sábado, 15 de janeiro de 2011

Causa das mortes coletivas



Através da reencarnação, Doutrina Espírita mostra que há lógica nas tragédias que chocam a todos nós.
Como conciliar a afirmativa de Jesus de que “a cada um será dado segundo as suas obras”, com as desencarnações coletivas provocadas pelo terremoto mais violento dos últimos quarenta anos, ocorrido no dia 26 de dezembro de 2004, que ao produzir ondas gigantescas (tsunamis), destruiu a região litorânea do Sul da Ásia, matando centenas de milhares de pessoas?

Como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes coletivas que aconteceram num incêndio de grande proporções em uma discoteca de Buenos Aires, no final de dezembro, e que provocou a morte de 175 pessoas; ou aos óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade de Bam, no Irã, no final de 2003, que matou milhares de pessoas de todas as idades e condições sociais; ou ainda, às verificadas no acidente de avião no Egito, que provocou a morte de 148 pessoas que estavam a bordo, em 3 de janeiro de 2004? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros fatos dramáticos sob a ótica da Justiça Divina?

Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, esclarece o Espírito Clélia Duplantier, em Obras Póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser reparada pela aplicação da mesma lei.

A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. A lei de ação e reação, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.

Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

FAMILIA MORRE QUEIMADA
Vejamos agora como funciona a lei de ação e reação para redimir culpas passadas de diversos membros de uma família que, por vingança, incendiaram a casa de um vizinho pela madrugada, matando todos dentro da casa. Os espíritos que compunham a família criminosa, ao reencarnarem unidos novamente pelos laços consangüíneos, expiaram seus crimes num desastre, no qual o carro em que viajavam pegou fogo, morrendo todos queimados dentro do veículo.

Como se vê, cada membro da família reparou individualmente os crimes cometidos na encarnação anterior, dentro do resgate coletivo. De fato, a dor coletiva é o remédio que corrige as falhas mútuas. No entanto, cada um só é responsável pelas suas próprias faltas como determina a Justiça Divina, ou seja, como indivíduos ou como membros de uma coletividade, todos nós somos responsáveis pelos nossos atos perante as leis de Deus.

Segundo Emmanuel, nós “criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida”.

Tais apontamentos foram feitos ao final do capítulo intitulado “Desencarnações Coletivas”, no livro Chico Xavier Pede Licença, quando o benfeitor espiritual responde porque Deus permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios.

TERREMOTOS
Imaginemos guerreiros do passado que destruíram cidades, arrasaram lares, matando mulheres e crianças sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de vítimas. É lógico que os espíritos desses guerreiros, ao reencarnarem na Terra em novos corpos, atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, se reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de ontem.

ACIDENTES DE AVIÃO
O espírito André Luiz, no capítulo 18 do Livro Ação e Reação, psicografado por Chico Xavier, esclarece que piratas que afundaram e saquearam criminosamente embarcações indefesas no dorso do mar, ceifando inúmeras vidas, agora encarnados em outros corpos, morrem coletivamente nos acidentes aviatórios.

TRAGÉDIA DO CIRCO
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, em comovedora tragédia num circo, a justiça da lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em diversas posições da idade física para a dolorosa expiação, conforme relata o Espírito Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, no livro Crônicas de Além Túmulo. Os que morreram no século XX no circo de Niterói foram os mesmos que, no ano de 177 de nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo na Gália, região da França, na época do Império Romano.

OUTRAS CAUSAS
Ainda na mensagem “Desencarnações Coletivas”, o benfeitor espiritual Emmanuel esclarece outros motivos para as mortes que se verificam coletivamente. Diz ele: “Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação”.

CONCLUSÃO
Diz Allan Kardec, nos comentários da questão 738 de O Livro dos Espíritos, que “venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de lagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo”.

E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.

Gerson Simões Monteiro
é Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso
e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br


Postado por José Aparecido em 14 janeiro 2011 às 11:59

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Programa Transição - Casas Andre Luiz e Radio Boa Nova - Jether Jacomini Filho



SUGESTÃO DE LEITURA:Samadhi

Samadhi


Ramatís traz, nesta obra, um novo aspecto de conhecimentos para ampliar nossa penetração no infinito universo dos fenômenos "ocultos".
Na tônica universalista que o caracteriza, Ramatís empenha-se agora em elucidar realidades pouco compreendidas que se conhecem como orixás, sete linhas vibratórias, oferendas, magia na natureza, elementais, agentes mágicos, e outros. Situa essas realidades no contexto iniciático, correlacionando-as com a regência vibratória dos astros e os Grandes Princípios Cósmicos que representam.
Umbanda e Apometria são analisadas com a peculiar objetividade e profundeza do pensamento desse antigo mestre atlante..


Tamanho 14x21 cm

Autor Norberto Peixoto/Ramatís

Editora Conhecimento

ISBN 8576180707

Páginas 222

Centro Espírita A Caminho da Luz » Atividades » JECAL » Volta Por Cima (teatro espírita)

“Colaborar na Cristianização da Arte, sempre que se lhe apresentar ocasião. A Arte deve ser o Belo criando o Bem.” André Luiz @ Waldo Vieira

Tema: A peça relata o drama de um usuário de drogas em vencer o vício e as conseqüências. Acompanhamos o sofrimento da família e sua importância junto dos amigos para livrar o dependente das companhias inferiores.

Sinopse: O protagonista aqui é Mané, um jovem que, após ter partido para a pátria espiritual vítima de overdose fará uma retrospectiva de sua vida para aprendizado. Viveremos os conflitos do jovem que se deixa levar por más influências à medida que não consegue resolver seus problemas em casa e na escola.

Duração: Aproximadamente 90 minutos.

Contato para apresentações ou informações: grupo.jecal@gmail.com

Não cobramos nada por nossas apresentações e podemos ajudar com campanhas de arrecadação.

Nossas outras peças são:
•O Diário de Karina (tema central: aborto)
•A Primeira Carta Para Anselmo (tema central: aids e preconceito)
•Os Saltimbancos (peça infantil)

CENTRO ESPÍRITA:'A CAMINHO DA LUZ'

Av. Sapopemba, 648 - Água Rasa - São Paulo/SP
Fone: (11) 6965-0317
centro@centroacaminhodaluz.com.br
Centro Espírita A Caminho da Luz

"Vida: Desafios E Soluções"

SUGESTÃO DE LEITURA

"Vida: Desafios E Soluções"

Autoria espiritual: Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Editora: Livraria Espírita Alvorada – Editora Leal

Vida: Desafios E Soluções 

Esta obra que se compõe de 151 páginas, distribuídas em 11 capítulos, quando editada em 1997, objetivou dar valiosa contribuição ao raciocínio humano, às portas do encerramento do segundo milênio da Era Cristã.

Passados doze anos, sua atualidade impressiona pela visão futurista de que está impregnada.

Nenhum de seus assuntos está superado. Pelo contrário, pareceu-nos mais significativo hoje.

Joanna, ao prefaciá-lo, faz referência ao "milagre da vida", desejando mostrar o quanto a existência deve ser valorizada, para motivar os leitores na busca das soluções desejadas para essa etapa carnal, que deve ser coroada de sucessos espirituais e assim responder á confiança dos nossos benfeitores espirituais que abonaram a presente existência.

Desafios domésticos, sociais, econômicos, doenças e conflitos, desfilam ameaçadores, diariamente, no painel de nossas atividades rotineiras.

A autora, sabiamente, propõe soluções racionais, inquestionáveis, após fazer amplo relato em torno de questões cruciais.

"O significado do ser existencial", "Energia da Vida", "Descobrindo o inconsciente", "Autodespertamento inadiável" e "A busca da realidade" são alguns dos tópicos contemplados na obra, para que saiamos dos estágios inferiores da evolução em busca da unidade com Deus, na conquista da alegria perene e da felicidade eterna prometida por Jesus.

Redação || jornal@feparana.com.br

MERCATUDO DAS CASAS ANDRÉ LUIZ

http://www.mercatudo.org.br/comodoar.php

Com os recursos obtidos por meio da venda dos artigos doados, as Casas André Luiz podem prosseguir com sua missão de amor incondicional: manter e tratar, há 60 anos, cerca de 1.400 pacientes com deficiência mental de todos os níveis. Essa é a nossa razão de ser. Nós contamos com você!

As Casas André Luiz, estão sempre precisando de apoio. Do seu apoio!

O Mercatudo Casas André Luiz retira doações em toda a grande São Paulo e Região de Campinas e Sorocaba.
Entre 1955 e 1956, havia a necessidade de aumentar a arrecadação para a obra social do que representa hoje o complexo Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz.

Os colaboradores da época buscavam ajuda pedindo dinheiro e donativos para a obra social a que estavam destinados.

Foram momentos difíceis com humilhações, descrédito e indiferenças. Contudo, com muita determinação e renúncia, esses bravos cidadãos que hoje são parte integrante dessa história, foram à luta.

Dentre as várias formas de arrecadação existentes na época, um dos diversos grupos de voluntários, saíam aos sábados e domingos em busca de materiais sem serventia para os doadores, mas que pudessem ser reaproveitados: era a “ Campanha do Tudo Serve ”. As primeiras coletas eram realizadas com a utilização de um caminhão emprestado. Rapidamente houve a necessidade de um espaço maior para a armazenagem do material arrecadado. Nessa época um dos colaboradores emprestou então um terreno de sua propriedade na Rua Voluntários da Pátria, local esse onde hoje funciona uma Escola SENAC.

O trabalho rapidamente ganhou vulto, recebíamos de tudo.

Intuitivamente, os colaboradores preocupados com a forma de armazenagem das doações, iniciaram as primeiras triagens para um melhor aproveitamento dos materiais, caso contrário muita coisa começaria a se perder, até porque o espaço utilizado até aqui não possuía cobertura.

