quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A MEDIUNIDADE RECONHECIDA PELOS PAPAS




Já se sabe que os fenómenos envolvendo a mediunidade não são recentes, mas que têm sido registrados desde os tempos mais antigos da civilização. A Igreja também reconheceu o fenómeno, e muitos papas estiveram envolvidos em ocorrências mediúnicas.

Em 18 de Abril de 2005, ocorreu a eleição de Joseph Ratzinger (1927), o novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana, que adoptou o nome Bento XVI, em substituição a Karol Wojtyla (1920-2005), chamado papa João Paulo II.

Aproveitaremos a oportunidade para destacar a mediunidade e a comunicabilidade dos Espíritos, presentes entre os papas desde a origem do papado e ao longo de sua história de quase dois mil anos. Tínhamos ouvido referência de fenómenos espirituais com Pio V e Pio XII, em palestras do médium Divaldo Franco (1927-), e quisemos aprofundar e completar o assunto.

Consultando a historiografia católica sobre a origem doutrinária do papado, o imperador romano Constantino (272-337) é apontado entre os teólogos como um dos seus principais precursores, pois foi ele quem historicamente começou a dar forma ao Sistema Católico Romano. Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas, no ano 313, construindo depois a primeira basílica em Roma, tornando o cristianismo religião oficial do Império, seguido de Teodósio (347-395) e outros imperadores.

Começava-se a criar os fundamentos que possibilitaram que Valentiniano III (Flávio Plácido, 419-455), no ano 445, reconhecesse oficialmente ao papa (a palavra "papa" significa pai) o exercício de autoridade sobre as Igrejas, ganhando o papado poder mundial com Carlos Magno (747-814), no século 8.

Ocorre que Constantino, que os católicos consideram como o precursor da estruturação papal, converteu-se ao cristianismo através de uma visão espiritual, conforme relatou o historiador católico Eusébio de Cesareia (275-339), em sua obra Vita Constantini (Cap. XXVIII). Durante a batalha contra o imperador Maxêncio (séc. 3/4), com seu exército em desvantagem, Constantino viu no céu um grupo de Espíritos, liderados pelo Espírito (chamado Anjo) São Miguel, mostrando-lhe uma cruz luminosa com os dizeres: "Com este sinal vencerás".

O impacto que sentiu foi tão grande que mandou pintar uma cruz em todas as bandeiras, venceu a batalha e se converteu ao cristianismo, estabelecendo o famoso Edito de Milão, do ano de 313. O escritor Nicéforas (séc. 16) escreveu que Constantino viu este Espírito mais duas vezes - numa delas, orientando-o a edificar Constantinopla; e, na outra, para ajudá-lo numa revolta por parte dos moradores da antiga Bizâncio.

Portanto, encontramos visões espirituais nos primórdios da estruturação da Igreja e da criação do papado.

Encontramos exemplos de mediunidade dos papas numa ocorrência com António Michele Ghislieri (1504-1572), o papa Pio V, que foi o Sumo Pontífice no período de 1566 a 1572. Em 1570, os turcos otomanos invadiram a ilha de Chipre e tomaram Veneza, e os venezianos pediram ajuda. O papa Pio V enviou uma frota de 208 navios, sob o comando de Don John da Áustria. Essa frota encontrou 230 navios turcos em Lepanto, Grécia, em 7 de Outubro de 1571. A batalha durou três horas. Miguel de Cervantes (1547-1616), o novelista espanhol, autor de D. Quixote, participou dessa batalha histórica. Em Roma, Pio V aguardava notícias, orava e jejuava, juntamente com monges, cardeais e fiéis. Em 7 de Outubro, ele trabalhava com seu tesoureiro, Donato Cesi, que lhe expunha problemas financeiros. De repente, separou-se de seu interlocutor, abriu uma janela, entrou em êxtase e teve uma visão em desdobramento espiritual. Voltou-se para Donato e lhe disse: "Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer a batalha". Duas semanas depois chegaram as notícias da vitória de sua esquadra, confirmando sua visão espiritual.

Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de acção espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugénio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L'Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em Setembro de 1956.

Em 19 de Fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugénio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente. Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: "Pacelli, Pacelli". Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914). Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade. O Espírito respondeu-lhe: "Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia.

