budistas se curvam em respeito ao Buda e aos Bodhisattvas e, também, para recordar-se das qualidades virtuosas que cada um deles representa.

Buda — Este é muito mais do que um simples nome. A raiz Budh significa "estar ciente ou completamente consciente de". Um Buda é um ser totalmente iluminado.

Buda Shakyamuni (o fundador do Budismo) — Nasceu na Índia. Em busca da verdade, deixou sua casa e, disciplinando-se severamente, tornou-se um asceta. Finalmente, aos 35 anos, debaixo de uma árvore Bodhi, compreendeu que a maneira de libertar-se da cadeia de renascimento e morte era através de sabedoria e compaixão – o "caminho do meio". Fundou sua comunidade, a qual tornou-se conhecida como Budismo.

Buda Amitabha (Buda da Luz e Vida Infinitas) — É associado com a Terra Pura do Ocidente, onde recebe seres cultivados que chamam por seu nome.

Bhaishajya Guru (O Buda da Medicina) — Cura todos os males, inclusive o mal da ignorância.

Buda Maitreya (O Buda Feliz) — É o Buda do Futuro. Depois de Shakyamuni ter se iluminado, ele é aguardado como sendo o próximo Buda.

Instrumentos do Dharma — Estes instrumentos são encontrados nos templos budistas e são utilizados por monges durante as cerimônias. O "peixe" de madeira é normalmente colocado à esquerda do altar, o gongo, à direita e o tambor e o sino, também à direita, porém um pouco mais distantes.

Incenso — É oferecido com respeito. O incenso aromático purifica não só a atmosfera, mas também a mente. Assim como sua fragrância alcança longas distâncias, bons atos também se espalham em benefício de todos.

Flor de Lótus — Pelo fato de brotar e se desenvolver em águas lamacentas e turvas e, ainda assim, manifestar delicadeza e fragrância, a Flor de Lótus é o símbolo da pureza. Também significa tranqüilidade e uma vida distinta e sagrada.

Mudra – Os gestos das mãos que geralmente se vêem nas representações do Buda, são chamados de "mudras", os quais propiciam comunicação não-verbal. Cada mudra tem um significado específico. Por exemplo, as imagens do Buda Amitabha, normalmente, apresentam a mão direita erguida com o dedo indicador tocando o polegar e os outros três dedos estendidos para cima para simbolizar a busca da iluminação, enquanto a mão esquerda mostra um gesto similar, só que apontando para o chão, simbolizando a libertação de todos os seres sencientes. Nas imagens em que ele aparece sentado, ambas as mãos estão posicionadas à frente, abaixo da cintura, com as palmas voltadas para cima, uma contendo a outra, o que simboliza o estado de meditação. No entanto, se os dedos da mão direita estiverem apontando para baixo, isso simboliza o triunfo do Dharma sobre seres desencaminhados que relutam em aceitar o autêntico crescimento espiritual.

Oferendas — Oferendas são colocadas no altar budista pelos devotos. Fazer uma oferenda permite que reflitamos sobre a vida, confirmando as leis de reciprocidade e interdependência. Objetos concretos podem ser ofertados em abundância, no entanto, a mais perfeita oferenda é um coração honesto e sincero.

Suástica — Foi um símbolo auspicioso na Índia antiga, Pérsia e Grécia, simbolizando o sol, o relâmpago, o fogo e o fluxo da água. Este símbolo foi usado pelos budistas por mais de dois mil anos para representar a virtude, a bondade e a pureza do "insight" de Buda em relação ao alcance da iluminação. (Neste século, Hitler escolheu este símbolo para seu Terceiro Reich, mas inverteu sua direção, o denominou "Suástica" e o usou para simbolizar a superioridade da raça ariana.)

Fo Tzu (Pérolas de Buda) — Também conhecido como rosário budista. É um instrumento usado para controlar o número de vezes que se recita os nomes sagrados do Buda, dos Bodhisattvas ou para recitar mantras. Se usado com devoção no coração, ajuda-nos a limpar nossa mente ilusória, purifica nossos pensamentos e ainda resgata nossa original e imaculada Face Verdadeira. São constituídos de contas que podem ser de diferentes tipos: sementes de árvore Bodhi, âmbar, cristal, olho de tigre, ametista, coral, quartzo rosa, jade, entre outros.


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Perda e pesar
Que a vida não é livre de sofrimento, é um fato. Sofremos com o envelhecimento, com as doenças e com a morte. O sofrimento tem de ser tolerado pelos vivos e pelos mortos. O propósito supremo do ensinamento do Buda é fazer-nos compreender a causa do sofrimento e encontrar um meio correto de superá-lo.

O Buda nos disse em seus ensinamentos que toda matéria, vivente ou não-vivente, estava constantemente sujeita a mudanças cíclicas. As coisas não-viventes passam por mudanças de formação, duração, deterioração e desaparecimento, enquanto que as coisas viventes passam por nascimento, doença, envelhecimento e morte. Mudar a todo momento mostra a natureza impermanente de nosso próprio corpo, mente e vida. Esta impermanência que temos de enfrentar é inevitável.

O Buda enfatizou que a principal razão do sofrimento é nosso imenso apego a nosso corpo, que é sempre identificado como "eu". Todo sofrimento brota desse apego ao "eu". Para sermos mais exatos, é a "consciência" que se abriga temporariamente no corpo existente, o qual funciona somente como uma casa. Por isso, a concepção comum de que o "eu" é o corpo físico está equivocada. Ao invés disso, seu corpo atual é somente uma propriedade neste tempo de vida. Quando nossa casa fica muito velha, todos nós adoramos a idéia de mudar para uma nova casa. Quando nossa roupa está muito usada, ansiamos por comprar roupas novas. Na hora da morte, quando a "consciência" abandona o corpo, isso é simplesmente encarado como a troca de uma casa velha por uma nova.

A morte é meramente a separação de corpo e "consciência". A "consciência" continua, sem nascimento ou morte, e busca "abrigo" em um novo corpo. Se entendermos isso, não há razão para lamentações. Ao contrário, deveríamos ajudar os que estão à beira da morte a ter um nascimento positivo, ou, simbolicamente, mudar de casa.

No contexto acima, um relacionamento de família ou de amizade existe em "consciência" mais do que em um corpo físico. Não fiquemos tristes por um filho que estuda do outro lado do mundo, por sabermos que ele está distante. Se tivermos a compreensão correta da verdade da vida e do universo, encararmos a morte como o começo de uma nova vida, e não como um ponto final, sem esperança, poderemos perceber que nossos sentimentos de perda e pesar não passam de ilusões através das quais somos enganados. Lamentar a morte é o resultado da ignorância da verdade da vida e o apego a um corpo físico impermanente.


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Oito consciências
No Budismo, aquilo que normalmente chamamos de "alma" é, na verdade, uma integração das oito consciências. As consciências dos cinco sentidos — visão, audição, olfato, paladar e tato – mais a sexta, que é o sentido mental, que formula as idéias a partir das mensagens recebidas pelos cinco sentidos. A sétima é o centro do pensamento (manas) que pensa, deseja e raciocina. A oitava é a consciência ou, como também é chamada, o "armazém" (alaya).

Os primeiros seis sentidos não possuem inteligência fora de sua área de atuação; ao invés disso, eles são reportados a manas sem interpretações. Manas é como um general em seu quartel, juntando todas as informações enviadas, transferindo-as, arranjando-as, e devolvendo ordens aos seis sentidos. Ao mesmo tempo, manas está conectado com alaya. Alaya, o armazém, é o depósito onde as ações do karma são armazenadas desde o início dos tempos. Ações ou pensamentos praticados por uma pessoa são um tipo de energia espiritual, acrescentada a alaya por manas.

As ações armazenadas em alaya ali permanecem até que encontrem uma oportunidade favorável para manifestar-se. No entanto, alaya não pode agir por si mesmo, já que não possui nenhuma energia ativa. O agente discriminador, ou a vontade, é manas, o centro do pensamento, o qual pode agir sobre alaya para que ele desperte de seu estado dormente e seja responsável pelo nascimento de objetos individuais, sejam eles bons, maus ou neutros. Uma pessoa pode ter acumulado incontável karma, positivo ou negativo, em vidas passadas. No entanto, se ela não permitir que ele se manifeste, é como se ele não existisse. É como plantar sementes no solo. Se não houver condições adequadas para seu desenvolvimento, as sementes não brotarão. Assim, se plantarmos boas ações nesta vida, as ações de nosso karma negativo anterior não terá chance de se desenvolver nas atividades discriminadoras. Manas está sempre trabalhando em conjunção com a mente e os cinco sentidos; ele é responsável pelas conseqüências dos desejos, paixões, ignorância, crenças, etc. É absolutamente essencial manter manas funcionando corretamente, de forma a que ele interrompa a criação de karma negativo, e, ao invés disso, deposite boas ações em alaya. Isto é possível, já que manas não tem vontade cega, mas é inteligente e capaz de iluminação. Manas é o eixo ao redor do qual toda a disciplina budista se movimenta.

A morte é o processo de ter essas oito partes da consciência deixando o corpo em seqüência, sendo alaya o último. Isso leva cerca de oito horas para acontecer. Assim, o processo da morte não acaba quando a respiração cessa ou quando o coração para de bater, pois a consciência do ser que morre ainda vive. Quando a consciência deixa o corpo, essa, sim, é a hora real da morte.


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Os seis reinos
Apesar de a qualidade do renascimento ser determinada pelo acúmulo total de karma, o estado de mente da pessoa que está morrendo, no momento da morte, está, também, relacionado com seu próximo rumo na transmigração para um dos seis reinos da vida. Os seis reinos da vida incluem seres celestiais, semideuses, seres humanos e três reinos malignos: animais, espíritos famintos e seres infernais. Atitudes incômodas e impróprias por parte das pessoas ao seu redor, como lamentações ou movimentação do corpo, tendem a aumentar a dor e a agonia daquele que está morrendo, causando raiva e apego que, quase sempre, sugam a "consciência" emergente para os reinos malignos. Para ajudar a pessoa que está morrendo, não se deve incomodá-la antes da morte até, pelo menos, oito horas depois da parada da respiração; ao contrário, deve-se ajudá-la a manter a calma e uma mente pacífica, ou oferecer suporte com práticas espirituais tais como recitação de mantras.