Diante dessas circunstâncias, o colaborador de nome Paulo Castardelli, construiu um galpão atrás das Casas André Luiz nº 1 à Rua de nome São Gabriel em Guarulhos. Esse local foi denominado de BARRACÃO das Casas André Luiz, inaugurado em meados de 1958 em um terreno de 10 x 50 metros, tendo como responsáveis o Sr. José Castardelli e o seu irmão Sr. Américo Castardelli.

O BARRACÃO passou a ser uma referência para muitas pessoas que vinham em busca de boas mercadorias, a preços baixos. A satisfação ao adquirir nossos produtos era não só pelo preço, mas antes, pela possibilidade de participar da realização de uma grandiosa obra que se desenharia ao longo do tempo.

Nessa época, decidiu-se pela criação de um novo nome para o BARRACÃO das Casas André Luiz. A primeira idéia foi a mudança de BARRACÃO para MERCADÃO, idéia essa, não aceita. Foi então que surgiu o nome MERCATUDO, local onde havia de tudo. Aceita por unanimidade, essa marca está consolidada ao Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz.

O nome MERCATUDO foi e é copiado até hoje por outros comerciantes em várias localidades, com objetivos estritamente comerciais.

O MERCATUDO das Casas André Luiz é acima de tudo, parte integrante de uma Entidade Filantrópica cuja renda é toda revertida para as despesas da Instituição como um todo.

Gerir todo o complexo que hoje se tranformou o MERCATUDO é uma tarefa árdua, que tem como uma de suas metas, a venda dos produtos à pessoas carentes a preços acessíveis.

Para mantermos as despesas de toda essa estrutura, passamos a diversificar e muito, nossos itens comercializados, tais como: antiguidades, móveis e eletrodomésticos semi-novos, maquinário, etc, atraindo assim, uma nova faixa de clientes sem com isso desviar a atenção do nosso público mais humilde.

No mesmo local do MERCATUDO da Rua São Gabriel, foi criado um espaço denominado Desmanche, pois recebíamos vários veículos sem recuperação. Com o passar do tempo esse Desmanche passou a comercializar as mais diversas mercadorias: materiais de construção provindos de devoluções e reformas domésticas, peças eletro-eletrônicas, informática, equipamentos industriais, etc.

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Dentre o volume de doações, há também muitas roupas e tecidos. Separam-se as roupas destinadas aos internos e comercializa-se o excedente. Nascia, nesse momento, o Bazar 12 na rua Treze de Maio em Guarulhos. A origem do nome “Bazar 12” é de que todo o dia doze de cada mês, realizava-se no local, o Bazar Beneficente das Casas André Luiz.

Em 1974, inaugurava-se o segundo MERCATUDO no município de Osasco/SP.

Em 1978, é a vez do terceiro MERCATUDO na região de São Miguel Paulista/SP.

Hoje, temos o orgulho de podermos contar com seis MERCATUDO's e dois Bazares.

Prestes a fazer 50 anos a partir da idéia do “Tudo Serve”, a palavra RECICLAR, sem a representatividade dos tempos atuais, fizeram com que o MERCATUDO das Casas André Luiz, fôsse uma das pioneiras nesse segmento. Até hoje, todo o material não aproveitado é separado e enviado para empresas de reprocessamento seguindo todas as normas técnicas nesse processo. Inúmeras Instituições se espelharam no MERCATUDO.

A História se faz com cidadãos. O MERCATUDO do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz com seus bravos precursores, é o retrato vivo de toda essa trajetória de ininterrupta dedicação e renúncia no constante processo evolutivo da Instituição e de seus colaboradores.

O que posso doar?

No Mercatudo, você poderá doar qualquer tipo de material em desuso. Exemplos: móveis, utensílios domésticos, CDs, DVDs, livros, roupas, calçados, materiais para reciclagem e outros.

Faça já a sua doação!
Os nossos bazares são fonte de captação de materiais usados e recebem todo o tipo de doações, as quais são revertidas em benefícios aos nossos pacientes.

0800 7734066 / 11 2459-7000


http://www.mercatudo.org.br/comodoar.php

Felicidade: oito minutos para pensar no que faz você feliz

02/01/2011 - com informações da American Psychological Associat




Aqueles que pensavam em momentos felizes da vida por ao menos oito minutos ao dia, durante três dias, sentiam um aumento da satisfação pessoal ...


Uma boa parte do nosso sentimento de felicidade pode ser controlada. E fazer nossa vida mais feliz pode tomar menos que dez minutos diários. Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, que pesquisa a felicidade por quase duas décadas, vem tentando desenvolver métodos científicos de intervenções que aumentem a felicidade humana.
Agora, a pesquisadora está explorando o potencial de estratégias de autossustentação da felicidade – que incluem expressar gratidão e refletir sobre momentos que trazem bons sentimentos – para tentar aumentar e prolongar a sensação de felicidade nas pessoas.

Em estudos anteriores, Lyubomirsky observou que aqueles que pensavam em momentos felizes da vida por ao menos oito minutos ao dia, durante três dias, sentiam um aumento da satisfação pessoal por até quatro semanas após o final do experimento.

Comprometimento com a felicidade

“A felicidade parece ser uma grande questão para a ciência”, diz Lyubomirsky. “Meu estudo não foca somente em como as pessoas mais felizes se diferenciam das menos felizes, mas também em como podemos manter as pessoas mais felizes em longo prazo”, explica.

Mas para isso, pontua a pesquisadora, é preciso grande esforço e comprometimento. “Normalmente, uso a analogia da perda de peso. Alguns pesquisadores argumentam que chegar a determinado peso tem de ser um objetivo, e da mesma forma tem de haver esse pensamento objetivo para a felicidade. Há estratégias que podem ajudar a perda de peso, e todos sabem quais são: comer menos e melhor e fazer exercícios. E as pessoas não ficam em dieta por duas semanas: é preciso fazer disso um hábito”, diz.

A pesquisadora diz que se o objetivo de felicidade de uma pessoa é menor do que ela já possui (mas ainda almeja ser mais feliz), é preciso muita dedicação para mudar essa situação e chegar ao patamar que ela considera ser o ideal.

Lugares ensolarados deixam as pessoas mais felizes do que as regiões mais frias?

“Quando se mede a satisfação com a vida, tanto pessoas que vivem em lugares ensolarados quanto aquelas que moram em regiões frias e com mais dias nublados têm níveis de felicidade similares. Isso se dá porque as pessoas se adaptam às determinadas circunstâncias após algum tempo”, diz Lyubomirsky.

Se você se muda de uma cidade praiana para um lugar no alto de uma serra, explica a pesquisadora, após algum tempo você começa a se adaptar às nuanças daquela região. Mas é claro, a adaptação aos eventos positivos – e não se apegar ao que faz falta, dificultando o desenvolvimento de um sentimento de fazer parte de um novo ambiente – é um obstáculo que algumas pessoas não conseguem superar. Essa é a dica: não achar que coisas interessantes só acontecem em algum lugar da sua memória.

“Eu, pessoalmente, acho que quando as pessoas estão tentando ser felizes elas não só estarão, com o passar do tempo, se sentindo melhores, mas também vão colher os frutos desse tipo de comportamento: os relacionamentos podem melhorar, sua criatividade pode aumentar e elas se tornam ainda mais socialmente ativas”, finaliza

Sente angústia existencial?

09/01/2011 - por Monica Aiub



Sente angústia existencial? Reflita sobre esse sentimento

"A angústia que paralisa, que torna a vida inviável, pode e deve ser cuidada, assim como a angústia que gera movimento, que cria, pode e deve ser estudada e utilizada para a construção ...

Muitas pessoas trazem ao consultório a queixa de uma angústia, de uma perturbação existencial que as acompanha “desde sempre”. Há casos em que se trata de uma angústia gerada por uma situação circunstancial, algo que demanda uma interferência no ambiente, nas relações, no contexto de vida da pessoa.

Assim, essa perturbação é provocada por situações externas, e é possível identificar sua gênese, seu papel, e encontrar formas de lidar com ela. Nesses casos, buscar maneiras de intervir, de modificar contextos, ainda que tais contextos tenham acompanhado a pessoa “desde sempre” ou por um longo período de sua vida, pode ser uma resposta à queixa.

Obviamente, não se pode modificar contextos, ambientes, relações ou formas de vida sem antes averiguar as possibilidades, viabilidades e implicações de tais mudanças e avaliar se, de fato, elas podem ou devem ser provocadas. Por isso todo o trabalho de pesquisa feito através da historicidade da pessoa, de uma análise minuciosa das intrincadas relações das diferentes formas de estruturação, é imprescindível a tal decisão.


Todavia, há casos que dizem respeito a uma angústia que não é gerada por questões circunstanciais, mas trata-se de uma insatisfação, de algo que acompanha a pessoa por todo o percurso de sua existência. Para alguns, uma angústia capaz de gerar, criar novas formas de vida, uma angústia criativa. Para outros, uma angústia impeditiva, que não permite viver o que se é, em casos extremos, não permite viver.

Não que todas as pessoas sejam, por natureza, angustiadas. Há quem não tenha experimentado a angústia e nem por isso seja incapaz de criar, ou de viver bem. Mas é muito comum encontrarmos essa angústia como queixa.

Angústia criativa

Alguns buscam ajuda incomodados por sua angústia criativa. Vislumbram uma vida plenamente feliz, com uma espécie de felicidade absoluta, onde nada incomoda, tudo é vivido com equilíbrio, harmonia e bem-estar. Será essa situação possível?

Ainda que conseguíssemos encontrar um equilíbrio total conosco mesmo, ainda assim viveríamos relações com os outros, e a sociedade na qual estamos inseridos não nos proporciona, pelo menos no presente momento, uma situação de equilíbrio, harmonia e bem-estar que atenda a todos, ou ao menos à maioria de seus membros.

Seria essa angústia uma espécie de descontentamento mobilizador à avaliação dos modos de vida que escolhemos para nós? Seria ela a portadora da notícia da necessidade de mudança? Seria ela a provocadora a uma reflexão acerca de nossas formas de organização social e dos modos como estabelecemos nossas relações? Ou seria ela um mal a ser extirpado a todo custo?