É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio".

O cardeal Eugénio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.

Emocionado, Eugénio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro. Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer. Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido. Eugénio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto. Mas Eugénio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório. Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.

Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra. O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa. Eugénio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X. É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.

É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII. O papa Pio X conhecia os fenómenos espíritas, pois seu médico, dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época - Hipnotismo e Espiritismo (1897) - aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.

O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903). Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de Julho, publicou carta do dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redactor do Giornale d'Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra. O dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.

É importante esclarecer que o dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adoptou uma postura até de prevenção com relação aos fenómenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenómenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.

O dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenoménica; não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita. Nem no aspecto fenoménico ele se aprofundou, pois só se referiu às situações duvidosas; por temer fraudes e a acção de Espíritos brincalhões e zombeteiros (que, portanto, ele admitia), achou temerário e perigoso ocupar-se do Espiritismo.

Para nós vale que o dr. Lapponi, médico de dois papas, historiou a ocorrência de fenómenos espíritas desde a Antigüidade e reconheceu a intervenção dos Espíritos no mundo material.

A transfiguração de Jesus é citada como exemplo de fenómeno mediúnico que aparece na Biblia, com Moisés e Elias aparecendo em espírito material. Ao final do livro, ele afirmou que o Espiritismo só deveria ser estudado com as necessárias precauções e por acção de pessoas reconhecidamente competentes (op.cit., pág. 219).

Portanto, a Doutrina Espirita e os fenómenos mediúnicos transitaram pelo Vaticano no século 19, entre os papas e pelo médico que cuidou de dois deles nesse período e escreveu um livro sobre o assunto, reconhecendo sua existência, apesar de sua atitude de temor.

Mesmo nos tempos mais recuados, os fenómenos mediúnicos estavam presentes na sociedade, em todos os lugares, já que fazem parte da Natureza. Por isso, encontramos referência a eles desde há dois mil anos. Basta citarmos o apóstolo Pedro, que é considerado como o primeiro papa da Igreja. Na Bíblia, encontramos várias ocorrências mediúnicas e de interferência dos Espíritos, ocorridos com Pedro. Por exemplo:

a) em Mt: 17, 1-6, está descrita a transfiguração de Jesus na qual, estando Ele num monte, acompanhado por Pedro, Tiago e João, apareceram, em Espírito, Moisés e Elias, que já estavam mortos havia séculos, e conversaram com Jesus;

b) em At: 2, 1-14, ocorreu o fenómeno chamado Pentecostes, no qual os doze apóstolos ouviram um som vindo do céu, como um vento, e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, que então começaram a falar em diversos idiomas;

c) At: 3, 2-8, é descrita a mediunidade curativa de Pedro, quando ele curou um coxo de nascimento que todo dia ia à porta do templo para pedir esmolas. Ele tomou o coxo pela mão e ordenou-lhe que se levantasse e andasse, e assim ocorreu;

d) At: 11,5-10, Pedro teve um arrrebatamento espiritual e teve vidência e audiência. Viu, a céu aberto, um vaso que descia, como grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, e ouviu uma voz: "Levanta-te Pedro, mata e come". Pedro disse ao Senhor que nunca tinha comido coisa imunda. A Voz disse-lhe que não devia chamar de imundo o que Deus purificou; isso se repetiu por três vezes;

e) At:11, 11-1, Pedro viu três homens de Cesareia que o buscavam, e estavam em frente à casa onde estava; um Espírito lhe disse que fosse com eles, nada duvidando;

f) At:12, 5-11, Pedro estava dormindo na prisão, vigiado por dois guardas. Quando Herodes ia chamá-lo, houve uma luz na prisão, e apareceu um Espírito (chamado anjo) despertando-o, rompendo as correntes e dizendo-lhe para fugir; e conduziu-o, fazendo-o passar pelos guardas, chegando à porta da cidade, pela qual saíram. E Pedro percebeu que Deus havia enviado um Espírito para ajudá-lo.