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Funeral
A prática funeral budista é normalmente conduzida com solenidade. Não se estimula o luto. Um altar simples, com uma imagem do Buda, é montado. Há queima de incenso e oferenda de frutas e flores. Se a família assim o desejar, pode haver monges budistas ministrando bênçãos e recitando sutras e os vários nomes do Buda, juntamente com pessoas laicas. Estes procedimentos podem ser seguidos de um elogio à memória do morto. Certos rituais de luto, como vestir roupas brancas, caminhar com um cajado, lamuriar-se para expressar o grande efeito do seu pesar, queimar dinheiro, casas ou roupas feitas de papel para o morto, são, às vezes, considerados como sendo práticas budistas. Na verdade, esses são costumes tradicionais chineses.

A cremação é prática usual no Budismo – 2.500 anos atrás, o Buda disse a seus discípulos que cremassem seu corpo após a sua morte. No entanto, alguns budistas preferem velar seus mortos. A cremação pode ser escolhida, também, por questões de saúde ou de custo.

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O que é a Seicho-No-Ie



É um ensinamento de amor que prega que o ser humano é filho de Deus, que o mundo da matéria é projeção da mente e, também, nos revela qual é a nossa verdadeira natureza. É uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus.

Ano de Fundação
Fundada por Masaharu Taniguchi, em 1° de março de 1930, no Japão.

Quem foi Masaharu Taniguchi
Dentre os líderes espirituais do Japão, Masaharu Taniguchi é um dos mais conhecidos e influentes. Através de suas preleções, livros, artigos, etc., atinge milhões de pessoas. Suas mensagens são simples, objetivas e capazes de modificar vidas.

A SEICHO-NO-IE é Religião ou Filosofia?
A Seicho-No-Ie pode ser considerada uma filosofia de vida e também uma religião, não há rigidez de conceito neste sentido. Ela tem como objetivo despertar no coração das pessoas a verdade de que todos são filhos de Deus e fazer com que, através de atos, palavras e pensamentos, tornemos este mundo um mundo melhor.

A Felicidade de Quem Pratica
Aqueles que praticam os ensinamentos da Seicho-No-Ie aprendem a reconhecer sua verdadeira natureza de filho de Deus e, em conseqüência disso, começam então a ocorrer fatos milagrosos como a cura de doenças, reconciliação de lares em desarmonia, exteriorização de grandes talentos, êxito profissional, solução de problemas econômicos e amorosos etc.

Para Quem já tem uma Religião
Existem pessoas que, mesmo já sendo adeptas de uma religião e freqüentando assiduamente suas atividades, sentem-se muito bem e felizes ao entrar em contato com os ensinamentos da Seicho-No-Ie, que por sua vez recebe, com muito amor e carinho, todas as pessoas, sem nenhuma restrição.



Oração da cura divina:forma humana.

seicho no ie,forma,humana

O nome correto é “Oração para Cura Divina” e, devido ao desenho de um ser humano, passou a chamar-se “Forma Humana”. Esse desenho simboliza a pessoa que irá receber orações, e nele constam quatro ideogramas:

Na vertical está escrito “Jissô” (Imagem Verdadeira).

Na horizontal “Enman” (Harmonia).

A nossa natureza é Divina, somos Vida Perfeita de Deus, pois somos filhos do Criador, que é Deus! Esta é a nossa Imagem Verdadeira. E para que manifeste a Imagem Verdadeira, que é harmoniosa, faz-se a oração.

Como as mentes das pessoas se comunicam e o desenho representa a pessoa que receberá as orações, diz-se que a Forma Humana é uma espécie de antena que o interessado carrega consigo, a fim de captar e receber constantemente as ondas espirituais positivas emitidas através das orações realizadas na Sede da Seicho-No-Ie do Brasil.

São seis vezes por dia que é realizado esse conjunto de orações, e a última do dia é feita pelo Presidente Doutrinário para a América Latina, prof. Yoshio Mukai, às 16 horas.

Os horários das orações são: 8:30, 10:00, 12:40, 13:30, 15:00 e 16:00 horas. A Sala de Orações fica instalada na torre da Sede Central da Seicho-No-Ie do Brasil

Em termos práticos, a Forma Humana é um formulário de pedido de orações, em duas vias, cuja primeira via fica na torre da Sede Central, e a segunda em poder do interessado. Pode-se fazer o pedido de orações para 1 mês, 3 meses, 6 meses ou 1 ano.

Relação dos desejos da Forma Humana:

1 – Manifestação da Imagem Verdadeira (manifestar o Deus interior)

2 – Saúde (manifestar a saúde perfeita de Filho de Deus)

3 – Prosperidade (nos negócios e familiar)

4 – Harmonia (harmonizar-se com o cônjuge e com todas as pessoas)

5 – Concretização dos Planos (alcançar metas e objetivos)

6 – Êxito nos Estudos (concurso, vestibular, faculdade, escola, etc.)

7 – Emprego (sucesso no trabalho e para quem procura emprego)

8 – Casamento (encontrar alma gêmea)

9 – Eliminação de Vícios (bebidas, cigarro, drogas, etc.)

10 – Parto Feliz (período de gestação e parto do bebê)

11 – Concebimento (mulher que não consegue engravidar)

12 – Crescimento Perfeito (fase de crescimento da criança)

13 – Êxito nas funções sagradas (estudos da verdade e divulgação)

14 – Solução dos Problemas (para solução de problemas diversos)

15 – Proteção (receber a proteção de Deus no dia a dia, viagens, etc.)

O interessado pode fazer quantos desejos quiser e oferecer as orações para quem almejar, mas em cada formulário de Forma Humana que adquirir, deverá escrever apenas um desejo e o nome de uma única pessoa.

Há também Forma Humana especial para Proteção Divina de Veículos, como, por exemplo, automóveis, motocicletas, barcos etc., e também Proteção Divina de Residência/Empreendimento com validade para um ano. Para Veículos, os dados necessários para a inscrição são: nome, endereço e CEP do proprietário e a marca e placa do veículo. No ato da inscrição, o interessado recebe uma Sutra Sagrada Talismã Especial, uma estampa do Cristo Eterno e um adesivo para fixar no veículo, com o emblema da Seicho-No-Ie com a inscrição “No trânsito sob Proteção Divina”. No caso de Proteção Divina de Residência/Empreendimento, o inscrito recebe uma Sutra Talismã Especial.

http://www.sni.org.br

Colônias Espirituais sobre o Brasil

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As colônias espirituais sobre o Brasil se destacam por serem as mais antigas sobre o planeta. As regiões físicas do Brasil – Minas Gerais – Goiás – Mato Grosso e parte de São Paulo, são igualmente muito antigas e trazem na sua superfície a memória de milhões de anos atrás.

Objetivos do Tema "Colônias Espirituais"

Primeiro: está além da simples descrição da rotina dos seus moradores e suas tarefas. Temos o propósito de alertar a todos como está se dando também nestes lugares todo este movimento de conscientização sobre a Transição Planetária.

Segundo: compreender que estamos tratando de colônias terrestres que estão dentro da "ATMOSFERA" DA TERRA, habitadas por terrestres muito presos ao carma planetário.

A situação, rotina e missão dos templos da Grande Fraternidade Branca é muito diferente da vibração das colônias e cidades espirituais.

Comentários Iniciais

O conhecimento da existência de cidades espirituais somente foi aceito, entendido amplamente – na nossa era e na sociedade ocidental – a partir dos gregos com a existência do Olimpo – a Morada dos Deuses – local onde seres espirituais viviam, moravam, trabalhavam, sonhavam, conspiravam. (A Índia, China, Maias, Egípcios também tinham alguma compreensão sobre a existência de colônias espirituais).

Esta idéia original, imperfeita, foi depois melhorada por Sócrates e Platão. Mais recentemente, outra idéia muito pálida foi trazida por Allan Kardec nas respostas dos espíritos – Livro dos Espíritos – onde se falou da existência de “Acampamentos Espirituais”.

Há alguns anos através de Chico Xavier, as noções mais detalhadas da rotina das cidades espirituais vieram a ser conhecidas e divulgadas. Outras informações de grande importância foram sendo conhecidas nos últimos 45 anos – não apenas das atividades locais destas colônias – cidades – mas de todo o contexto planetário nesta Transição de Eras que passamos.

Iniciou-se também um grande esforço da Grande Fraternidade Branca junto aos novos Servidores de Luz Planetária e começaram a surgir uma imensa literatura mundial sobre esta realidade. A verdade é que milhares de colônias existem em torno da Terra em determinada faixa de vibração em torno de todo o planeta.

Amigos!

Alguns comentários mais amplos sobre como este fim de era afeta estas colônias espirituais ao longo dos milênios, serão incluídos posteriormente. Não existe apenas uma transformação na superfície do planeta. O apocalipse é global – físico – emocional – astral – etérico e dimensional. Assim, tudo o que está em torno do planeta será transformado. Assim, todas as milhares de colônias, cidades, agrupamentos espirituais em torno da Terra serão de uma forma ou de outra também evacuados ou retirados das áreas de maior turbulência.

Quando falamos sobre O Imperador Inca, (naquela época em que o Planeta Vivia uma Idade de Ouro) o contato com as Colônias, Cidades, Templos Espirituais era intenso e livre. Com a vinda de um período de escuridão planetária, estes locais de Luz se afastaram das redondezas da órbita terrestre até que nova oportunidade de ligação com a Humanidade fosse reestabelecido.

Temos vivido, nos últimos anos, novamente este momento de aproximação das Colônias e dos Templos Planetários junto ao Planeta para que se desperte com urgência a consciência da Humanidade em face da Transmutação Iminente.

MAS , VOLTAREMOS A ESTE PONTO, EM OUTRA OPORTUNIDADE, SE DEUS QUIZER.

Vamos então, entrar para conhecer a rotina de uma das mais antigas colônias - hoje - cidade - espiritual do Planeta.