Por um lado, temos constantemente divulgada, em nossos meios de comunicação, a necessidade de atingirmos uma espécie de “felicidade modelo”. A felicidade que se compra, que se usa, que se encontra em drogas lícitas e ilícitas, que reside na resignação, na aceitação tácita de maneiras de viver que não nos satisfazem, mas que a desculpa perfeita de ser a única possibilidade existente nos permite uma espécie de acomodação.

Por outro lado, não nos satisfazemos, em grande parte das vezes, com essa possibilidade que nos parece ser a única. Um mal-estar nos sobrevêm na maior parte do tempo e, com isso, nos sentimos infelizes, impotentes diante da impossibilidade de sermos de outras maneiras. Mas o que nos fez concluir tal impossibilidade?

Que elementos concretos possuímos para considerar algo impossível, inviável?

Se, há quinhentos anos atrás, alguém dissesse que um dia seríamos capazes de nos comunicar em tempo real com uma pessoa no outro lado do mundo, e mais, que poderíamos ver essa pessoa na tela de uma máquina, muito provavelmente esse alguém seria considerado um lunático. E hoje o lunático é aquele que nega tal possibilidade, pois ela se fez concreta, justamente por alguém acreditar ser possível.

Muitos confundem esse argumento com um argumento que defende uma espécie de “pensamento positivo”. Pense e acontecerá! Não é a isto que me refiro, e sim à possibilidade de criarmos novos instrumentos, novas formas de nos relacionarmos, de vivermos, de sermos aquilo que desejamos ser.

Às vezes criticamos algumas posturas, encontradas no pensamento mítico, que colocavam o destino do ser humano nos caprichos dos deuses do politeísmo, ou posturas que atribuíam a deuses ou demônios a responsabilidade sobre nossas ações. Quem são nossos deuses e demônios hoje? Em quais possibilidades acreditamos?

Filosofia na Antiguidade Clássica

O surgimento da filosofia, na Antiguidade Clássica, traz para o ser humano a competência de tomar as rédeas de sua própria vida, de responsabilizar-se sobre seu destino. Não se trata mais de aceitar os desígnios dos caprichosos deuses, mas de conhecer sua própria natureza e a natureza do universo que habitamos para nos situarmos e orientarmos nossas ações da melhor maneira possível.

Hoje, alguns de nós ainda atribuímos a deuses e demônios a responsabilidade sobre nossas vidas. Poderíamos chamar a esse debate autores como Epicuro, que afirmava que se os deuses existem e são tão poderosos quanto imaginamos, eles têm ocupações muito maiores e mais sérias do que ficar, caprichosamente, interferindo na vida humana. Muitos outros filósofos poderiam ser convidados a essa discussão, mas a grande questão é: estamos, como afirmou Sartre, sós e abandonados? Somos responsáveis por aquilo que fazemos com o que fizeram conosco? Quais as implicações de nossas crenças nas posturas que adotamos e nas escolhas que fazemos?

Existe destino?

Atendo pessoas que creem não ter possibilidade de modificar suas vidas, acreditam, fielmente, que seu destino está traçado por uma condição social, biológica ou de qualquer outra natureza. A consequência dessa crença, em grande parte das vezes, consiste num desânimo perante a vida, numa espécie de desistência de seus sonhos, de suas possibilidades de ser. Isso, por vezes, promove grande sofrimento. A ausência da crença na possibilidade, o descrédito em si mesmas e na flexibilidade do ser humano.

Quando modificadas essas crenças, é comum que as coisas passem a acontecer de outra maneira. O que foi isso? Mágica? Interferência do pensamento na realidade? De alguma maneira sim. Contudo, tal interferência pode ser explicada de maneira simples pela mudança de postura diante das situações. Ao invés de acreditar que determinado caminho é inviável e desistir diante de um primeiro obstáculo, certas crenças fortificam a pessoa a persistir na construção de seu caminho, a assumir uma postura mais ativa diante de sua realidade e, consequentemente, a provocar, através de suas ações, a movimentação do mundo à sua volta.

E então lhe pergunto, leitor: você já se sentiu angustiado? O que desejou fazer com sua angústia? Extirpá-la? Livrar-se dela? Ou pensá-la como forma de reavaliação de sua vida, como possibilidade de um encontro com novas formas de ser? Em que sua angústia resultou? Movimentação existencial ou paralisação?

Há que se lembrar que a angústia que paralisa, que torna a vida inviável, pode e deve ser cuidada, assim como a angústia que gera movimento, que cria, pode e deve ser estudada e utilizada para a construção de formas de vida mais condizentes com nossas necessidades e anseios.

Aprenda a identificar a depressão infantil

24/12/2010 - Revista Boa Forma




Essa tristeza é normal? Aprenda a identificar a depressão infantil

As crianças têm direito a dias de baixo astral, mas é preciso estar atento. Conheça a diferença entre a tristeza e a depressão de verdade, daquelas que precisam de remédio


Antes de entrar na farmácia para comprar o antidepressivo que um psiquiatra infantil acabara de receitar para seu filho Otávio*, de 9 anos, a publicitária Ana* resolveu botar a mão na consciência. Uma análise mais profunda de sua vida e de todos que cercavam o filho a fez concluir que a total falta de interesse do menino pela escola, comida e brincadeiras que antes o deixavam animado era apenas um sinal de um problema mais grave. Na verdade, ela e o pai de Otávio passavam por uma profunda crise conjugal justificada por ambos pelo volume de trabalho.

“Não queríamos tocar nesse assunto, achávamos que tínhamos de resolver outros problemas maiores no escritório antes de mergulhar em nossas questões, mas acabamos atingindo a parte mais frágil da família”, diz ela.

A total apatia de Otávio que culminou na receita do antidepressivo fez os dois tirarem uma semana de folga e mergulhar na crise. “Foi a pior semana da minha vida, percebi que, apesar de estar indo muito bem no trabalho, tinha fracassado nos outros departamentos do meu cotidiano”, lembra. A lavagem de roupa suja quase levou a uma separação do casal, mas, um ano mais tarde, ambos acham que valeu a pena. O mais importante é que Otávio recuperou a alegria de viver, voltou a comer, a ir à escola com prazer sem ter de tomar remédio algum. O caso de Ana é uma exceção.

A cada dia aumenta o número de pais que saem de um consultório médico – não necessariamente psiquiátrico – com uma receita de antidepressivo para resolver uma apatia súbita que consome crianças e adolescentes por alguns meses. A ingestão ou não dos remédios divide os especialistas, mas todos são unânimes em pedir um cuidado: não dêem medicações desse tipo aos filhos antes de ter certeza do diagnóstico da criança.

Tipos de depressão
“Só um profissional especializado sabe diferenciar a depressão-doença da depressão- normal reativa”, adverte o psiquiatra e analista Carlos Byington, pai de Olívia, Rita, Bianca e Elisa. Formado no Instituto
Jung, na Suíça, membro da Sociedade Internacional de Psicologia Analítica e fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, Byington vai mais longe. Para ele, há um problema de diagnóstico dedepressão tanto infantil quanto de adulto. “Desde o pós-guerra, com a liberação do prazer, a ‘invenção’ da obrigação de ser feliz, a criação da indústria do consumo, fomos induzidos a esconder nosso lado sombra, nossas tristezas. A indústria farmacêutica cada vez mais rica e poderosa, e seus investimentos milionários em marketing, inseriu no consumo de antidepressivos, a idéia da ‘pílula da felicidade’, que veio para tirar a tristeza das pessoas”, diz o psiquiatra.

Pílulas da felicidade
Segundo Byington, não por acaso o surgimento da pílula coincide com um diagnóstico detalhado do que seja depressão na principal publicação do gênero nos Estados Unidos – o DSM – IV, livro com a lista de distúrbios psiquiátricos do homem moderno. “Com a lista dos sintomas da depressão, os laboratórios podem enviar representantes de vendas pa ra os consultórios de todos os tipos de médico para apresentar os antidepressivos. Atualmente, quase todos os profissionais da área médica receitam esse tipo de medicação”, diz. Por isso mesmo, Byington pede muito cuidado. “Antes de dar esse tipo de medicação para seus filhos, sejam honestos consigo mesmos, avaliem o cotidiano deles e a vida amorosa familiar, pois os casos de depressão-doença são raros, e os de depressão-reativa muito freqüentes. O que a maioria das crianças apresenta, nesses casos, é uma reação a uma disfunção familiar, que quando diagnosticada como doença depressiva pode mascarar o verdadeiro problema e estigmatizar a criança”, diz.

Supervisora do serviço de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Lee Fu I, filha de Chaingpichang, divide com Byington a preocupação com a receita indiscriminada de antidepressivos. “Mas acho que, ao lado
de outro tratamento, a medicação é, sim, eficaz nos casos necessários”, explica. Ela concorda que tem uma dose de subjetividade no diagnóstico médico, mas ainda assim crê que a medicação é uma aliada nos tratamentos em que se faz necessária. “Ainda não é possível dosar as proteínas do organismo de alguém antes de indicar a medicação. O que fazemos no HC é um exame do metabolismo da criança ou adolescente antes de submetê-lo a uma medicação, que é refeito durante todo o tratamento, para ter certeza de que aquela substância acrescida no organismo dele não esteja causando nenhum déficit físico”, diz.

A psiquiatra aconselha os pais a dar medicação aos filhos só depois de passar por um profissional que entenda de criança e ser convencidos por ele do quadro clínico. “Não vejo razão para ter medo dos remédios desde que o diagnóstico venha de um profissional gabaritado, e os pais tenham sanado todas as mais singelas dúvidas a respeito dele”, diz Lee.