Para encerrar esse importante registro histórico sobre a mediunidade e seu reconhecimento entre os papas, temos necessariamente que citar o recém-falecido papa João Paulo II, reconhecido como um grande missionário do bem. A revista Veja, de 6 de Abril de 2005, na página 93, transcreveu uma frase pronunciada por ele numa pregação na Basilica de São Pedro, em Novembro de 1983, e que dispensa comentários: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

Portanto, fica registrado, segundo as próprias fontes católicas e as não espíritas, que a mediunidade e a comunicabilidade espiritual têm se maanifestado e sido reconhecidas pela Igreja, mesmo entre os seus maiores representantes, desde a Antiguidade. E ainda hoje ocorre, demonstrando que a vida não se restringe à realidade material nem é interrompida com a morte.

Washington L.N.Fernandes - Revista Espiritismo e Ciência

A revista Espiritismo e Ciência é uma publicação da Mythos Editora:
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fonte:

http://amigoespirita.ning.com/

PADECIMENTOS - Espírito JOÃO DE DEUS



Médium Vicente Benedito Battagello, Araçatuba-sp.
Mensagem Psicografada, recebida no dia 21.01.11.



PADECIMENTOS



Por que sofremos, padecemos, na jornada escolhida? Será que não temos descurado de nossos compromissos e de nossas obrigações centrais de nossas vidas?

Cada um tem reservada uma cota para buscar o seu reacerto, na caminhada terrena. Cabe, dentro do possível, a cada qual, saber fazer as escolhas e buscar os meios de que necessita para, aos poucos, conseguir superar as dificuldades e os momentos que vão seguindo.

Reside aí, nas escolhas e nos momentos trabalhados, toda a gama de problemas para se atingir os objetivos.

Se fazemos escolhas que não são apropriadas, que não nos deixam, a cada instante, dentro daquilo que tínhamos que seguir, então, em local ou caminho não propício, acabamos seguindo por muitos rumos e desvios que não levarão a lugares muito apropriados. Perderemos tempo ou gastaremos tempo exacerbado para, depois, chegar ao bom termo.

A livre escolha é uma chave perfeita que nos é oferecida pelo PAI, a fim de que conservemos a individualidade e possamos, a todo o momento, nos encontrar conosco mesmo, e, principalmente, angariar os melhores propósitos para as nossas vidas.

Quando as escolhas não são adequadas, apropriadas, nós mesmos percebemos e sentimos que algo não vem caminhando certo, parece, no íntimo, que as coisas não estão no lugar e no tempo certo. Brota intimamente a dúvida, a incerteza, e com isso geramos, em nós mesmos, energias que não são aquelas necessárias, sem contar que perdemos muitos fluídos e acabamos nos sentindo incapacitados frente a situação que nós mesmos criamos.

Leva algum tempo para que venhamos a perceber este estado que nos encontramos. Quando detectamos, prendemos os olhos em nós mesmos, e com esforço, conseguimos corrigir os caminhos e não perdemos mais tempo e energias, na caminhada.

Ocorre que nem sempre isto se faz possível, pelos entraves que criamos, quer pelo pensamento em desalinho, quer pelo estado de influenciação que, ao redor de nós, acabamos conquistando. Estamos nesses momentos, com a consciência turvada, obsediados como dizemos. Tudo parece se afastar, até sentimos que estamos longe de nós mesmos. Fica um processo de imantação e de prostração que, rodando em circulo, ficamos tempos e tempos sem resultado positivo algum.

Tudo tem um propósito na Criação, nada escapa do Criador, ainda que por nós mesmos conduzidos que estamos naquele estado de coisas. A situação que criamos é séria e dependerá de muita pertinácia e esforço para que o começo possa ser buscado e que se encontre um caminho no amanhã.

Embora as coisas estejam difíceis, da mesma forma que criamos ou atraímos, possuímos plenas condições para o reavivamento de nossas energias e busquemos novas alternativas com o propósito de deixar o estado de subjugação ou fascinação em que nos encontramos.

É nessas horas que JESUS precisa estar no leme de nossas vidas, para que nos ampare e permita que, com Ele, consigamos refazer o caminho e superar as energias e os compromissos assumidos.

Permitirá o Mestre que novos parâmetros cheguem em boa hora e com novos pensamentos consigamos auferir a cota de que precisamos para a superação. Estrada tantas vezes longa, difícil, mas que vem sempre acompanhada da certeza da benção que estamos alcançando.

Só mesmo com muito esforço mental e disposição no bem, com trabalho ativo é que os reacertos se estabelecem.