A Cidade Espiritual "ALVORADA NOVA"

Esta cidade possui atualmente mais de 250 mil habitantes e está localizada na quarta camada ao redor da Terra, acima da cidade de Santos - Estado de São Paulo. É uma cidade espiritual criada há mais tempo que a maioria das colônias que permeiam as zonas umbralinas desse Planeta. Sua existência perde-se de vista em nossos calendários comuns. Foi planejada há muitos séculos por aqueles que, sendo os Engenheiros Construtores de Jesus, conhecem a Terra do seu passado longínquo ao seu futuro distante.

O Brasil nem mesmo existia na face do globo e "ALVORADA NOVA" já estava fixando seus alicerces através dos trabalhadores de Cristo que sabiam da destinação do nosso país, em face da importância da sua localização nas camadas vibratórias ao redor do Planeta.

Participaram no seu crescimento as pessoas conhecidas na Terra pelos nomes de D.Pedro II e Gandhi.

A Chegada na Cidade Alvorada Nova

Ao viajante das estradas sombrias nas camadas densas do mundo espiritual em torno da Terra, surgirá aos seus olhos uma Luz. Como um pequeno ponto, irá crescendo dentro de um panorama primitivo e escuro, num brilhante azul. Superpondo-se ao azul, surge o branco. Este se torna infinitamente maior e já se parece como uma nuvem.

O seu frondoso portão dourado e brilhante traz uma placa com nome da cidade sustentada por esferas luminosas de metal dourado.

O Prédio Principal de Reuniões dos Dirigentes da Colônia

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Mapa Geral da Colônia

A Colônia possui forma circular. O Campo Vibratório manifesta a imagem de uma imensa estrela de oito pontas. No mapa abaixo com os principais prédios. Vamos fazer um "tour" a partir do Portão de entrada. Como dissemos em outra página, para aquele que se encontra perdido no mundo espiritual a primeira visão da colônia é a de uma imensa Luz na escuridão. Aos poucos se destacam o branco e o azul como numa nuvem e ao se aproximar é que se verá que ali existe uma grande comunidade.

Convidamos você a entrar conosco mentalmente e quem sabe não iremos visitar ou morar neste lugar algum dia por algum tempo?

Vamos então entrar:

Comentários Gerais sobre a colônia Alvorada Nova

Portão Principal (P)


Ligado ao Portão principal está um grande muro de 15 metros de altura, maciço, que emite uma potente vibração magnética de proteção. Sobre este muro estão torres de 10 metros de altura de forma cônica que é operado por espíritos guardiões.

Oito construções da Colônia possuem Torres com pontas de Estrelas. As Torres destas oito construções são ligadas por fluxos magnéticos e formam o desenho de uma estrela de oito pontas: verdes as que partem do Prédio Central; Azuis as que formam o quadrado e brancas as que formam a estrela.

Você que já leu a página da Nova Matriz da Terra, compreenderá melhor o papel dos campos magnéticos e sua importância numa colônia de trabalhadores da Luz numa região vibrações espirituais inferiores do mundo astral.

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Após a entrada pelo Portão você verá ao Centro o Prédio Principal e demais prédios comoestá descrito abaixo.:


Disposições das Construções na Colônia

LETRA A
PRÉDIO CENTRAL

LETRA B
UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO

LETRA C
BOSQUE DA ALIMENTAÇÃO

LETRA D
NÚCLEOS ESPIRITUAIS DE DESENVOLVIMENTO

LETRA E
COORDENADORIAS ESPECIALIZADAS

LETRA F
BOSQUE DA NATUREZA DIVINA

LETRA G
PRAÇA CENTRAL

LETRA H
RECANTO DA PAZ

LETRA I
CASA DE REPOUSO / HOSPITAL DA IRMÃ SCHEILLA

LETRA J
CASA DA CRIANÇA

LETRA K
CENTRO DE APRENDIZAGEM

LETRA L
CASA DA JUSTIÇA

LETRA M
MURO PROTETOR

LETRA N
TORRES DE DEFESA E HIGIENIZAÇÃO

LETRA O
SETORES HABITACIONAIS

LETRA P
PORTÃO PRINCIPAL

Prédio Central

No último andar realizam-se as reuniões mensais. As paredes são formadas de cristais e a Luz da colônia passa por eles. Uma grande mesa e ao fundo estantes com centenas de livros. Nesta sala, ao fundo, estátuas de semblantes diversos onde figuram a dos espíritos dos seres por nós conhecidos pelos nomes de D. Pedro II e Gandhi.

São 42 Conselheiros, trajando uma vestimenta simples azul clara. A reunião é aberta por um dos Secretários. Citaremos alguns trechos da Abertura de uma dessas Reuniões Mensais:

"Possa Jesus, nosso amado Mestre, abençoar o Encontro desse mês, dentro de Sua providencial sabedoria e magnânima bondade. Meus companheiros do Conselho, temos hoje importante projeto a discutir: vamos colocar em pauta as novas técnicas de alimentação na colônia e novos processos de fomentar a produção de frutos. Discutiremos ainda os projetos apresentados pelo setor de Medicina para implantação de novo soro, especialmente extraído do mel vegetal, no trabalho com os doentes internados na Casa de Repouso. A Pauta incluirá também, por fim, os pedidos e os requerimentos de vários habitantes desta colônia..."

A atual coordenação desta colônia está a cargo atualmente de um ser conhecido por Cairbar Schutel. Neste trecho inicial da reunião estão apenas alguns do temas básicos de discussão. Mas também se coloca para avaliação dezenas de outras situações que sempre ocorrem nas Colônias espirituais tais como transportes; instalação de aparelhos, autorização de visitas a Espíritos em estágio fora da Colônia ou a terrestres encarnados.

Hospital da Irmã Scheilla

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Casa de Repouso é o hospital desta cidade espiritual e o seu mais importante setor. Compreende um trabalho muito amplo desenvolvido por Scheilla que coordena 14 equipes, cujos coordenadores formam o Conselho da Casa de Repouso.

Existe uma grande integração dos trabalhos dos seres espirituais deste Hospital, com dezenas ou centenas de organizações físicas na Terra. Existem nestes grupos os Grupos de Resgate tanto no mundo espiritual quanto no mundo material nos casos já citados para os diversos eventos cataclismáticos que ocorrerão.

Preparativos para Diversas Situações de Resgate

Este prédio é revestido de um material que parece cristal, mas por dentro o material é opaco em muitas salas, pois os pacientes não estão preparados para suportar o brilho da luz que envolve a colônia.

O Prédio tem oito andares e é o local onde são recebidos os espíritos resgatados pelos Postos de Socorro. Este Serviço de Resgate é feito por uma equipe de seres conhecidos por nós como Índia.

Assim que chega ao hospital, dependendo das condições do ser, quase sempre lamentáveis, ele é trazido para um leito da Unidade de Recepção do Hospital.

Leito de Terapia da Unidade de Recepção da Casa de Repouso
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Descrição da Finalidade desse Leito:

Este leito fica localizado numa sala com pouca luminosidade para não ferir a sensibilidade dos enfermos recém-chegados. Há biombos que separam uma série de leitos sobre as quais, dependendo da necessidade do paciente existe uma luz que possui tripla ação: alimenta com energia a entidade que se recusa a fazê-lo por vias orais; acalma o ser, variando a tonalidade de acordo com o estado psíquico; e medica o enfermo, preparando-o para os remédios que serão ministrados durante o tratamento.

Estes leitos serão um dia usados na Medicina da Terra. Por onde deita o paciente há um colchão de ar e, abaixo destes, há espelhos que refletem a luz que perpassa o indivíduo.

Prédio onde estão a Administração das 8 Principais Atividades Internas da Colônia – Letra D

"Núcleos Espirituais de Desenvolvimento"
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Este PRÉDIO (letra D) concentra um grande complexo com as atividades abaixo:

1-Administração
Aperfeiçoamento da administração da Colônia.

2-Energia
Formas de Energia que sustentam e Defendem a Colônia. As Torres distribuem a energia.

3-Medicina Espiritual
Aperfeiçoamento Médico - estudos - tratamentos e cirurgias dos habitantes. Novas Formas.

4-Casa da Criança
Cuida do bem estar das crianças. Há um prédio só para as crianças

5-Doutrina
Educação dos seres que passam pela Colônia

6-Alimentação
Cuida da Alimentação própria de cada setor.

7-Lazer
Cria Programas para os momentos de descanso dos habitantes, trabalhadores e pacientes.

8-Serviços Gerais
Projetos de aperfeiçoamentos em diversas áreas como transporte interno e externo da colônia.

Estes Comentários são gerais e não há como descrever particularidades. Mas este prédio é como que de planejamento e estudos das atividades que serão feitas em outros setores. Por exemplo, no caso do Setor de Serviços Gerais, como dissemos, há grandes equipes de resgate de Seres no Plano astral que utilizam veículos de transporte próprio.

Neste caso, vamos tratar separadamente do Tema sobre os POSTOS DE SOCORRO QUE EXISTEM nas regiões do Plano Astral da Terra e que são como que POSTOS AVANÇADOS na escuridão do denso plano que envolve o Planeta.

http://www.magodaluz.com.br/

DIFERENÇAS ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA



O brasileiro é um povo pacífico e crédulo, tem muita fé, é um povo religioso, não é difícil enganar pessoas tão ingênuas...(Este é meu ponto de vista).

A visão que tenho é bem clara...:

Existe uma barafunda geral, na cabeça das pessoas com relação a religião, cada um faz a sua como bem quer ou como bem entende que deva fazer (a tal da verdade absoluta) o que o guia do babá ou da babá de terreiro disser, é que é o certo e pronto. (???)

Se em cada esquina tiver um centro de umbanda, e formos perguntar como funciona, vamos verificar que cada um funciona de acordo com a cabeça do dono da casa, e não de acordo com o que dita as regras gerais do que deva ser um centro de umbanda.

A primeira diferença entre candomblé e umbanda:

O candomblé é uma religião iniciática, que apesar de bem deturpada, tem seus fundamentos nas religiões tribais africanas (milenares) trazidas pelos escravos para o Brasil. E com eles vieram os orixás africanos, todos negros, sem mistura de credo, pois não conheciam as religiões católica e espírita nem de longe (os escravos).