Reincidência
Coordenador do Departamento de Criança e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria e da associação carioca, Lúcio Lima, pai de Francisco, Luis Felipe e Lívia, também acredita que o antidepressivo é um aliado em casos específicos. “Quando há atraso na vida da criança por causa de um quadro de apatia fora do comum que persiste por pelo menos dois meses e nenhuma terapia foi capaz de dissolver, o medicamento ajuda”, diz. Como todos os colegas, Lima aconselha cuidado no uso de medicação, mas ressalta que um diagnóstico precoce pode evitar a reincidência. “Num adulto a probabilidade de reincidência de uma depressão é de 50%, em crianças e adolescentes esse número é muito parecido e um conhecimento precoce dessa tendência pode ajudar muito”, diz.

A dona-de-casa Alice* concorda com Lima. Ao ver a filha Rafaela*, de 10 anos, não sair da cama nem para tomar banho por quase três meses, ela resolveu pedir ajuda. Depois de ler sobre depressão, procurou por um psiquiatra indicado em uma seção de cartas de um jornal de grande circulação em São Paulo. Depois de analisar o caso de Rafaela e esmiuçar o cotidiano de todos os que conviviam com a menina, o profissional achou que uma medicação, aliada às sessões semanais de ludoterapia, poderia tirar a criança do quadro depressivo.

Rafaela saiu da crise em três meses, mas manteve o tratamento por mais um ano, por indicação médica. “Ela virou outra pessoa”, diz Alice. “Além de tirá-la da letargia, o tratamento também ajudou minha filha a se desenvolver de uma forma geral, até as notas dela na escola melhoraram.” Atualmente, Rafaela não faz tratamento algum, mas a cada oito meses ela tem consulta com o psiquiatra. “Temos medo de que ela volte a ficar deprimida. Até superarmos essa dificuldade, vamos manter visitas constantes ao médico”, explica Alice.

'A MEDIUNIDADE RECONHECIDA PELOS PAPAS'




Já se sabe que os fenómenos envolvendo a mediunidade não são recentes, mas que têm sido registrados desde os tempos mais antigos da civilização. A Igreja também reconheceu o fenómeno, e muitos papas estiveram envolvidos em ocorrências mediúnicas.

Em 18 de Abril de 2005, ocorreu a eleição de Joseph Ratzinger (1927), o novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana, que adoptou o nome Bento XVI, em substituição a Karol Wojtyla (1920-2005), chamado papa João Paulo II.

Aproveitaremos a oportunidade para destacar a mediunidade e a comunicabilidade dos Espíritos, presentes entre os papas desde a origem do papado e ao longo de sua história de quase dois mil anos. Tínhamos ouvido referência de fenómenos espirituais com Pio V e Pio XII, em palestras do médium Divaldo Franco (1927-), e quisemos aprofundar e completar o assunto.

Consultando a historiografia católica sobre a origem doutrinária do papado, o imperador romano Constantino (272-337) é apontado entre os teólogos como um dos seus principais precursores, pois foi ele quem historicamente começou a dar forma ao Sistema Católico Romano. Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas, no ano 313, construindo depois a primeira basílica em Roma, tornando o cristianismo religião oficial do Império, seguido de Teodósio (347-395) e outros imperadores.

Começava-se a criar os fundamentos que possibilitaram que Valentiniano III (Flávio Plácido, 419-455), no ano 445, reconhecesse oficialmente ao papa (a palavra "papa" significa pai) o exercício de autoridade sobre as Igrejas, ganhando o papado poder mundial com Carlos Magno (747-814), no século 8.

Ocorre que Constantino, que os católicos consideram como o precursor da estruturação papal, converteu-se ao cristianismo através de uma visão espiritual, conforme relatou o historiador católico Eusébio de Cesareia (275-339), em sua obra Vita Constantini (Cap. XXVIII). Durante a batalha contra o imperador Maxêncio (séc. 3/4), com seu exército em desvantagem, Constantino viu no céu um grupo de Espíritos, liderados pelo Espírito (chamado Anjo) São Miguel, mostrando-lhe uma cruz luminosa com os dizeres: "Com este sinal vencerás".

O impacto que sentiu foi tão grande que mandou pintar uma cruz em todas as bandeiras, venceu a batalha e se converteu ao cristianismo, estabelecendo o famoso Edito de Milão, do ano de 313. O escritor Nicéforas (séc. 16) escreveu que Constantino viu este Espírito mais duas vezes - numa delas, orientando-o a edificar Constantinopla; e, na outra, para ajudá-lo numa revolta por parte dos moradores da antiga Bizâncio.

Portanto, encontramos visões espirituais nos primórdios da estruturação da Igreja e da criação do papado.

Encontramos exemplos de mediunidade dos papas numa ocorrência com António Michele Ghislieri (1504-1572), o papa Pio V, que foi o Sumo Pontífice no período de 1566 a 1572. Em 1570, os turcos otomanos invadiram a ilha de Chipre e tomaram Veneza, e os venezianos pediram ajuda. O papa Pio V enviou uma frota de 208 navios, sob o comando de Don John da Áustria. Essa frota encontrou 230 navios turcos em Lepanto, Grécia, em 7 de Outubro de 1571. A batalha durou três horas. Miguel de Cervantes (1547-1616), o novelista espanhol, autor de D. Quixote, participou dessa batalha histórica. Em Roma, Pio V aguardava notícias, orava e jejuava, juntamente com monges, cardeais e fiéis. Em 7 de Outubro, ele trabalhava com seu tesoureiro, Donato Cesi, que lhe expunha problemas financeiros. De repente, separou-se de seu interlocutor, abriu uma janela, entrou em êxtase e teve uma visão em desdobramento espiritual. Voltou-se para Donato e lhe disse: "Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer a batalha". Duas semanas depois chegaram as notícias da vitória de sua esquadra, confirmando sua visão espiritual.

Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de acção espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugénio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L'Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em Setembro de 1956.

Em 19 de Fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugénio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente. Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: "Pacelli, Pacelli". Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914). Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade. O Espírito respondeu-lhe: "Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia.

É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio".

O cardeal Eugénio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.

Emocionado, Eugénio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro. Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer. Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido. Eugénio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto. Mas Eugénio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório. Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.

Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra. O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa. Eugénio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X. É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.

É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII. O papa Pio X conhecia os fenómenos espíritas, pois seu médico, dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época - Hipnotismo e Espiritismo (1897) - aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.

O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903). Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de Julho, publicou carta do dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redactor do Giornale d'Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra. O dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.

É importante esclarecer que o dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adoptou uma postura até de prevenção com relação aos fenómenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenómenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.

O dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenoménica; não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita. Nem no aspecto fenoménico ele se aprofundou, pois só se referiu às situações duvidosas; por temer fraudes e a acção de Espíritos brincalhões e zombeteiros (que, portanto, ele admitia), achou temerário e perigoso ocupar-se do Espiritismo.

Para nós vale que o dr. Lapponi, médico de dois papas, historiou a ocorrência de fenómenos espíritas desde a Antigüidade e reconheceu a intervenção dos Espíritos no mundo material.

A transfiguração de Jesus é citada como exemplo de fenómeno mediúnico que aparece na Biblia, com Moisés e Elias aparecendo em espírito material. Ao final do livro, ele afirmou que o Espiritismo só deveria ser estudado com as necessárias precauções e por acção de pessoas reconhecidamente competentes (op.cit., pág. 219).

Portanto, a Doutrina Espirita e os fenómenos mediúnicos transitaram pelo Vaticano no século 19, entre os papas e pelo médico que cuidou de dois deles nesse período e escreveu um livro sobre o assunto, reconhecendo sua existência, apesar de sua atitude de temor.

Mesmo nos tempos mais recuados, os fenómenos mediúnicos estavam presentes na sociedade, em todos os lugares, já que fazem parte da Natureza. Por isso, encontramos referência a eles desde há dois mil anos. Basta citarmos o apóstolo Pedro, que é considerado como o primeiro papa da Igreja. Na Bíblia, encontramos várias ocorrências mediúnicas e de interferência dos Espíritos, ocorridos com Pedro. Por exemplo:

a) em Mt: 17, 1-6, está descrita a transfiguração de Jesus na qual, estando Ele num monte, acompanhado por Pedro, Tiago e João, apareceram, em Espírito, Moisés e Elias, que já estavam mortos havia séculos, e conversaram com Jesus;

b) em At: 2, 1-14, ocorreu o fenómeno chamado Pentecostes, no qual os doze apóstolos ouviram um som vindo do céu, como um vento, e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, que então começaram a falar em diversos idiomas;

c) At: 3, 2-8, é descrita a mediunidade curativa de Pedro, quando ele curou um coxo de nascimento que todo dia ia à porta do templo para pedir esmolas. Ele tomou o coxo pela mão e ordenou-lhe que se levantasse e andasse, e assim ocorreu;

d) At: 11,5-10, Pedro teve um arrrebatamento espiritual e teve vidência e audiência. Viu, a céu aberto, um vaso que descia, como grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, e ouviu uma voz: "Levanta-te Pedro, mata e come". Pedro disse ao Senhor que nunca tinha comido coisa imunda. A Voz disse-lhe que não devia chamar de imundo o que Deus purificou; isso se repetiu por três vezes;

e) At:11, 11-1, Pedro viu três homens de Cesareia que o buscavam, e estavam em frente à casa onde estava; um Espírito lhe disse que fosse com eles, nada duvidando;

f) At:12, 5-11, Pedro estava dormindo na prisão, vigiado por dois guardas. Quando Herodes ia chamá-lo, houve uma luz na prisão, e apareceu um Espírito (chamado anjo) despertando-o, rompendo as correntes e dizendo-lhe para fugir; e conduziu-o, fazendo-o passar pelos guardas, chegando à porta da cidade, pela qual saíram. E Pedro percebeu que Deus havia enviado um Espírito para ajudá-lo.