Fazer o melhor, após a retomada, ainda que seja uma subida íngreme, é a nossa obrigação . Tudo depende de nosso esforço próprio e das companhias espirituais que estaremos buscando. Quanto mais firmes nos propósitos do bem, conseguiremos as mudanças de que necessitamos. Na sequência, vamos encontrando forças para a superação.

O esforço para um bom resultado é obra de cada um e não devemos desanimar. A medida que vitórias vão sendo alcançadas, novos parâmetros vão surgindo e conseguiremos bons resultados.

A oração com trabalho no bem são os melhores remédios, além da fé e confiança irrestrita no Pai e nos seus emissários.

Busquemos novos parâmetros e com boas energias tudo virá ao nosso encontro.

Cabe a cada qual reafirmar seus compromissos e seus reajustes. Só assim será permitido que as conquistas e as mudanças sejam definitivas.

Façamos a tarefa que nos cabe, limpando o lixo mental e espiritual que angariamos e tenhamos excelentes resultados.

O melhor nos espera e será proporcional aos nossos esforços.

Conseguiremos sempre a benção do reacerto.
JOÃO DE DEUS.

fonte:

http://amigoespirita.ning.com/

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

O poder dos médiuns
Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom

por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino

O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.

Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como “médico dos pobres”, se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.


PSICOGRAFIA
Instrumento por meio dos livros

A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. “Os vários tipos surgiram desde a infância”, conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. “O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa.”

Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. “É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo”, diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.

São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente


VIDÊNCIA
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano
Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele.“Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural.” A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. “Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução.”


A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. “Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola”, diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos e já mortos , como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.

Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. “Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber”, conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. “Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.” Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos a obra que deu base ao entendimento da doutrina e no Livro dos Médiuns que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. “O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras”, afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.

PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília,começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade. “Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio”, diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. “Isso é espontâneo, não da minha vontade.”

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente e registrado desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?

Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em “carne e osso”. A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. “Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço.” O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. “É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal”, afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.


CURA
Cirurgias sem dor nem sangue
O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. “É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos.”

Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. “Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal”, afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. “Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.” Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.

A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados
Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. “Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos”, conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.

O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. “Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?” Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca ou consegue a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

Revista Isto É – Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PRECE


Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei. ( MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)


A PRECE É :

..um apoio para a alma; contudo não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. (ESE, cap. 5, ítem 8)

... ato de caridade, é um arroubo do coração. (ESE, cap. 26, ítem 4)

... uma invocação mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou uma glorificação. (ESE, cap. 27, ítem 9)

... o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. (ESE, cap. 27, ítem 23)

Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor. (Gênese, cap. 14, ítem 46)

A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele, é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer. (LE, cap. 3, questão 659)

Oração não é palavra, é sentimento. Um olhar da alma, fixo no céu, vale mais que mil rosários rezados rotineiramente. (Amélia D.Sóler, Fragmentos das Memórias do Padre Germano, cap. 6)

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Schubert - Ave Maria (Opera)

Rezar é repetir palavras segundo fórmulas determinadas. É produzir eco que a brisa dissipa, como sucede à voz do sino que no espaço se espraia e morre. Orar é sentir. O sentimento é intraduzível. Não há palavra que o defina com absoluta precisão. O mais rico vocabulário do mundo é pobre para traduzir a grandeza de um sentimento. Não há fórmula que o contenha, não há molde que o guarde, não há modelo que o plasme. O sentimento é, por natureza, incoercível. Como o relâmpago prenunciando temporal, o sentimento fere o campo de nossa consciência; e, num dado instante, penetra o âmago do infinito. Quem o retém? Quem ousa interpretá-lo? Quem o pesa e quem o mede? Só Deus o conhece, só Deus o julga com justiça, porque só Deus sabe o que são essas vibrações de nossa alma, quando para Ele apelamos na linguagem misteriosa do sentimento.Nosso espírito sintetiza numa só vibração aquilo que o vocabulário terreno não diria após haver esgotado o derradeiro elemento de todos os seus recursos.Orar é irradiar para Deus, firmando desse modo nossa comunhão com Ele.