A umbanda foi criada por volta de 1900, não se sabe exatamente a data, no Rio de Janeiro, onde o primeiro babá de terreiro criou as regras, ou foram ditas por seus guias, assim foi criada a umbanda, que hoje, já não se sabe mais o que é realidade ou fruto de imaginação.

A mistura é tão grande, e a imaginação de cada um vai tão longe, que foram criando falanges e mais falanges que não se entende mais nada, nem os próprios umbandistas sabem dar certas explicações. A umbanda começou com os caboclos (espíritos de índios brasileiros) e pretos velhos (espíritos dos escravos), depois foram aparecendo novas entidades como ciganos, indianos, já tem gente incorporando Cleópatra, Messalina, Afrodite, Lampião, etc... dá prá acreditar? :-)

E os que dizem incorporar Lúcifer, Belzebu e outros, não que eu queira ser a dona da verdade, que não sou mesmo... mas haja imaginação hein? :-)

Freqüentei umbanda durante 9 anos, respeito a umbanda séria e acredito nos guias de umbanda, (pois os que conheci mereciam respeito), mas aprendi a separar mistificação, de entidades de verdade, pois acredito que o maior problema da umbanda seja esse, as pessoas não saberem distinguir um do outro.

Na minha opinião, toda religião é boa, desde que não seja usada para ludibriar as pessoas ingênuas e crédulas. Toda pessoa precisa acreditar em alguma coisa, ter fé, mas também precisa ter o bom senso de desconfiar de vez em quando, nem tudo o que vemos e ouvimos é o que parece ser.

Independente das religiões, o ser humano é dotado, uns mais outros menos, de poderes paranormais ou seja vidência, audiência, telepatia, telecinese e outros, até poder de cura através das mãos, (que a pessoa já nasce com eles sem fazer parte de nenhuma religião, muitos morreram nas fogueiras por terem tais poderes, eram chamados de bruxos, na idade média), que infelizmente são usados através de religiões, com finalidades nem sempre honestas.

Segunda diferença entre candomblé e umbanda:

Antigamente na religião africana, existia uma separação entre o culto de Egun e o culto de orixá, era bem definido e os locais de culto eram independentes e separados. Exemplo disso, podemos ver nas casas de candomblé da Bahia (casas de Ketu tradicional), onde se cultua orixá, (tem apenas um quarto onde são homenageados os eguns dos filhos da casa que já morreram), os Eguns dos pais de santo, são cultuados em outras casas, as mais conhecidas estão na Ilha de Itaparica.

Também acho uma discriminação, mulher quando morre não é egun, é alma, sendo cultuadas em outras casas.

Nessas casas onde são cultuados os babá Egun, também é feita uma separação bem definida, quando um babá Egun está dançando no barracão e vira um orixá de alguém que esteja assistindo, em respeito ao orixá, esse babá Egun se retira da sala e só volta quando o orixá tiver ido embora. No candomblé, o único motivo de se usar contra-egun, é para que um egun não incorpore em uma pessoa iniciada para o orixá.

A coisa tá tão complicada de se entender, que a maioria das babás de terreiro usam como símbolo de cargo um mocan no pescoço, isso quando não usam senzala de búzios e contra-egun também, feitos de palha da costa, usado no candomblé exatamente para que eguns não se apoderem das pessoas.

A conclusão que eu cheguei é a seguinte:

A umbanda não é iniciática, portanto não tem feitura de orixá.

As entidades que incorporam na umbanda não são orixás, são guias.

Nem tudo que vemos incorporado na umbanda são guias, pode ser fruto da imaginação muito fértil de algumas pessoas (com exceções).

No candomblé tem gente feita de santo que continua virando com guias de umbanda, isso não é novidade, é até muito freqüente de se ver. (vide texto anexo do Prof. Reginaldo Prandi).

Mas dizer que foi feito de um orixá na umbanda, prá mim é novidade... a não ser que o pai de santo tenha sido feito, mas aí a casa deixa de ser umbanda e passa a ser de candomblé e que também toca umbanda.

Peço desculpas, aos umbandistas, não quis com isso ofender ninguém, apenas tentei colocar como vejo a situação da umbanda e do candomblé nos dias de hoje, e peço que as pessoas leiam mais e procurem se orientar melhor, não estou querendo dizer com isso, que o candomblé seja a religião perfeita, porque não é mesmo, tem muitas falhas principalmente por deturpação de muitos pais e mães de santo.

Nos candomblés bantus tradicionalmente sempre existiu a presença do caboclo, mas é um caboclo diferente do que incorpora na umbanda, não dá prá confundir são totalmente diferentes.

Com isso quero dizer que existem umbandas sérias e candomblés sérios, mas que precisam ser distinguidos.

E esse é o X da questão.

Candomblé
Jurema Oliveira "Jurema D'Oxum"
Editora do seu Guia de Candomblé na Internet

http://www.sobresites.com/

O QUE É UMBANDA ?



Embora muitos afirmem ser a Umbanda apenas uma seita derivada dos Cultos Afro-Brasileiros que deram origem aos Candomblés, na verdade, a verdadeira Umbanda, muito pouco tem a ver com ele. Nosso irmão, W.W. da Matta e Silva, por exemplo, fez extensa pesquisa visando trazer a público a origem da palavra em seu livro Umbanda de Todos Nós. Esse não é o propósito de nosso trabalho atual. Importante é frisarmos que UMBANDA foi o nome dado ao culto criado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, cujo médium era o Sr. Zélio de Moraes, em 16 de novembro de 1908, no bairro de Neves em Niterói. Destaque para o fato de que um caboclo, por ser considerado EGUN (alma de um ser que já viveu na terra ) não era entidade cultuada em nenhum candomblé. Posteriormente a coisa ficou meio confusa e criaram até os chamados Candomblés de Caboclos. Antes desta data, não há registro algum da palavra UMBANDA em qualquer seita Afro, como também ficou claro nas pesquisas feitas pelo retrocitado autor, na mesma obra e em outras. Se quisessem saber mesmo a origem da palavra, deveriam ter perguntado ao Caboclo, ao invés de ficarem especulando por aí.
O que é importante sabermos ?
Importante é sabermos que :
a) Umbanda não é culto Afro - é BRASILEIRO!.
b) A Umbanda sofreu várias modificações, tanto em seus objetivos como em sua práticas e rituais quando se mesclou e absorveu dos cultos Afro, do Catolicismo e até de filosofias orientais, certos parâmetros e conceitos básicos, a ponto de hoje entrarmos em certos terreiros ditos como de Umbanda e vermos lá os já conhecidos sacrifícios de animais e coisas equivalentes.
c) Umbanda foi o nome com que o Caboclo das Sete Encruzilhadas batizou o movimento espirítico criado por ele com regras básicas de trabalho, cujo objetivo principal seria o da "manifestação de espíritos (EGUNS NO DIZER DOS CULTOS AFRO) para a caridade".
Originariamente foram traçados planos para que três tipos de entidades pudessem se manifestar através de seus "médiuns" nas reuniões Umbandistas. Foram elas :
1) Crianças - Espíritos que teriam vivido e desencarnado nesta condição (EGUNS portanto) e que através de brincadeiras pudessem realizar trabalhos que trouxessem alegria, que despertassem o lado criança de todo ser humano - o lado puro (lembra-se do "Deixai vir a mim as crianças...?").
2) Caboclos - Espíritos que teriam vivido ou não na condição de índios (portanto EGUNS) nos primórdios da civilização(?) imposta pelos portugueses. Essa caracterização coincide com a segunda fase do crescimento do ser humano encarnado, quando ele deixa a infância, atinge a adolescência e se torna um adulto. Nessa fase, o vigor, o destemor e até mesmo uma certa destemperança são comuns.
3) Pretos Velhos - Espíritos (EGUNS) que teriam vivido ou não na condição de escravos negros, também nos primórdios da tal "civilização" imposta. A caracterização revela a terceira fase da vida do ser humano na terra - a idade madura, que neste caso revelaria também um dos principais atributos
que o homem deveria estar lutando por alcançar : a sabedoria.
A sabedoria daqueles que muito viveram e por isto, muito têm a ensinar.
Observemos que no caso dos espíritos que se apresentam como crianças, não há alusão à raça ou cor (na verdade em se tratando de espíritos esta distinção realmente não existe), mas no caso de caboclos (índios) e pretos velhos (negros), as caracterizações envolvem distin-ção de raça. Por que isso ?