Para encerrar esse importante registro histórico sobre a mediunidade e seu reconhecimento entre os papas, temos necessariamente que citar o recém-falecido papa João Paulo II, reconhecido como um grande missionário do bem. A revista Veja, de 6 de Abril de 2005, na página 93, transcreveu uma frase pronunciada por ele numa pregação na Basilica de São Pedro, em Novembro de 1983, e que dispensa comentários: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

Portanto, fica registrado, segundo as próprias fontes católicas e as não espíritas, que a mediunidade e a comunicabilidade espiritual têm se maanifestado e sido reconhecidas pela Igreja, mesmo entre os seus maiores representantes, desde a Antiguidade. E ainda hoje ocorre, demonstrando que a vida não se restringe à realidade material nem é interrompida com a morte.

Washington L.N.Fernandes - Revista Espiritismo e Ciência

A revista Espiritismo e Ciência é uma publicação da Mythos Editora:
http://www.mythoseditora.com.br/

"Masturbação Mitos e Consequências segundo o Espiritismo"

Jorge Luiz Hessen
Jorge Luiz Hessen
Brasília/DF
jorge.loluhesse@gmail.com

Muitas pessoas vivem angústias profundas em torno das diretrizes comportamentais na área sexual e isso é compreensível em nosso estágio de humanidade. Por isso,escrevemos alguns argumentos sobre o tema, a fim de que possamos com a Doutrina espírita aprender um pouco mais.

O Espiritismo explica baseado no livre-arbítrio, no percurso de vidas anteriores e na evolução moral de cada um, como estes assuntos devem ser tratados. Lembrando sempre que “cada caso é um caso e muito particular”.

Uma dessas ansiedades é a masturbação, que segundo Sigmund Freud, é envolvidaem muito preconceito, graças ao dogmatismo religioso que estigmatiza a sexualidade. Vai distante a época em que se decretava que a masturbação conduzia à loucura e ao inferno. Normal no adolescente que está descobrindo a sexualidade, freqüente nos corações solitários, o problema é que ela favorece a viciação, aguçando o psiquismo do indivíduo com sensualidade avivada. Por outrolado, obsta a sublimação das energias sexuais, quando as circunstâncias nos convocam à castidade, incitando-nos a canalizá-las para as realizações mais enobrecedoras. Vale dizer: há uma energia sexual que precisa ser controlada,não necessariamente através da prática sexual, mas direcioná-la a outras atividades, inclusive a prática da caridade.

A consciência nos sussurra que relação sexual presume dois parceiros. O auto-erotismo não deixa de ser uma busca de “prazer” egoísta, por isso mesmo,toda prudência é imprescindível. Na área sexual, urge vigilância permanente,pois, na maioria das vezes ao se masturbar, a criatura não está tão solitária como imagina. Espíritos das sombras, viciados no sexo, muitas vezes estimulameste vício solitário, prejudicando casais quando o parceiro opta pormasturbar-se. Entretanto, mister considerar que cada caso é um caso, sem desconsiderar jamais que o equilíbrio e a disciplina mental precisam ser alcançados. Por isso o Espírito Emmanuel, no livro "O Consolador",questão 184, psicografado por Chico Xavier, orienta-nos que, “ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo”.

O uso indevido de qualquer função sexual produz distúrbios, desajustes,carências, que somente a educação do hábito consegue harmonizar. Afinal, o homem não é apenas um feixe de sensações, mas, também, de emoções, que podem e devem ser dirigidas para objetivos que o promovam, nos quais centralize os seus interesses, motivando-o a esforços que serão compensados pelos resultadosbenéficos.

A vida saudável na esfera do sexo decorre da disciplina, da canalização corretadas energias, da ação física: pelo trabalho, pelos desportos, pelas conversações edificantes que proporcionam resistência contra os arrastamentos da sensualidade, auxiliando o indivíduo na conduta. Muitas pessoas consideram o prazer apenas como sendo uma expressão da lascívia, e se esquecem daquele que decorre dos ideais conquistados, da beleza que se expande em toda parte e podes er contemplada, das encantadoras alegrias do sentimento afetuoso, sem posse,sem exigência, sem o condicionamento carnal.

Será que devemos depreender que o Espiritismo proíbe toda a atividade sexual?!De modo algum. O Espiritismo nada proíbe. Deixa ao livre-arbítrio, à decisão consciente de cada um a atitude a tomar. Limita-se a dar orientação e a demonstrar que atitudes mal tomadas dão intranqüilidade e insatisfação ecoloca-nos perante a realidade e vantagens do uso consciente da vida.

A Doutrina Espírita apresenta a sexualidade despida da conotação religiosa dogmática que consagrou o sexo pecaminoso, sujo, proibido e demoníaco. Todavia,não legitima o enquadramento da sociedade atual que consubstanciou o sexo como objeto de consumo, devasso e trivial. A proposta espiritista é da energia criadora que necessita estar sedimentada pela lógica e pelo sentimento, pelo respeito e entendimento, pela fidelidade e amor, a fim de propiciar a excelsitude e a paz, ou seja, “Um sexo para a vida e não uma vida para o sexo!”

Para Emmanuel, no livro “Vida e Sexo”, diante das proposições a respeito do sexo,é justo sintetizar-se todas as digressões possíveis nas seguintes normas: não proibição, mas educação; não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo; não indisciplina, mas controle; não impulso livre, mas responsabilidade. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos,lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.

Ninguém se burila de um dia para outro. Conversões religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração. Achamo-nos muito longe da meta para alcançar o projeto de acrisolamento sexual. A rigor, nenhum de nós consegue se conhecer tão exatamente, a ponto de saber, hoje, qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda no futuro. Não há como penetrarmos nas consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, no que tange ao amor, reclamando compreensão. Em face disso, muitos de nossos erros imaginários na Terra são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!...

A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do Universo,é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, face às potencialidades criativas de que se reveste. À medida que a individualidade evolui, passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação. Por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criaçãode formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritasda sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta.

Nas ligações afetivas terrenas encontramos as grandes alegrias. No entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida íntima, os nossos próprios reflexos.

Analisemos o matrimônio, por exemplo, que pode perfeitamente ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subseqüentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás. Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea,fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito -, dia por dia. Até porque extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior, até porque é o Espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade que transcende à vida física.

Urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o dever em sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado "hoje". E se o "hoje" jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do"ontem", depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do "amanhã". Destarte, o instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante,nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução.

Importa considerar que diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefa sque esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.

Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz,evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo. É claramente nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a nos erguer, em definitivo, para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.




* Jorge Luiz Hessen é natural do Rio de Janeiro, residente emBrasília/DF. É Servidor Público Federal lotado no INMETRO de Brasília; Formaçãoacadêmica: Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História, Escritor(dois livros publicados) Jornalista e articulista com vários artigos publicadosna Revista O médium de Juiz de Fora, Reformador da FEB, O Espírita de Brasília(pertence ao conselho editor), do Jornal da Federação de Mato Grosso e doJornal da FEDERAÇÃO DO DF. Artigo gentilmente oferecido para publicação no sitedo Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Influenciações Espirituais Sutis

Conferir o vídeo '"Influenciações Espirituais Sutis", com Eliomar Borgo Cypriano'

"Influenciações Espirituais Sutis", com Eliomar Borgo Cypriano
Na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, no domingo 29/08/2010, de 09 as 10 da manhã, com o pedagogo e orador espírita, Eliomar Borgo...
Link do vídeo:
"Influenciações Espirituais Sutis", com Eliomar Borgo Cypriano

http://amigoespirita.ning.com/video/influenciacoes-espirituais

Copie e cole o link na barra de ferramentas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Garoto de 10 anos é apontado como reencarnação do espírito de Emmanuel.

Guia de Chico Xavier reencarna em menino de São Paulo

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Um menino de dez anos é o iluminado. Ele poderá se tornar uma referência para quase 30 milhões de simpatizantes da doutrina espírita no Brasil. Pouco se sabe sobre ele. Nem mesmo o nome. Conta-se que mora com os pais no interior de São Paulo e será um professor que difundirá o espiritismo. Na tarefa, contará com auxílio importante. O seu mentor seria o espírito de Chico Xavier. O garoto é apontado como a reencarnação de Emmanuel, mentor na maior parte dos 92 anos do médium mineiro. A missão para os dois vai além da vida e da morte. Nas comemorações pelo centenário de Chico, a história do menino é o maior enigma. Há muita curiosidade sobre onde está o jovem e do que é capaz.

Amigo de Chico, Divaldinho Mattos conta que o médium - morto aos 92 anos, chegou a conhecer o bebê em 2000 ou 2001. "Chico visitou a família, numa cidade do interior paulista. Os pais são de boa condição financeira", diz ele, diretor do Centro Espírita Maria de Nazaré, em Votuporanga (SP). O médium, porém, manteve segredo sobre as vidas anteriores do garoto. Ninguém mais teria tido acesso ao jovem. "Não se pode saber quem é o menino. A família não teria sossego", defende Wanda Joviano, colega de Chico.Para Divaldinho, nem Emmanuel terá consciência de seu passado. "Daqui a alguns anos, quando despertar na área da Educação, ele terá uma vidência.

O mundo espiritual tem de resguardá-lo", observa. O escritor Geraldo Lemos Neto, 48, conversou com o próprio médium sobre o assunto. "Chico dizia que ele teria grande capacidade sensitiva. "Muita gente vai dizer que ele é Emmanuel. Mas ninguém terá certeza", afirma Divaldinho.

Muitos apostam que o menino já tenha começado a manifestar dons espirituais. Outros acreditam que ainda é muito cedo. Chico começou aos 17 anos. Portanto, teremos que esperar mais uns 5 ou 7 anos para conhecer o dom deste menino, acreditam os estudiosos.

Chico Xavier não voltará a terra

A maioria dos amigos não acredita que o médium volte a reencarnar para fazer companhia a Emmanuel.

"Chico afirmou que a tarefa dele no século 21 será a de guiar o Emmanuel reencarnado para as tarefas da difusão dos ensinamentos de Jesus sob a ótica da doutrina espírita", explica Geraldo Lemos Neto.