A oração é o poder dos fiéis. Os crentes oram. Os impostores e os supersticiosos rezam. Os crentes oram a Deus. Os hipócritas, quando rezam, dirigem-se à sociedade em cujo meio vivem. Difícil é compreender-se o crente em seus colóquios com a Divindade. Os fariseus rezavam em público para serem vistos, admirados, louvados.Jesus amava a oração e detestava a reza. Dizia aos seus discípulos: Vigiai e orai constantemente para não cairdes em tentação. Quando, porém, orardes, não façais como os hipócritas, que rezam em pé, nas sinagogas e nas ruas, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que os tais já receberam a recompensa. Entrai em vossos aposentos, fechai a porta, e orai em secreto ao vosso Pai que está nos céus. Não deveis, tão pouco, usar repetições ociosas, como fazem os gentios, que entendem que pelo muito falar serão ouvidos. Vosso Pai sabe o que vos é mister, antes mesmo que lho peçais.Aprendamos, pois com Jesus a amar a oração e repudiar a reza.
Vinícius, Nas Pegadas do Mestre

http://www.ceallankardec.org.br/preces.htm

EXPIAÇÃO-Gabriel Delanne



EXPIAÇÃO-Gabriel Delanne

Na subjugação, antigamente chamada possessão, o domínio do Espírito é completo. O subjugado é um instrumento absolutamente dócil às sugestões do Espírito, que chega mesmo a não lutar contra esse poder oculto, quer física, quer moralmente falando. Torna-se-lhe, assim, inteiramente passivo. A vontade do obsessor avassalou, substituiu totalmente a sua vontade. Com mais um pouco, acabará perdendo a noção de si mesmo, passando a crer-se um personagem célebre, um reformador do mundo, etc.

Numa palavra: tornar-se-á louco, pois não é impunemente que a influência perturbadora se exerce por longo tempo e, uma vez sobrevindo as lesões do cérebro, a moléstia torna-se incurável. Pode o enfermo apresentar diversos tipos de subjugação. Assim que, às vezes, a subjugação é apenas moral e, neste caso, o indivíduo tomará as resoluções mais extravagantes, até contrárias aos seus interesses, ou ilegais, firmemente convicto de estar procedendo com absoluto bom senso. De caráter material, a subjugação pode apresentar modalidades bem diferentes.

*Allan Kardec conheceu um homem, nem jovem nem bonito, que, impelido pelo Espírito obsessor, ajoelhava-se aos pés de todas as moças. Outro, sentia nas costas e nos tornozelos uma pressão tão forte que o levava a genuflectir-se e beijar o chão, em plena rua, diante de todo o mundo. Este homem era tido por louco, mas ainda não o era, por isso que percebia o seu estado e com isso muito sofria. O hipnotismo veio dar-nos a chave destes fenômenos. O indivíduo obedece, mais ou menos passivo, a quem o imergiu nesse estado; não pode oferecer resistência eficaz à sugestão, sejam quais forem as consequências que lhe possam daí advir.

Suponhamos que essa situação se prolongue por semanas, meses, anos, e teremos as desordens físicas, difíceis de curar, mesmo depois de afastado o Espírito obsessor. Ver o que se registra sobre os convulsionários de Salnt--Médard, os tremedores de Cévennes, os iluminados, os predicadores da Suécia, etc., constantes de "L'Histoire dês Sciences occultes", de Salvest, e de "L'Histoire contemporaíne du Merveilleux", de L. Figuier.

Até agora, ignorava-se que uma causa espiritual extra-orgânica pudesse originar a loucura e, consecutivamente, desordens encefálicas; de sorte que, cuidando apenas do corpo, negligenciava-se quanto ao Espírito. O Espiritismo veio demonstrar a necessidade de um tratamento moral do enfermo, coincidente com a intervenção junto do obsessor, e mais, que, em muitos casos, se a lesão não for irremediável, torna-se possível restituir ao alienado o seu vigor orgânico e, com ele, a razão. Os médicos têm o dever de estudar nossa doutrina, uma vez que sua profissão obriga-os a investigar todos os meios de sarar os enfermos.