Na verdade, a Umbanda verdadeira nasceu entre os humildes, e os planos de seus organizadores, visava a homenagear essas duas raças ou grupos étnicos que foram e são até hoje tão discriminadas sofrendo tantas perseguições. Uma forma também de mostrar ao "civilizados brancos" que, fossem índios, pretos, amarelos, verdes ou de qualquer outro tipo, todos, indiscriminadamente, eram e são seres da criação, e portanto, após o desencarne, as classes sociais, as cores de pele e o possível poderio econômico deixam de existir, e as lições que o espírito tem de aprender estão muito mais relacionadas ao amor, ao desprendimento e à sabedoria.
O que um bom vidente poderá enxergar (se lhe for permitido), é que não raramente, sentado ali no toco, com ares de um humilde velhinho, não está apenas um ex-escravo, mas certamente um grande sábio (preto, branco, marrom etc.) exercitando uma característica que somente os iluminados alcançaram em sua plenitude : a humildade.
Mas aí você pensa: "Por que então toda essa palhaçada ?"
Preste atenção !
Quando o Comando Superior (nome que daremos temporariamente ao Conselho Espiritual que estabeleceu as normas da Umbanda) decidiu por essas caracterizações, visava :
a) Representar as três fases por que passa o ser encarnado durante sua estada na matéria.
b) Demonstrar que crianças não fazem distinção de cor, raça ou qualquer outra, superestimando umas e subestimando outras. São espíritos desprovidos de discriminações, por serem os mais puros, (ingênuos) ou mesmo porque esqueceram-se deste preconceito daninho por ocasião da reencarnação (Graças a Deus).
c) Mostrar àqueles (dentre os quais eu mesmo) que hoje se "vestem" com uma matéria de cor clara, que mesmo perseguidos, expulsos de sua terras e escravizados, índios e negros também são seres da criação e como tal devem ser respeitados porque todos, mesmo os menos civilizados (no entender dos brancos), têm muito para aprender e ensinar.
d) Mostrar que por ser a UMBANDA um movimento espiritual brasileiro, envolveu em suas caracterizações grupos étnicos que passaram por grandes sofrimentos aqui nessas terras.
e) Mostrar que o homem evolui verdadeiramente quando vivencia em todo o seu potencial, cada uma das três etapas de sua vida e chega à idade madura dono de seus pensamentos e atos, conseguindo alcançar a verdadeira sabedoria, o que envolve muito aprendizado e prática do autocontrole, pois na medida em que vai aprendendo o significado de sua existência, consegue olhar o mundo como expectador. E aí..!
f) Permitir a manifestação de entidades familiares e/ou até mesmo grandes personalidades (no caso de serem suficientemente humildes para se apresentarem na "roupagem fluídica" de um Caboclo ou Preto Velho) quando encarnados, sem que isso traga para os médiuns e possíveis assistentes alguma perturbação emotiva.
Na verdade, essas formas de se apresentarem algumas entidades na Linha de Umbanda, visam muito mais a proteger os encarnados das perturbações emotivas que seriam provocadas nas situações em que por exemplo o médium ou assistente descobre que uma entidade que está se apresentando em um determinado Terreiro é um parente próximo seu, ou mesmo a vaidade que brota na maioria dos médiuns quando a entidade incorporante se apresenta como alguém que teve na terra uma posição de destaque ou fama (um grande pintor ou músico, reis ou princesas, por exemplo).
Por parte da entidade que se manifesta, a obrigatoriedade da caracterização faz com que o espírito seja forçado a não revelar uma situação que viveu como encarnado, tenha ela sido boa ou ruim. Não importa o que ou quem foi. O que importa é a mensagem que traz, o trabalho que vem realizar em benefício de outrem e de sua própria evolução.
Em minhas peregrinações pelos mais diversos terreiros de Umbanda e até "Umbandomblé", tive a oportunidade de presenciar curas "milagrosas" efetuadas por caboclos, pretos velhos e exús (há inclusive alguns bons livros que descrevem vários tipos de trabalhos realizados nesse sentido) sem que nenhum deles tivesse se identificado como Dr. "esse" ou "aquele". Seguindo a linha da HUMILDADE exigida pela Umbanda, todos se apresentaram de acordo com as características que adotaram desde o início de seus trabalhos. Até porque, se esses espíritos se apresentassem como Dr. ‘esse" ou "aquele", estariam se referindo a condições que tinham quando encarnados (na melhor das hipóteses), o que fatalmente demonstraria o quanto ainda estão apegados ao mundo material e às distinções sociais que ele impõe.
Raciocine comigo : De que valem os títulos obtidos na terra após o desenlace ? Aliás, quais serão os reais valores de certos títulos auferidos a tantas e tantas pessoas que já passaram e que ainda estão por aqui ? Será que um Doutor será mais bem visto aos olhos de Deus do que aquele que não conseguiu sequer aprender a ler ? Haveria justiça Divina caso isso fosse verdade ? Ou será que essa distinção só é válida aqui no Plano Terra onde os valores estão proporcionalmente ligados à situação financeira e/ou social de cada um ?
Raciocinou ?
Vamos reforçar seu raciocínio !
Se títulos e posição social fossem valores espirituais levados em conta pelo Criador, o próprio Jesus, considerado até mesmo Deus por muitos, deveria ter nascido em berço de ouro ou ter almejado durante sua breve estada na matéria, pelo menos algum cargo político de realce, não acha? E foi isso que se deu? Foi isso o que ele pregou?
Neste ponto eu torno a lembrar que, se você ainda está arraigado a conceitos e preconceitos, medos etc, não é bom que leia este BLOG, pois vamos abordar assuntos realmente polêmicos à luz da lógica e não de ERÓS ou DOGMAS. Nossa idéia é realmente tentar explicar esses "segredos" velados à luz pela ignorância e medo. Se você não se sentiu à vontade quando leu nossa primeira abordagem ao mito Jesus Cristo, então não leia o que vem pela frente. Você não está preparado(a).

Texto extraído do livro "Umbanda sem Medo Vol I" do autor desse Blog abaixo:
http://umbandasemmedo.blogspot.com/


QUAIS AS ENTIDAES DA UMBANDA:




Entidade é o nome dado a todos os espíritos que estão em uma faixa de vibração astral, boa para o trabalho na Umbanda. Conforme seu grau de evolução espiritual, esses espíritos são levados a fazer parte de uma falange (agrupamento de espíritos), a fim de atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. Lá eles permanecem até a possível volta para uma reencarnação ou a evolução para um plano espiritual superior.


Falange é um agrupamento de mais de 400 mil espíritos, que atuam em um determinado plano espiritual, ou seja, em uma determinada faixa de vibração.

Existem entidades de Alta, Regular e Baixa, faixa vibratória, e por isso elas se dividem em vários grupos: Falangeiros de Orixá, Caboclos, Pretos Velhos, Exus, Pomba-Giras, Ibeijadas e demais entidades que atuam de formas diversas. Cada falange recebe o nome de seu chefe e cada espírito dentro desta falange, atende por este mesmo nome.

Quando um médium trabalha com uma determinada entidade, ele não trabalha com um único espírito. O que ocorre é que todos os espíritos que constituem aquela determinada falange, têm uma única tônica de vibração com a qual penetram na faixa vibratória do médium, à razão de um por segundo, mantendo assim a sintonia durante todo o período que dura uma comunicação. Em outras palavras, os espíritos não trabalham isoladamente, mas "em falange", todos numa única vibração.

Embora não seja muito comum, é possivel acontecer que um mesmo espírito, embora seja uma só vibração, venha em diversas falanges, com diferentes nomes, conforme sua missão espiritual. Um espírito de certo grau de evolução pode se desdobrar na vibração, ou seja, aumentá-la ou diminuí-la, obviamente que dentro de um certo limite preestabelecido. Desta forma, essa entidade pode se apresentar ora numa faixa, ora em outra. Por exemplo: Se ela atua normalmente sob a linha do Oriente, pode num desdobramento de vibração, apresentar-se na forma de um caboclo, embora conserve também suas características essenciais.


Necessário também é, compreender-se à diferença entre hierarquia terrena e evolução espiritual. Algumas pessoas pensam que a posição hierárquica de uma entidade corresponde à sua posição na vida física anterior. Isto não corresponde à verdade porque as falanges não se agrupam conforme as raças ou costumes da vida terrena, mas sim de acordo com o grau de evolução espiritual e afinidade vibratória.

Desta forma, um espírito pode se apresentar, por exemplo, como um caboclo, apenas para ter um melhor acesso a um médium e a seus consulentes.

http://www.caboclopery.com.br/

Como Fazer o Evangelho no Lar



Primeiro você marca um dia e um horário apropriado para fazer o Evangelho no Lar junto com seus familiares.

Você deverá realizar o Evangelho sempre todas as semanas. Um dia por semana está bom. Escolha um dia e horário e comece desde já. Procure também fixar este dia e horário.

Não há um tempo pré-estabelecido para se fazer o Evangelho no Lar. Caso seja uma ou duas pessoas o ideal seria fazer entre 15 a 20 minutos. Caso exceda o número de participantes este tempo poderá ser estendido.

Prece Inicial: Iniciamos com uma simples e espontânea prece. Silenciamos dentro de nós mesmos e buscamos em nossa mente aquela paz interior, equilibrando assim nossa aura, sintonizando-nos com o Plano Maior e pedimos:

“Olá meus amigos, meus irmãos. Sejam todos bem-vindos ao evangelho de amor. Desde já agradecendo a presença de nossos amigos espirituais, dos anjos consoladores e de nossos anjos guardiães que já estão aqui para nos auxiliar em mais um Evangelho no lar ”.

Leitura do Evangelho: Fazer a leitura de um pequeno trecho do Evangelho, com voz normal, claramente, para que todos possam entender e comentar. O Evangelho poderá ser aberto ao acaso ou mesmo ser estudado seqüencialmente.

Comentários sobre o texto lido: Os comentários são breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura, com simplicidade, sem fugir do assunto.

Vibrações: eis o ponto culminante da reunião, onde passamos para a condição de doadores. Vibrar é doar, e todos nós temos algo de bom a dar em favor do próximo. Um bom pensamento, uma palavra de carinho, um sentimento de bem que enviamos é doação, é caridade.

A importância da vibração está no impulso mental que é dado na vontade firme e sincera de querer ajudar, na dedicação e amor aos semelhantes e no poder de fé ardente e confiante na ajuda do Alto.

Enquanto uma pessoa faz as vibrações, os outros, em pensamento, vão envolvendo mentalmente, neste clima radiante, as pessoas e locais que estão sendo mencionadas.

Prece de encerramento: Ao final do Evangelho, faça uma prece simples e expontânea, agradecendo ao Plano Superior e aos Amigos Espirituais que deram sustentação ao Evangelho no Lar, num clima de paz, amor e harmonia.

O que atrai das obsessessores.



a cabeça e mãos desocupadas;

a palavra irreverente;

a boca maledicente;

a conversa inútil e fútil, prolongada;

a atitude hipócrita;

o gesto impaciente;

a inclinação pessimista;

a conduta agressiva;

o apego demasiado a coisas e pessoas;

o comodismo exagerado;

a solidariedade ausente;

tomar os outros por ingratos ou maus;

considerar nosso trabalho excessivo;

o desejo de apreço e reconhecimento;

o impulso de exigir dos outros mais do que de nós mesmos;

fugir para o álcool ou drogas estupefacientes.


http://amigoespirita.ning.com/

CADA UM TEM DE CARREGAR O PRÓPRIO FARDO



UMA DAS GRANDES VERDADES ESPIRITUAIS É: CADA PESSOA DEVE CONSEGUIR A SUA PRÓPRIA SALVAÇÃO PESSOAL. QUANDO UMA PESSOA DE QUEM VOCÊ GOSTA ESTÁ COM PROBLEMAS. VOCÊ PODE SE APROXIMAR PARA AUXILIAR NA SUA CURA, MAS DEPOIS DE UM CERTO PONTO VOCÊ NÃO PODERÁ FAZER MAIS NADA. POR MAIOR QUE SEJA O SEU AMOR, VOCÊ NÃO PODE CARREGAR O FARDO DE OUTRA PESSOA.