No entanto, os dois já teriam estado juntos na Terra. Segundo os mais próximos, Chico e Emmanuel foram, respectivamente, os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega no Brasil colonial.

Para outros adeptos, Chico teria sido Flávia, a filha doente do senador romano Publio Lentulus, a mais conhecida encarnação atribuída a Emmanuel. Pai e filha teriam morrido na erupção do Vesúvio, em 79. No livro "Deus conosco", Chico descreve as 12 reencarnações de Emmanuel. A última como padre paraense morto no início do século passado no Rio.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Por que Jesus dobrou o lenço?

Por que Jesus dobrou o lenço?

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Por que Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua ressurreição?

Eu nunca havia notado isto:

João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem - cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, disse ela, ´´Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram. ´´

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou a frente de Pedro e lá primeiro chegou.
Ele parou e observou os lençóis lá, mas ele não entrou.
Então Simão Pedro chegou e entrou.
Ele também notou os lençóis deixados lá, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.

Isto é importante? Definitivamente.

Isto é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época. O lenço dobrado tem a ver com a relação entre o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia a tradição.

Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria. A mesa era colocada perfeitamente e o Servo esperaria fora da visão do Amo até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não se atreveria nunca tocar a mesa antes que o Amo tivesse terminado a refeição.

Se o Amo tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca e limparia sua barba e embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: ´´Eu terminei".

``Eu não sabia a respeito....

Se o Amo se levantasse, e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o Servo não ousaria em tocar a mesa porque ... o lenço dobrado queria dizer: "Eu voltarei!"
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ANIMAIS PODEM TER EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS

Using a new portrait lens/ Jeppe always looks at the camera! Pictures, Images and Photos


Teorias científicas afirmam a existência de comunicações feitas através de frequências de emoções, vibrações sensoriais, formas de pensamento, e conexão compartilhada entre os animais e seres humanos. Tudo está conectado e pode interagir de uma forma ou de outra. Os animais que tem conexões psíquicas mais fortes com os seres humanos são os golfinhos, cães e gatos. Todos nós lemos histórias notáveis de telepatia animal, seu senso de direção e premonição, tais como: Os elefantes que alertaram as pessoas no dia 26 de dezembro de 2004, antes do tsunami no Oceano Índico; Um gato de estimação salta para o parapeito da janela todos os dias, minutos antes do seu dono chegar em casa; Um cachorro late pouco antes de certa pessoa receber uma chamada ao telefone, como se soubesse que a chamada iria ser feita; Um papagaio de estimação, que aprendeu a falar, diz coisas aparentemente em resposta ao que o seu dono está pensando; Um animal de estimação, de alguma forma perdido em uma viagem em família, milagrosamente encontra o seu caminho de casa a centenas de quilômetros

Um neurologista e outros cientistas argumentaram que os animais são capazes de ter experiências espirituais. Os pesquisadores sustentam que as experiências espirituais originam dentro das partes primitivas do cérebro humano, as mesmas estruturas partilhadas por animais, o desafio está em provar as experiências dos animais. Kevin Nelson, professor de neurologia da Universidade de Kentucky, informou sobre a descoberta de outros mamíferos que provavelmente têm experiências de quase morte, semelhantes àquelas apresentadas por certos humanos. O fenômeno do túnel “é causado pela susceptibilidade do baixo fluxo sangüíneo no olho, que ocorre com o desmaio ou uma parada cardíaca”. “Não há nenhuma razão para acreditar que outros animais são diferentes de nós.” Nelson acrescentou: “O que eles fazem no túnel é outro assunto”. Ele também acredita que as experiências de quase-morte podem ser explicadas pela forma como o sistema visual define REM (movimento rápido do olho). “Na verdade”, disse ele, “a ligação entre a REM e as crises fisiológicas causadas pela experiência de quase-morte são mais fortemente ligadas em animais, como gatos e ratos, estudados em laboratórios”. As experiências místicas que inspiram um sentimento de mistério e maravilha surgem dentro do sistema límbico, disse ele. Quando partes específicas deste sistema são retiradas do cérebro de animais, as drogas alucinógenas como o LSD não fazem nenhum efeito. Uma vez que outros animais, como os primatas não-humanos, cavalos, gatos e cães, também possuem estruturas similares no cérebro, é possível que eles também vivenciem momentos místicos, e pode até ter um sentido de unidade espiritual, de acordo com Nelson. Marc Bekoff, um professor emérito de ecologia e biologia evolutiva da Universidade do Colorado, em Boulder, também acredita que os animais têm experiências espirituais, que ele define como experiências que são imateriais, incorpóreas, introspectivas, comparável ao que os seres humanos têm. Tanto ele como a primatologista Jane Goodall observou que os chimpanzés dançam nas cachoeiras que surgem após as chuvas intensas. Alguns dos chimpanzés parecem mesmo dançar em um estado de transe, como alguns seres humanos fazem durante os rituais religiosos e culturais.


fonte: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/animais-podem-ter-experiencias-espirituais/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29&utm_content=Twitter#ixzz15huHzCFo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TV CEI - PROGRAMACAO DE ALTA QUALIDADE - VAMOS DIVULGAR !!!!

Como disse LEON DENIS, a ignorancia esta na raiz de todos os
nossos males, e a receita para combatermos isso é a divulgação do conhecimento.
Notei nos sites de relacionamento que muitos espíritas ainda não conhecem o
trabalho da TV CEI - primeira webtv espírita do mundo, que, se nós ajudarmos
(não é se Deus quiser não !!! )
sera colocada no sinal aberto de parabólica , para todo Brasil.

Todos nós, que também somos assinantes da SKY, vamos cobrar, a retransmissao do
sinal da mesma forma que tantos fazem por ai. e lógicamente vamos divulgar
para os nossos amigos e amigas não espíritas, para que conheçam a DOUTRINA
FILOSÓFICA, MORAL E CIENTIFICA, codificada por ALLAN KARDEC.

da para imaginar, quantas angustias, quantas ansiedades, quanta solidão, sendo
amparadas pela fé raciocinada ?

Abaixo segue uma propaganda da TV CEI, vamos REPASSAR, e por GENTILEZA
exclua esta mensagem MINHA, e coloque a sua, destinada aos seus amigos e amigas.

lembrando sempre que ao mandarmos emails em quantidade, usar sempre a opção
COM CÓPIA OCULTA !!!!

um grande abraço sempre com muito carinho, e vibrações de muita paz !!!!

Marco
Jacutinga MG.


tv cei,tv cei

Os Vampiros

OS VAMPIROS

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Quem já não passou pela desagradável experiência de se sentir muito mal ao lado de alguém?
Bocejos sucessivos, sonolência, dor de cabeça, irritação, perda de energia, confusão na cabeça, enjôo entre outros. Fenômenos aparecem após um telefonema ou àquela visita inesperada. Mas o pior é quando a pessoa que nos causa tamanho mal faz parte do nosso círculo de amigos, está entre os colegas de trabalho e o pior: na própria família! Por ser o Brasil um país muito místico, é comum ouvirmos regularmente termos como energia positiva, baixo astral, olho gordo, mal olhado, ambiente carregado, entre outras expressões. Mas na verdade são poucos os que sabem explicar de forma clara e objetiva o que tudo isso significa e o vampirismo energético é um dos fenômenos mais comuns e mais mal esclarecidos que existem. O ser humano emana ininterruptamente energia para o meio ambiente, impregnando o local onde permanece e atinge também as outras pessoas com suas vibrações pessoais. Cada um de nós possui um padrão energético que é determinado pelo tipo de pensamentos, sentimentos e condição física. Todos nós já sentimos antipatias gratuitas por determinadas pessoas, sem sequer manter algum tipo de comunicação com elas. O que acontece nesses casos é uma incompatibilidade energética, embora o contato possa até ser amistoso. A mesma regra vale para as relações de simpatia e afinidade. Resumindo: além de todos os tipos de comunicação possíveis: fala, audição, toque, visão, escrita, entre outros, estamos de forma ininterrupta nos comunicando energeticamente, ou seja, o meu campo energético interage com o do ambiente e com o das pessoas com as quais entro em contato.O ideal seria umas comunicações sadias, pautadas pela troca de energias equilibrada e cooperativa. Mas ainda estamos muito longe disso, alguns acabam sugando muita energia e dando muito pouco em troca, desvitalizando assim os ambientes e as pessoas.

Mas, como são criados os vampiros e por que esse fenômeno acontece?

Muito simples, um vampiro de energia é uma pessoa que está em profundo desequilíbrio interno. Frustração, baixa auto-estima, ressentimento, complexo de perseguição e de vítima, insegurança e, acima de tudo, o egoísmo são estados psíquicos que fazem com que a configuração energética da pessoa se torne desequilibrada, afetando negativamente outras pessoas, roubando-lhes assim sua energia vital. Alguns chegam a interferir de forma concreta na vida pessoal de suas vítimas: intrigas, fofocas, competição desleal agravam mais a situação.E o pior é que a vida nas grandes cidades só agrava mais ainda o desequilíbrio das relações entre os seres humanos. O homem moderno se afastou da natureza, que é nossa maior fonte de alimento energético. Não existe nada comparável a um banho de mar, rio ou cachoeira, o contato com plantas e animais, o ar puro de uma montanha ou o silêncio do campo para reciclar e repor as energias. Outra fonte importante é o sono e ninguém melhor do que o homem moderno para enumerar os efeitos nocivos das noites mal dormidas. Não temos, portanto, uma fonte eficiente de alimento e troca para reciclar as energias estáticas. Somamos a isso nossos desequilíbrios pessoais e o resultado é um contingente enorme de seres desvitalizados e famintos de energia. A única saída para esses seres é roubar da pessoa mais próxima.A competitividade dos ambientes de trabalho também é outro fator negativo. É cada um por si e todos querendo passar a perna em todos. Não somos educados para a cooperação e para a vida em comunidade. Acabamos nos fechando em nosso mundo pessoal e encarando nossos semelhantes como ameaças à nossa felicidade.

NÃO EXISTE UM MÉTODO INFALÍVEL PARA COMBATER OS VAMPIROS, O MELHOR É APRENDER A LIDAR COM ELES

A melhor tática é a segurança interior e o conhecimento do modus operandi dos vampiros, ou seja, se eu sei como ele pensa e age, posso estabelecer uma conduta eficaz para combatê-lo.Existem algumas táticas infalíveis utilizadas pelos vampiros para nos desestabilizar energeticamente e assim roubar nossa força vital. As mais comuns são o medo e a culpa. Irritação também desequilibra profundamente nosso campo energético.

A regra é:

NÃO FAZER O JOGO DO OUTRO.

Se você sabe que alguém quer lhe provocar, fique calmo. Observe o outro e descubra suas fraquezas e vulnerabilidades e, a seus olhos, ele deixará de ser um bicho papão. Não entre na onda de negatividade que está no ar, fuja das conversas fiadas e, por fim, conheça-se muito bem. Se você sabe os seus pontos fracos pode mapear por onde o vampiro tentará o ataque. Cuidar da saúde e vitalidade físicas e buscar equilíbrio mental e emocional ajudarão no sentido de criar um campo energético forte e menos vulnerável às energias externas. Outra dica valiosa é cultivar a compreensão e compaixão, que são estados de espírito absolutamente positivos e fortalecedores. Lembre-se que um vampiro, acima de qualquer maldade (90% deles operam de forma inconsciente), são pessoas em profundo desequilíbrio e que precisam de ajuda.

Embora nunca devamos esquecer que, caso esse ser errante não aceite ajuda e esclarecimento, muitas vezes afastá-lo do grupo é o melhor remédio. É aquela velha história: um fruto podre no balaio...Mas como nem sempre é possível afastar certas pessoas como um familiar, por exemplo, o melhor é tentar entender porque aquela pessoa está em nossa vida. Muitas vezes as pessoas problemáticas são verdadeiros instrutores na medida em que nos incentivam a cultivar a paciência, a compreensão, a criatividade ou o perdão. Mas em qualquer situação a conselho é sempre o mesmo: nunca se misture com a energia do vampiro. Mantenha sempre a calma, o bom humor e a positividade, que sem dúvida são nossas maiores defesas.

Mas antes de apontar o dedo para o próximo descobrindo vampiros em seus relacionamentos, faça um exame profundo em suas atitudes e observe se você não anda 'pegando emprestada' a energia dos outros também!
CONHEÇA OS PRINCIAPIS TIPOS DE VAMPIROS. O jornalista Luís Pellegrini, em matéria publicada na revista Planeta, fez uma relação muito boa dos dez tipos mais comuns de vampiros.

Você também pode descobrir outros tipos.

Divirta-se, afinal o bom humor é a melhor defesa!

A) Vampiro Cobrador:

Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, quer logo saber por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

B) Vampiro Crítico:

Só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" a suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração.


C) Vampiro Adulador:

è o famoso Puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.


D) Vampiro Reclamador:

è aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo.... Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. È o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.


E) Vampiro Inquiridor:

Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente., e procure se afastar assim que possível.


F) Vampiro Lamentoso:

São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.


G) Vampiro Pegajoso:

Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades.Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.


H) Vampiro Grilo-Falante:

A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.


I) Vampiro Hipocondríaco:

Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os por menores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois se sente péssimo.


J) Vampiro Encrenqueiro:

para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Trailer filme "E a Vida Continua" exibido no 6º Congresso Espírita Mundial




"E a Vida Continua..." baseado no livro de Chico Xavier, psicografia do espírito André Luiz.. Este novo filme tem o apoio da FEB e será lançado no segundo semestre em 2011.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Medicina e Espiritualidade -Tratamento Espiritual e médico, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Filme Joelma 23º Andar - Psicografia de Chico Xavier.



Filme Joelma 23º Andar - Psicografia de Chico Xavier.

Filme Joelma 23º Andar - Psicografia de Chico Xavier(continuação).





Filme Joelma 23º Andar - Psicografia de Chico Xavier.

Filme Joelma 23º Andar - Psicografia de Chico Xavier.




Filme “Espírita” de Clint Eastwood: Hereafter (Outra Vida).

Por Tony D’Andrea

Estrelado por Matt Damon, dirigido por Clint Eastwood e co-produzido por Steven Spielberg, o filme Hereafter (Outra Vida) é apresentado pelaWarner Brothers como “um drama de três pessoas traumatizadas pela morte. George (Matt Damon) é um operário americano com poderes mediúnicos. No outro lado do mundo, a jornalista francesa Marie (Cécile de France) passa por uma experiência de quase-morte que transforma a sua vida radicalmente durante um tsunami. E quando o menino inglês Marcus (Frank/George McLaren) perde a pessoa mais próxima, ele busca respostas desesperadamente. Cada um em sua senda pela verdade, suas vidas vão se cruzar através do que acreditam além da vida.”

Não é exatamente um “filme espírita de Clint Eastwood” como descrito em websites brasileiros. Aborda temas de interesse espírita de forma sutil e belíssima, mas não faz afirmações nem alusões proselitistas – até pelo contrario. Assim, não espere por nenhum Nosso Lar. Previsto para estrear no Brasil em fevereiro de 2011, Hereafter já está entre os Top 5 campeões de bilheteria em outubro 2010, com 12 milhões de dólares.

Concordo com um dos principais críticos de cinema norte-americano Roger Ebert que nota que Hereafter aborda o tema do após-vida com delicadeza, beleza e tato. Diferente do cinismo que marca suas resenhas em geral, ele confessa surpresa em se ver envolvido pelo filme, “uma estória sobre o sobrenatural que evita comprometer-se com esta possibilidade. Mas o filme admite a consciência após a morte temporária, baseada em relatos de ressuscitados, sobre luzes brancas, entidades esperando, e sentimento de paz.” (Eu passei por esta experiencia em 1995 que, apesar do susto imediato, me deixou com uma impressão muito boa e tranquila sobre o momento da morte).

“Persuasão não é a intenção do filme”, como Ebert bem observa. O sobrenatural é retratado mais como um espaço de especulações do que um continente conhecido. Assim desapontando aos nossos clamores por verdades sobrenaturais, “os fantasmas digitais que ocasionalmente flutuam na tela são mais marcos simbólicos do que aparições literais.” Isso vai ser uma fonte de debates e confusões em discussões espíritas e paracientíficas…

Clint Eastwood, com 80 anos, afirmou em entrevista ao LA Weekly, “Há um aspecto de charlatanismo sobre o após-vida, pois a humanidade se recusa a aceitar que esta vida é a única que temos. Eu não tenho a resposta. Talvez existe um mundo espiritual, mas eu não sei, então eu me aproximo do tema sem saber. Eu apenas conto uma estoria.” (Eastwood nota que o o roteirista do filme Peter Morgan não acredita em vida após a morte). Como Ebert bem observa, este é um filme sobre como o amor nos torna carentes de uma vida após a morte. O foco de Eastwood é com a vida dos personagens que vivem, não com os espíritos.

Para além da beleza existencialista do filme, há certo consenso entre críticos e audiência que, apesar da premissa provocante, Hereafter não gera um drama eletrizante, mas devagueia entre forte sentimentalismo e certo tedio meloso. O filme tem pinceladas caracteristicamente Eastwoodianas, como vistas em Million Dollar Babye Gran Torino.

De qualquer forma, é raro ver as distraídas audiências norte-americanas chorando copiosamente durante um filme sobre o sobrenatural. Concordo ainda com Ebert que “Hereafter é um filme para pessoas inteligentes que são naturalmente curiosas sobre o que acontece quando as persianas se abaixam.” Não perca. Assista ao trailer, e deixe seu comentario no Con-Ciencia.

Fonte: http://amigoespirita.ning.com/group/filmesespritaseespiritualistas/forum/topics/filme-espirita-de-clint

Trailer Oficial Português - HEREAFTER - OUTRA VIDA

Parentes Difíceis.

Parentes Difíceis

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Procure compreender e perdoar incompreensões, ciúmes e a intolerância de todos aqueles que a Divina Providência colocou sob o mesmo teto que o seu.

Nem sempre nossos parentes são nossos amigos. O grande sábio Salomão já dizia que: “...há amigo mais chegado que um irmão” (Prov. 18:24).

A abençoada lei de amor e justiça, que é a reencarnação, nos proporciona quitar débitos com os mesmos adversários de ontem, vivendo hoje conosco sob as mesmas telhas na condição de pais, mães, filhos, irmãos e cunhados.

No lar, ao lado de almas queridas, encontramos também antigos desafetos, que a sabedoria divina coloca ao nosso lado como oportunidade de reconciliação e resgate.

Diante do parente mais difícil, necessário se faz o exercício da compreensão, da paciência e perdão.

“Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho” (Mt 5:25) aconselhou Jesus.

Aproveite a oportunidade de caminharem juntos, pois talvez ao longo do percurso, encontraremos o momento mais adequado e propício para esta reconciliação.

Emmanuel nos alerta que: “toda antipatia aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar a simpatia”.

Perdoe sempre, pois presos à carne só enxergamos uma face da moeda de nossas existências. A outra face só nos será revelada quando estivermos no mundo espiritual.

Por isso, muitas vezes pensamos ser vítimas quando na realidade somos algozes.

Nunca esqueça que não tem os parentes que sonhou e sim aqueles que merecer.

Estamos situados na família certa junto das pessoas mais adequadas à nossa evolução. Esforce-se, para amá-los, tendo para com eles, os nobres sentimentos do perdão, da tolerância, da resignação e da paciência.


fonte:
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-25.html

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As novas descobertas sobre o sono.