O QUE VOCÊ PODE FAZER QUANDO ALGUÉM QUE VOCÊ AMA ESTÁ SOFRENDO?

EM PRIMEIRO LUGAR, AFIRME QUE HÁ UM PROPÓSITO POR DETRÁS DESSA EXPERIÊNCIA. SAIBA QUE A ALMA TEM ALGUMA LIÇÃO IMPORTANTE A APRENDER, O QUE SERÁ DE GRANDE VALOR PARA ESSA PESSOA.

EM SEGUNDO LUGAR, APESAR DE NÃO PODER INTERVIR DIRETAMENTE, SUAS PRECES E SEUS PENSAMENTOS POSITIVOS FAZEM MUITA DIFERENÇA. VISUALIZE O SEU AMIGO CERCADO DE LUZ E DE AMOR. ESSE TIPO DE CURA AGE DIRETAMENTE NO NÍVEL DA ALMA E NÃO ENCONTRA RESISTÊNCIA POR PARTE DA MENTE CONSCIENTE.

FINALMENTE, SAIBA QUE A PROTEÇÃO DIVINA ESTÁ PRESENTE. AS FORÇAS DE LUZ ESTÃO SEMPRE À DISPOSIÇÃO DE QUEM PEDE AJUDA. EM ÚLTIMA ANÁLISE, NENHUMA ALMA PODE SE PERDER; TODOS OS QUE PEDEM SERÃO GUIADOS À SEGURANÇA DA SUA MORADA ESPIRITUAL.

http://espiritualidades.multiply.com/journal

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Frases Espíritas



Não te canses de amar.
É possível q a resposta do amor
não te chegues imediatamente. Talvez
te causem surpresa as reações que
propicia. É possível q as haja desencorajadoras.
Sucede q, desacostumadas aos sentimentos puros,
as pessoas reajem por mecanismos de auto-defesa.
Insistindo, porém, conseguirás demonstrar a
excelência desse sentimento sem limite e
mimetizarás aqueles a quem amas, recebendo
de volta a benção de que se reveste.
Ama, portanto, sempre.
(Joanas de Ângelis/Divaldo Franco).

A AMIZADE VERDADEIRA não é cega, mas se enxerga defeito nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar. (Joanna de Ângelis).

A atitude é oração. E, pela atitude, mostramos a qualidade dos nossos desejos. (Emmanuel, do livro: Roteiro).

A cada um será dado de acordo com as suas obras. (Jesus)

A caridade é o amor, é o sol que Nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo! (Casimiro Cunha)

A caridade é o grande caminho! Trabalhemos!... Jesus nos abençoe!...

A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus. (Emmanuel)

A caridade na Terra a santos, crentes e ateus, é a presença de Jesus agindo em nome de Deus. (Carlos Gondim)

A casualidade não se encontra nos laços da parentela. (Emmanuel)

A cólera não aproveita a ninguém, não passa de perigoso curto-circuito de nossas forças mentais, por defeito de instalação de nosso mundo emotivo, arremessando raios destruidores, ao redor de nossos passos... (Do livro: Entre a Terra e o Céu - André Luiz)

À compreensão da vida a cada momento, tal como ela é; no mundo do relacionamento entre pais, filhos, parentes vizinhos e na sociedade, é a verdadeira oração, é a paz, é uma religião, é o verdadeiro amor e, é o começo da sabedoria, a fim de conservar a saúde da mente e do corpo.

A coragem do amor cria a bênção do perdão.

A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.

A criatura enfurecida é um dínamo em descontrole, cujo contacto pode gerar as mais estranhas perturbações. (Do livro: Entre a Terra e o Céu - André Luiz)

A crítica dos outros só poderá trazer-lhe prejuízo se você consentir.

A dor é uma luz acesa no apoio da evolução.

A esperança é flor vivente, alva estrela resplendente, que ilumina os corações, que conduz as criaturas às almejadas venturas entre célicos clarões. (Casimiro Cunha)

A esperança é qual lume, ou capitoso perfume que nos alenta na dor. A caridade é uma aurora que resplende a toda hora, nada empana o seu fulgor. (Casimiro Cunha)

A esperança é uma fortuna, de natureza divina, que a fé recebe no Banco da Providência Divina. (Meimei- Chico Xavier)

A esperança é uma fortuna, de natureza divina, que a fé recebe no Banco da Providência Divina. (Meimei - Chico Xavier - Do Livro: "Roseiral de Luz")

A esperança é uma luz no caminho das horas.

A evolução é a transição do ser da condição de escravo à condição de senhor do próprio destino. (Lameira de Andrade, do livro: IDEAL ESPÍRITA)

A família consangüínea, entre os homens, poder ser apreciada como o Centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve. (Emmanuel)

A fé é a força potente que desponta na alma crente, elevando-a aos altos Céus; ela é chama abrasadora reluzente, redentora, que nos eleva até Deus. (Casimiro Cunha)

A fé é um clarão divino, refulgente, peregrino, que irrompe, trazendo a luz; a caridade é a expressão da personificação do Mestre Amado - Jesus! (Casimiro Cunha)

A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.(TIAGO, do livro: A CARTA DE TIAGO para os Cristãos de todos os tempos).

A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.

A felicidade não entra em portas trancadas.

A felicidade real começa em fazer a felicidade dos outros.

A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma.

A fonte do bem é inesgotável. Tarefa aceita - responsabilidade confirmada. (Marco Prisco)

A frase construtiva e generosa é princípio de solução nos mais complicados processos de sofrimentos.

A frase de esperança é um jorro de luz. (Emmanuel - Chico Xavier, do livro: COMPANHEIRO)

A harmonia cria raios de paz. (André Luiz)

A herança da liberdade pertence ao dever cumprido.

A herança quase sempre é um suplício para quem parte e uma tentação para quem fica.

A hora que passa é preciosa demais para que lhe percamos a grandeza.

A humildade é a chave de nossa libertação. (Emmanuel - Chico Xavier, do livro: LUZ NO LAR).

A humildade é o ingrediente oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca.

A idéia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.

A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.

A inércia constante é a descida para a exaustão com bilhete para o comboio da enfermidade em direção da morte.

A inércia é simplesmente ilusão e a preguiça é fuga que a Lei pune com as aflições da retaguarda.

A ironia pode ser engraçada e agradável para quem a faz, mas pode magoar tanto que sua graça converte-se em mágoa profunda em quem a recebe.

A juventude pode ser comparada à esperançosa saída de um barco para viagem importante.

A Lei não nos confia problemas de trabalho superiores à nossa capacidade de solução. (Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos).

A liberdade é a raiz da vida consciente; no entanto, a cada passo urdimos entraves e impedimentos para nós mesmos.

A maior revelação de teu amor aparece brilhando quando permites que o Cristo em ti e contigo possa amar e servir aos outros sem procurar saber quem são e como são. (Emmanuel, Do livro: "Recados do Além")

A marcha será medida pelo passo do serviço ao próximo.

A melhor maneira de aprender a desculpar os erros alheios é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar talvez ainda mais desastradamente que os outros.

A melhora de tudo para todos começa na melhora de cada um.

A missão do Espiritismo é educar para salvar... Educar: eis o rumo a seguir, o programa do momento. (Vinícius, do livro: Em torno do Mestre)

A mulher faz o marido, o esposo faz a mulher.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A obra da caridade tudo transforma em favor do bem. (Emmanuel, do livro: Roteiro).

A ociosidade é um agente da sombra conduzindo a criatura para os endereços do tédio e da perturbação.

A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (TIAGO, do livro: A CARTA DE TIAGO para os Cristãos de todos os tempos).

A oração é luz acesa na sombra; é pão nutriente na escassez, é força na debilidade; é gozo na paisagem erma da soledade.

A ORAÇÃO é o mais forte estímulo de que a alma pode dispor para plenificar-se. (Joanna de Angelis)

A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. (TIAGO, do livro: A CARTA DE TIAGO para os Cristãos de todos os tempos).

A oração neutraliza qualquer força negativa. Cultive a prece. (Pastorino)

A palavra amiga e boa, quando a mágoa nos subleva, recorda a lâmpada acesa, vencendo o poder da treva.(Silveira Carvalho) (subleva: revolta).

A palavra é porta de entrada para as suas realizações.

A palavra, por mais bela, sem construção que lhe corresponda, será sempre um sonho mumificado em tábuas de geometria. (Albino Teixeira, do livro: IDEAL ESPÍRITA)

A parentela é um cadinho em que se nos apuram os sentimentos. (cadinho: vaso empregado em operações químicas à temperaturas elevadas).

A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia. (Joanna de Angelis)

A pedra colocada em disciplina é o agente que te assegura firmeza na construção. (Emmanuel)

A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.

A religião pura e imaculada é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. (TIAGO, do livro: A CARTA DE TIAGO para os Cristãos de todos os tempos).

A sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. ( Tiago, do livro: A CARTA DE TIAGO para os Cristãos de todos os tempos).

A serenidade e o apreço para com os inimigos são os melhores antídotos para que as preocupações com eles não nos destruam.

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui um trabalho de cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade. (Emmanuel)

A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muitas vezes é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação.

A Terra é uma embarcação cósmica de vastas proporções e não podemos olvidar que o Senhor permanece vigilante no leme. (Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

A Terra está repleta dos que censuram e acusam. Amparemo-nos mútuamente. (Emmanuel - Chico Xavier)

A treva noturna é necessária para que se veja, mesmo de longe, o império das estrelas.

A velhice herda a vida da juventude.