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A ciência moderna mostra que, durante o sono, o corpo está longe de ficar em descanso. O cérebro e o sistema imunológico, por exemplo, seguem em plena atividade nesse período

Por Eduardo Araia

Entre seis e oito horas por dia, a maioria de nós deita-se na cama e se desliga do mundo – é o momento de visitar o reino do deus grego Hipnos, responsável por distribuir a todos um sono agradável e reparador. Mas esse desligamento está muito longe de significar inatividade. Além de abranger o período em que sonhamos – uma experiência que, em si, representa todo um universo à parte –, o sono é uma ocasião de intenso movimento no corpo, como a ciência tem demonstrado. Conheça aqui algumas descobertas recentes sobre esse tema.


Plasticidade

Diversos pesquisadores consideram que o sono serve, em primeiro lugar, para preservar a plasticidade do cérebro, ou seja, sua capacidade de mudar como reação imediata a uma experiência. Enquanto dormimos, os neurônios do cérebro comunicam-se uns com os outros, fortalecem conexões específicas, enfraquecem outras e apagam o que encaram como inútil. “À noite, o cérebro adormecido está livre do mundo e é um redemoinho de atividade”, observa o neurobiólogo Terrence Sejnwoski, chefe do Laboratório de Neurobiologia Computacional no Salk Institute em La Jolla, na Califórnia. “Os neurônios estão formando padrões coerentes que, sem o sono, não seriam nem de perto tão extensos, robustos, estáveis e flexíveis.”

Essa rearrumação cotidianamente promovida pelos neurônios tem um motivo básico, afirma Rodolfo Llinas, diretor do Departamento de Fisiologia e Neurociência da Escola de Medicina da Universidade de Nova York. Para ele, o cérebro humano está constantemente aprendendo, e quanto mais aprende, mais recursos ganha para fazer prognósticos – uma capacidade necessária para os organismos que se movem. Llinas justifica sua opinião lembrando que as plantas, que ficam paradas, não têm cérebro. Ele também menciona certos animais marinhos, denominados urocordados, que se movem sem impedimentos até que, já adultos, se fixam em uma rocha – e, então, comem e digerem o próprio cérebro. Sem locomoção, lembra o neurocientista, os urocordados não precisam prever mais nada e seu cérebro se torna inútil.


O sono dividido dos antigos

Dormir sete ou oito horas por noite de uma só vez não é uma característica que acompanha o homem desde suas origens. Registros encontrados em diários, documentos da nobreza de países europeus e inclusive a literatura do primeiro século depois de Cristo contêm informações sobre um sono fracionado em duas partes de aproximadamente quatro horas cada uma. O intervalo de vigília, que durava algumas horas, era aproveitado para o sexo, as tarefas domésticas ou até mesmo visitas a amigos. Um experimento levado a cabo na década de 1990 explorou o tema, ao colocar oito homens saudáveis em condições semelhantes às do inverno na Europa e na América do Norte: luz natural e artificial por 10 horas diárias e escuridão por 14 horas. Os participantes começaram de fato a dormir em dois períodos de cerca de quatro horas cada um, intercalados por até três horas em um tranquilo estado de vigília.


Sono e saúde

Embora o ritmo de nosso metabolismo caia apenas 10% enquanto dormimos, prescindir do sono representa um risco elevado para a saúde, como mostram alguns estudos. Ratos privados do sono em laboratório podem chegar à morte, afetados por infecções, lesões de pele e incapacidade de regular a temperatura corporal; eles perdem peso rapidamente, mesmo que se fartem de comer.

Em uma pesquisa de seis anos realizada pela Universidade da Califórnia com a Sociedade Americana de Câncer, envolvendo mais de 1 milhão de adultos, descobriu-se uma taxa de mortalidade consideravelmente mais alta entre aqueles que dormiram menos de quatro horas ou mais de oito horas por noite. Outro estudo com 10 mil adultos revelou que aqueles que dormiam menos de sete horas por noite tinham tendência maior a ficarem obesos. Pouco sono está relacionado a pressão sanguínea alta, depressão, problemas cardíacos e de açúcar no sangue. Bastam três noites de sono irregular para causar problemas no controle dos níveis de açúcar no sangue.

Pesquisas recentes mostram que o sono dá uma contribuição importante para o bom funcionamento do sistema imunológico. Uma delas, realizada em 2007 pela equipe do Departamento de Neuroendocrinologia da Universidade de Lubeck (Alemanha), comandada por Jan Born, revelou um aumento nas concentrações de interleucina-7 (proteína integrante do sistema imunológico), em especial durante o sono REM (sigla de rapid eye movement, ou movimento rápido do olho). No ano passado, a mesma equipe descobriu que em uma única noite de sono o organismo multiplica por dois o número de anticorpos que as pessoas produzem quando vacinadas contra a hepatite A.

“O sistema imunológico tem de desenvolver uma estratégia de longo prazo para um novo antígeno, o que requer memória”, afirmou Born. “Talvez o sono permita que nosso sistema imunológico forme memórias de longo prazo e insights de descoberta, quase como nosso cérebro os forma durante o sono.”


Aprendizado

Dormir, mesmo que por alguns minutos, parece ser um fator importante para reter conhecimentos adquiridos. Um estudo realizado em 2000 pela equipe do psiquiatra Robert Stickgold, diretor do Centro do Sono e da Cognição da Escola de Medicina de Harvard, analisou a importância do sono no desempenho por meio de testes feitos com indivíduos em dois momentos diferentes: depois de uma noite de privação de sono e alguns dias mais tarde, quando os participantes já haviam colocado o sono em dia. Segundo os pesquisadores, depois de uma boa noite de sono os participantes executaram sua tarefa melhor no dia seguinte e foram se aprimorando nos três dias subsequentes. Já depois de uma noite sem sono, essas pessoas não mostraram nenhuma melhora em seu desempenho, nem mesmo quando foram autorizadas a dormir à vontade por duas noites seguidas.


Memória

“Nossos sistemas de memória ainda estão ativos enquanto dormimos”, afirma o neurocientista norte-americano John Rudoy, da Northwestern University. Ele e sua equipe divulgaram em novembro de 2009 um estudo na revista Science no qual revelam que a audição de determinados sons durante o sono pode fortalecer lembranças de informações adquiridas em estado de vigília. Segundo Rudoy, é possível reforçar memórias já existentes durante o sono por meio de estímulos externos, mas não há como aprender coisas novas nesse período.


Percepção Aguçada

O sono favorece nosso discernimento e nossa intuição, conforme um estudo feito em 2004 pelo neuroendocrinologista Jan Born e seus colegas da Universidade de Lubeck. Os pesquisadores chamaram 66 pessoas para resolver uma sequência de problemas. Os participantes foram divididos em três grupos: os treinados pela manhã, que assim ficavam acordados por pelo menos oito horas; os treinados à noite que eram privados de sono por pelo menos oito horas; e os treinados à noite que iam repousar em seguida. Dormir mais que dobrou a probabilidade de ganhar um insight que levava a uma regra decisiva para a resolução dos problemas.


Os diferentes sonos no cérebro

A intensidade do sono é bem variada nas diversas partes do cérebro. Em 2000, o cientista Alexander Borbely, da Universidade de Zurique (Suíça), decidiu investigar o tema e aparou os pelos do bigode de uma das faces de um rato. São os bigodes que permitem a orientação espacial desses animais, e cada um de seus pelos é associado a uma minúscula área do córtex. Borbely descobriu que a parte do córtex relacionada aos pelos intactos apresentava padrões de eletroencefalograma (EEG) mais fortes durante o sono não REM (NREM, o sono mais leve) subsequente, como se os neurônios envolvidos estivessem mais sonolentos por terem estado mais ativos antes. Pesquisas com humanos mostraram algo similar: pequenas áreas do cérebro estimuladas durante o dia dormiam mais “pesadamente”.


Genes do sono

Giulio Tononi e Ciara Cirello, da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), descobriram que alguns genes desenvolvem uma intensa atividade apenas durante o sono. Para Tononi, sua função é tranquilizar a ação das sinapses (as comunicações entre neurônios via neurotransmissores). “Durante o sono”, diz Tononi, “você vai mudar uma série de circuitos em seu cérebro e fortalecer muitas sinapses. A força total de uma sinapse é chamada de seu peso. Assim, você poderia dizer lá pelo fim do dia que seus neurônios estão mais pesados do que estavam pela manhã. Acreditamos que o sono e os genes que o regulam reduzem a escala dessas sinapses e as ajudam a livrar-se de um pouco do seu excesso de peso.”

Tononi e Ciara encaram o sono sob um prisma original, que leva em consideração conceitos emprestados da economia. Segundo eles, “há um custo para todo o aprendizado que você consegue enquanto acordado: o sono é o preço que pagamos por um instrumento de aprendizado tão fantástico e oneroso como é o cérebro”.


O sono entre os animais

Cada espécie tem um intervalo de tempo mais adequado para dormir – as oito horas do homem não são necessariamente a duração do sono comum para outros animais. Dois fatores interferem basicamente nesse quadro: o grau de perigo corrido pelas espécies em relação a seus predadores naturais (quanto mais vulneráveis, menor é a duração do sono) e a estocagem de alimentos (quanto maior o tempo despendido nessa atividade, menor é a duração do sono). Girafas, elefantes e vacas, por exemplo, dormem apenas entre três e quatro horas por noite. Já cães, patos e jaguares passam 11 horas nesse estado; gatos, 12 horas; leões e tigres, entre 14 e 16 horas; e tatus e morcegos, entre 18 e 19 horas. As moscas-de-fruta intercalam fases de repouso profundo e atividade.

A duração não é o único detalhe a diferenciar o sono de humanos e outros animais. Os golfinhos e determinados pássaros, por exemplo, põem um hemisfério cerebral de cada vez para dormir, de maneira que podem manter-se em movimento enquanto se entregam ao sono. Os ornitorrincos, sempre bizarros, passam cerca de 10 horas diárias no sono denominado REM (sigla de rapid eye movement, ou movimento rápido do olho), o estado associado ao sonhos; as girafas, por seu lado, despendem apenas alguns minutos nele.

Matéria publicada na Revista Planeta, em maio de 2010.

FONTE:
ESPIRITISMO.NET