A vida corpórea é a síntese das irradiações da alma. Não há órgãos em harmonia sem pensamentos equilibrados...

http://www.espirito.org.br/

Ressurreição e Reencarnação

TRECHO DO LIVRO O Evangelho Segundo o Espiritismo


..."5 – E havia um homem dentre os fariseus, por nome Nicodemos, senador dos judeus. Este, uma noite, veio buscar a Jesus, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes milagres, que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Jesus respondeu e lhe disse: Na verdade, na verdade te digo que não pode ver o Reino de Deus senão aquele que renascer de novo. Nicodemos lhe disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode entrar no ventre de sua mãe e nascer outra vez? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus, o que é nascido de carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de eu te dizer que vos importa nascer de novo. O Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Perguntou Nicodemos: Como se pode fazer isto? Respondeu Jesus: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo: que nós dizemos o que sabemos, e damos testemunho do que vimos, e vós, com tudo isso, não recebeis o nosso testemunho. Se quando eu vos tenho falado das coisas terrenas, ainda assim me credes, como creríeis, se eu vos falasse das celestiais? (João, III: 1-12)"

6 – A idéia de que João Batista era Elias, e de que os profetas podiam reviver na Terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1 a 3). Se essa crença fosse um erro, Jesus não deixaria de combatê-la, como fez com tantas outras. Longe disso, porém, ele a sancionou com toda a sua autoridade, e a transformou num princípio, fazendo-a condição necessária, quando disse: Ninguém pode ver o Reino dos Céus, se não nascer de novo. E insistiu, acrescentando: Não te maravilhes de eu ter dito que é necessário nascer de novo.

7 – Estas palavras: “Se não renascer da água e do Espírito”, foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. Mas o texto primitivo diz simplesmente: Não renascer da água e do Espírito, enquanto que, em algumas traduções, a expressão do Espírito foi substituída por do Espírito Santo, o que não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários feitos sobre o Evangelho, assim como um dia será constatado sem equívoco possível.(1)



8 – Para compreender o verdadeiro sentido dessas palavras, é necessário reportar à significação da palavra, que não foi empregada no seu sentido específico. Os antigos tinham conhecimentos imperfeitos sobre as ciências físicas, e acreditavam que a Terra havia saído das águas. Por isso, consideravam a água como o elemento gerador absoluto. É assim que encontramos no Gênesis: “O Espírito de Deus era levado sobre as águas”, “flutuava sobre as águas”, “que o firmamento seja no meio das águas”, que as águas que estão sob o céu se reúnam num só lugar, e que o elemento árido apareça”, “que as águas produzam animais viventes, que nadem na água, e pássaros que voem sobre a terra e debaixo do firmamento”.

Conforme essa crença, a água se transformara no símbolo da natureza material, como o Espírito o era da natureza inteligente. Estas palavras: “Se o homem renascer da água e do Espírito”, ou “na água e no Espírito”, significam pois: “Se o homem não renascer com o corpo e a alma”. Neste sentido é que foram compreendidas no princípio.

Esta interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito”. Jesus faz aqui uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. “O que é nascido da carne é carne”, indica claramente que o corpo procede apenas do corpo, e que o Espírito é independente dele.

9 – “O Espírito sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai”, é uma passagem que se pode entender pelo Espírito de Deus que dá a vida a quem quer, ou pela alma do homem. Nesta última acepção, a seqüência: “mas não sabes de onde vem nem para onde vai”, significa que não se sabe o que foi nem o que será o Espírito. Se, pelo contrário, o Espírito, ou alma, fosse criado com o corpo, saberíamos de onde ele vem, pois conheceríamos o seu começo. Em todo caso, esta passagem é a consagração do principio da preexistência da alma, e por conseguinte da pluralidade das existências.

10 – Desde os tempos de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força, e os que fazem violência são os que o arrebatam. Porque todos os profetas e a lei, até João, profetizaram. E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. (Mateus, XI: 12-15)

11 – Se o princípio da reencarnação, expresso em São João, podia, a rigor, ser interpretado num sentido puramente místico, já não aconteceria o mesmo nesta passagem de São Mateus, onde não há equívoco possível: “Ele mesmo é o Elias que há de vir”. Aqui não existe figura, em alegoria; trata-se de uma afirmação positiva. “Desde o tempo de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, que significam estas palavras, pois João ainda vivia no momento em que foram ditas? Jesus as explica, ao dizer: “E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir”. Ora, João tendo sido Elias, Jesus alude ao tempo em que João vivia com o nome de Elias. “Até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, é outra alusão à violência da lei mosaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para a conquista a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus que, segundo a nova lei, o céu é ganho pela caridade e pela brandura. A seguir, acrescenta: “O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. Essas palavras, tão freqüentemente repetidas por Jesus, exprimem claramente que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

12 – Os teus mortos viverão. Os meus, a quem tiraram a vida, ressuscitarão. Despertai e cantai louvores, vós os que habitais no pó, porque o orvalho que cai sobre vós é orvalho de luz, e arruinareis a terra e o reino dos gigantes”. (Isaias, XXVI: 19)

13 – Esta passagem de Isaias é também bastante clara: “Os teus mortos viverão”. Se o profeta tivesse querido falar da vida espiritual, se tivesse querido dizer que os mortos não estavam mortos em Espírito, teria dito: “ainda vivem”, e não: “viverão”. Do ponto de vista espiritual, essas palavras seriam um contra senso, pois implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam as negações das penas eternas, pois estabelecem o princípio de que todos os mortos reviverão.

14 – Quando o homem morre uma vez, e seu corpo, separado do espírito, é consumido, em que se torna ele? Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação (Job, XIV: 10-14, segundo a tradução de Sacy).

Quando o homem morre, perde toda a sua força e expira depois, onde está ele? Se o homem morre, tornará a viver? Esperarei todos os dias de meu combate, até que chegue a minha transformação? (Id. Tradução protestante de Osterwald).

Quando o homem está morto, vive sempre; findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente. (Id. Versão da Igreja Grega).

15 – O princípio da pluralidade das existências está claramente expresso nessas três versões. Não se pode supor que Job quisesse falar da regeneração pela água do batismo, que ele certamente não conhecia. “Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo?” A idéia de morrer uma vez e reviver implicam a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja Grega é ainda mais explicita, se possível: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”. Quer dizer: eu voltarei à existência terrena. Isto é tão claro como se alguém dissesse. “Saio de casa, mas a ela voltarei.”

“Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação”. Job quer falar, evidentemente, da luta que sustenta as misérias da vida. Ele espera a sua mutação, ou seja, ele se resigna. Na versão grega, a expressão “esperarei”, parece antes se aplicar à nova existência: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”, Job parece colocar-se, após a morte, num intervalo que separa uma existência de outra, e dizer que ali esperará o seu retorno.

16 – Não é, pois, duvidoso, que sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras do Cristo. Suas palavras, um dia, constituirão autoridade sobre este ponto, como sobre muitos outros, quando forem meditadas sem partidarismo.

17 – A essa autoridade, de natureza religiosa, virá juntar-se no plano filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando dos efeitos se quer remontar às causas, a reencarnação aparece como uma necessidade absoluta, uma condição inerente à humanidade, em uma palavra, como uma lei da natureza. Ela se revela, pelos seus resultados, de maneira por assim dizer material, como o motor oculto se revela pelo movimento que produz. Somente ela pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que se encontra na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida.

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso tem dado motivo a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhes o verdadeiro sentido.

http://evangelhoespirita.wordpress.com/

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ação da Prece

O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires



Ação da Prece – Transmissão do Pensamento
9 – A prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o ser a que nos dirigimos. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios; as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus. Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem à vontade de Deus.

10 – O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.

Esta explicação se dirige sobretudo aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar compreensíveis os seus efeitos, ao mostrar que ela pode exercer ação direta e positiva. Nem por isso está menos sujeita à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, e único que pode dar eficácia à sua ação.

11 – Pela prece, o homem atrai o concurso dos Bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, quando dele se afastou; e assim também podem desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, sente a sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim dos seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se, se não conseguir a cura? Não, porque poderia encontrar na prece a força para resistir às tentações.

12 – Se dividirmos os males da vida em duas categorias, sendo uma a dos que o homem não pode evitar, e outra a das atribuições que ele mesmo provoca, por sua incúria e pelos seus excessos. (Ver cap. V, nº 4), veremos que esta última é muito mais numerosa que a primeira. Torna-se pois evidente que o homem é o autor da maioria das suas aflições, e que poderia poupar-se, se agisse sempre com sabedoria e prudência.

É certo, também, que essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus, e que, se as observássemos rigorosamente, seríamos perfeitamente felizes. Se não ultrapassássemos os limites do necessário, na satisfação das nossas exigências vitais, não sofreríamos as doenças que são provocadas pelos excessos, e as vicissitudes decorrentes dessas doenças. Se limitássemos as nossas ambições, não temeríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não recearíamos a queda. Se fossemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido. Se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maledicentes, nem invejosos, nem ciumentos, e evitaríamos as querelas e as dissensões. Se não fizéssemos nenhum mal a ninguém, não teríamos de temer as vinganças, e assim por diante.

Admitamos que o homem nada pudesse fazer contra os outros males; que todas as preces fossem inúteis para livrar-se deles; já não seria muito, poder afastar todos os que decorrem da sua própria conduta? Pois bem: neste caso concebe-se facilmente a ação da prece, que tem por fim atrair a inspiração salutar dos Bons Espíritos, pedir-lhes a força necessária para resistirmos aos maus pensamentos, cuja execução pode nos ser funesta. E, para nos atenderem nisto, não é o mal que eles afastam de nós, mas é a nós que eles afastam do pensamento que nos pode causar o mal; não embaraçam em nada os desígnios de Deus, nem suspendem o curso das leis naturais, mas é a nós que impedem de infringirmos as leis, ao orientarem o nosso livre arbítrio. Mas o fazem sem o perceberem, de maneira oculta, para não prejudicarem a nossa vontade. O homem se encontra então na posição de quem solicita bons conselhos e os segue, mas conservando a liberdade de segui-los ou não. Deus quer que assim seja, para que ele tenha a responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem sempre receberá, se pedir com fervor, e ao que se podem sobretudo aplicar estas palavras: “Pedi e obtereis”.

A eficácia da prece, mesmo reduzida a essas proporções, não daria imenso resultado? Estava reservado ao Espiritismo provar a sua ação, pela revelação das relações entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Mas não se limitam a isso os seus efeitos. A prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar a ela é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar para si mesmo a sua assistência; e para os outros, o bem que se poderia fazer.

13 – Ao atender o pedido que lhe é dirigido, Deus tem freqüentemente em vista recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Eis porque a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus, e sempre maior eficácia. Porque o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que só o sentimento da verdadeira piedade pode dar. Do coração do egoísta, daquele que só ora com os lábios, não poderiam sair mais do que palavras, e nunca os impulsos da caridade, que dão à prece toda a sua força. Compreende-se isso tão bem que, instintivamente, preferimos recomendar-nos às preces daqueles cuja conduta nos parece que deve agradar a Deus, pois que são melhores escutados.

14 – Se a prece exerce uma espécie de ação magnética, podemos supor que o seu efeito estivesse subordinado à potência fluídica. Entretanto, não é assim. Desde que os Espíritos exercem esta ação sobre os homens, eles suprem, quando necessário, a insuficiência daquele que ora, seja através de uma ação direta em seu nome, seja ao lhe conferirem momentaneamente uma força excepcional, quando ele for julgado digno desse benefício ou quando isso possa ser útil.

O homem que não se julga suficientemente bom para exercer uma influência salutar, não deve deixar de orar por outro, por pensar que não é digno de ser ouvido. A consciência de sua inferioridade é uma prova de humildade, sempre agradável a Deus, que leva em conta a sua intenção caridosa. Seu fervor e sua confiança em Deus constituem o primeiro passo do seu retorno ao bem, que os Bons Espíritos se sentem felizes de estimular. A prece que é repelida é a do orgulhoso, que só tem fé no seu poder e nos seus méritos, e julga poder substituir-se à vontade do Eterno.

15 – O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em qualquer hora, a sós ou em conjunto. A influência do lugar ou do tempo depende das circunstâncias que possam favorecer o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daquelas cem. (Ver cap. XXVIII, nº 4 e 5 ).

http://evangelhoespirita.wordpress.com/

Ciência e Espiritualidade: Transtornos alimentares



Muitas vezes os distúrbios alimentares acontecem por uma imposição da sociedade ao culto da beleza, mas como diagnosticar e tratar esses distúrbios?

FONTE:http://www.tvmundomaior.com.br/

Consciência Espírita



O programa Consciência Espírita é apresentado por Afonso Moreira Jr. na Rádio Boa Nova de Guarulhos – 1450 AM (www.radioboanova.com.br), sábados, às 16 horas.

Semanalmente Afonso Moreira Jr. leva informações e atualidades do movimento espírita de São Paulo.

Dia 29 de janeiro, Afonso Moreira Jr. e a produção do programa responderam dúvidas dos ouvintes citando diversas obras espíritas.
Para ouvir a entrevista acesse:

www.radioboanova.com.br/novo/offlineplay.php?PROCODIGO=14&OFFDATA=290111&OFFPARTE=1&PRGCODIGO=93

Participe do programa Consciência Espírita por e-mail conscienciaespirita@terra.com.br.

O ouvinte associado ao Clube Amigos da Boa Nova pode fazer download do programa.

Para fazer parte do Clube e baixar os programas da Boa Nova que desejar, e obter descontos em eventos, peças teatrais, exibições especiais em salas de cinema, livros espíritas e muito mais, ligue para (11) 2456-7109 ou 0800 12 18 38.

Ao se associar, ou indicar um amigo, você ajuda a Fundação Espírita André Luiz a divulgar o Espiritismo pelas ondas do Rádio e TV, por meio da literatura com temática espírita, por palestras e cursos oferecidos pelas Casa André Luiz, e também ajudará a Fundação a prestar assistência social à comunidade carente.

Dentes que podem trazer a visao de volta



Dentes que podem trazer a visão de volta!!

Não é brincadeira não!! Células tronco retiradas da polpa de dentes decíduos (de leite) podem se transformar em tecido que substituirá a córnea de deficientes visuais. O cirurgião-dentista Humberto Cerruti Filho comanda uma experiência científica privada que pode oferecer mais uma alternativa de reconstituição da córnea. Em seu centro de pesquisas no bairro do Brooklin, em São Paulo, ele extrai células-tronco de dentes decíduos com o intuito de diferenciá-los em diversos tecidos. No momento, ele e sua equipe multidisciplinar, em parceria com pesquisadores japoneses, realizam um estudo para a geração de tecido corneano. Atualmente, o transplante corneano somente é possível através da ceratoplastia penetrante, que consiste na retirada da córnea – tecido transparente que fica na região frontal e central do olho – e substituição por um tecido extraído de um doador falecido.

http://radioboanova.com.br/

REFLEXOLOGIA PODAL



No início do século passado, o Dr. William Fitzgerald, médico em Londres, descobriu que o corpo possui 10 zonas de energia (meridianos) que partem da coroa da cabeça e vão até as extremidades dos dedos dos pés e das mãos, sistematizando dez zonas energéticas e considerando, inclusive, os respectivos órgãos contidos nestas zonas. De acordo com o princípio de que a parte contém o todo, ao observar os pés (planta, dorso e tornozelo) e suas zonas energéticas, foi possível projetar todo o corpo e determinar assim a área reflexa de cada órgão, glândula etc.

A reflexologia consiste em aplicar pressão ou calor nos pontos dos pés, onde ocorre um estímulo do reflexo de um órgão do corpo, no Sistema Nervoso Central (SNC), que imediatamente inicia uma gama de atividades internas verificando o estado e o funcionamento do órgão que está sendo estimulado.

O SNC passar então a dar uma maior atenção a este órgão ou sistema, ativando ou diminuindo a atividade do mesmo.

Massageando os pontos nos pés estamos ativando de forma reflexa o mecanismo de cura que existe em cada um de nós e o seu efeito é cumulativo, ou seja, a cada nova sessão reforça-se a sensação de bem-estar físico e emocional, comprovando assim a sua eficácia, mas é importante lembrar que a reflexologia deve ser utilizada como tratamento de apoio, ou seja, nunca devemos substituir o nosso médico por ela.

Tags: massagem, pés, reflexologia

André Luís (por Chico xavier)



Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha."
(André Luis)

André Luís (por Chico xavier)

O SOBRINHO DO CHICO



Um dos sobrinhos do Chico [Xavier] viveu com ele cerca de uma dezena de anos.

Era uma crianca cega, surda, muda e não possuía células gustativas na boca e nas papilas da língua, razão pela qual era alimentada com a introdução de papas diretamente na garganta.

Nascera quando o médium contava vinte e seis anos. Pelas contingências da vida, Chico, a partir de algum tempo, passou a tê-lo qual seu próprio filho.

A cunhada, mãe do menino, não podia mais cuidar dele porque sua saúde mental estava comprometida, e suas irmãs, com numerosos filhos, uma com oito, as outras com a prole de dez e doze rebentos, não tinham tempo sequer para olhá-lo.

No entanto, a criança foi muito amada.

Chico dedicou-se a ela, substituindo, dentro de suas possibilidades, a mãe ausente, mantendo-a distante de olhares indiscretos, sempre coberta com um véu muito fino para protegê-la dos insetos.

Quando lá estivemos pela primeira vez, em 1948, na casa velha, em que se instalara o centro espírita, ao lado da sala, onde eram feitos atendimentos, sessões e transmissão de passes, ficava o quarto onde o Chico dormia com a criança.

Soubemos, posteriormente, que, no período em que ela permaneceu sob seus cuidados, o médium não aceitou convite algum para sair e passear aos sábados e domingos.

Essa constante intimidade fê-lo adquirir grande afeição pelo entezinho sofredor.

A comunicação entre ambos era feita por uma espécie de gemido que a criança dava respondendo-lhe as perguntas. Dessa forma eles dialogavam externando seus sentimentos.

Chico, ao referir-se a esses fatos, anos mais tarde, contou-nos que nunca levava os frequentadores do centro para vê-la porque poderiam dizer:

— Que médium é esse que não resolve problema algum?

— Algumas vezes, após longas horas de ausência — prosseguiu — pois só me afastava do menino para os compromissos sérios e de trabalho, eu o higienizava e quedava-me ao seu lado, para dar o amor que lhe faltava.

Mas eis que, inopinadamente, surgia uma mãe em pranto, pedindo-me auxílio e consolo porque seu filho havia perdido o ano na escola! E eu tinha de deixar o menino para ir atendê-la...

Depois de significativa pausa, Chico continuou:

— Assim viveu meu sobrinho até 1949. Quando desencarnou, aos doze anos, parentes se sentirarn aliviados, mas eu sofri muito com a ausência física dele...

O médium calou-se por uns momentos, e deu sequência ao relato:

— Depois de um tempo, que me pareceu muito longo, eis que ele me aparece em espírito: era então um moço muito bonito, aparentando vinte e dois anos.

Da comunicação que se estabeleceu entre nós, em meio às alegrias do seu retorno, após os saudosos anos de ausência, o belo rapaz informou-me que teria de permanecer mais cinquenta anos no Além, com reencarnação programada para o início do Terceiro Milênio.

Quem fora ele, em vida passada, para sofrer tão severa punição? - pensávamos, intimamente, ao ouvirmos tão comovente história.

O próprio médium informou-nos, em seguida, que ele era a reencarnação de Antoine Quentin Fouquier Tinville, revolucionário e juiz na França durante o conturbado final do século XVIII.

Chico, dirigindo-se a nós, em tom mais baixo, acrescentou ainda:

— Em pleno Tribunal Revolucionário, no período de Terror, quando não havia vítimas para serem levadas à guilhotina, ele enviava algum desconhecido, ou um de seus inimigos, para que a “máquina” não parasse...

Soubemos, posteriormente, que o nome do infeliz menino — mas que foi profundamente amado pelo generoso médium — era Emmanuel Luiz.



Livro: Inesquecível Chico

Romeu Grisi, Gerson Sestini

GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

Tags: CHICO, DO, O, SOBRINHO