Mais tarde, quando a fenomenologia espírita estiver mais conhecida, muitas formas de loucura, até agora reputadas incuráveis, poderão ceder a uma terapêutica já não sistematicamente materialista. O voluntário abandono a que relegam a causa psíquica da enfermidade é o que faz que a Ciência se torne impotente, tantas vezes. Não diremos que se não tenha procurado tratar a loucura do ponto de vista intelectual, o que seria passar atestado de ignorância. O que pretendemos dizer é que se tem tomado uma falsa direção, deixando de cogitar da parte condizente ao obsessor, isto é, do hipnotizador desencarnado.

A este é que importa rechaçar, antes de tudo o mais, com os recursos preconizados pelo Espiritismo. Isto feito, vencida estará a maior dificuldade e não restará mais que reparar o corpo, tarefa que incumbe naturalmente à medicina, desde que, como acima dissemos, as degradações orgânicas não sejam de maior vulto. Voltando a tratar da loucura em suas relações com a hereditariedade, é incontestável que, em muitos casos, ela é devida a uma lesão do sistema nervoso e manifesta-se em certas fases da vida, provindo dos pais, por vias hereditárias. Neste caso, não há que presumir se trate de Espíritos obsessores. Trata-se do próprio organismo viciado, deteriorado, e que destruído por influência alcoólica, de sorte que, na criança, o cérebro não ocupa toda a caixa óssea. Outras vezes, as convulsões dos ascendentes transmudam-se em histeria, ou epilepsia nos descendentes.

Cita-se um caso de hiperestesia paterna (desenvolvimento doentio da sensibilidade), que se estendeu aos netos e produziu a mania, a hipocondria, a histeria, as convulsões, os espasmos. .. Casos são estes abundantes, que a teoria da reencarnação expiatória explica satisfatoriamente. Vamos dar alguns exemplos: O perispírito não é criador, é simplesmente organizador da máquina; mas, se a hereditariedade apenas lhe faculta materiais viciados ou incompletos, ele é incapaz de os regenerar e sempre restam partes do cérebro forradas à sua influência.

Ora, tão complexa é a vida mental, o jogo de faculdades tais como memória, ideação, imaginação, julgamento, etc.; e tão íntima é a sua ligação, que a deficiência de uma só faculdade entrava a manifestação das outras. E, daí, as desordens a que aludimos. Guitras também nos conta o seguinte: — Um homem acometido de loucura tem filhos normais, que exercem cargos públicos com muito critério. Isto, bem entendido, de começo, porque, aos 20 anos, ficam loucos. Sobre 22 casos de loucura hereditária, Aubanel e Thoré notaram episódios deste gênero.

Famílias há cujos membros, salvo raras exceções, são atingidos da mesma espécie de loucura. De uma feita, internaram-se, no mesmo dia, três parentes, num hospício de Filadélfia. No de Connecticut, havia um louco que era o undécimo da família. Lucas refere-se a uma senhora que era o oitavo, e o mais curioso é que o mal manifestava-se na mesma idade, através de sucessivas gerações. Um negociante suíço viu morrerem-lhe dois filhos loucos, ao completarem os 19 anos. Uma senhora enlouqueceu de parto aos 25 anos, e teve uma filha que enlouqueceu na mesma idade, depois de repetidos partos. Em dada família, pai, filho e neto suicidaram-se aos 50 anos (Esquirol).

Nada obstante todos estes fatos que acabamos de citar, a hereditariedade intelectual não se faz regra, pois se nota que são as enfermidades e não as faculdades propriamente ditas que se transmitem por via seminal. As qualidades inatas são muito mais frequentes, em que pesem às numerosas exceções. Foi o que sustentou o Dr. P. Lucas, cuja opinião compartilhamos, visto sabermos que o Espírito, ao encarnar, traz a sua individualidade, quase sempre diferente da dos pais. Não vemos, às vezes, homens de gênio nascidos de troncos medíocres?

E, por outro lado, celerados oriundos de famílias honestas? A lei da reencarnação explica perfeitamente estas anomalias aparentes, visto que neste estudo, como em todos os que afetam o físico e o moral, importa não nos colocarmos num ponto de vista exclusivista, sob pena de ficarmos sempre adstritos a um só lado da questão. O sábio que só encara a matéria engana-se tão redondamente quanto o espiritualista que só enxerga o Espírito.

Ao Espiritismo cabe esclarecer a Ciência, dilatando-lhe os domínios até ao mundo invisível. Diremos, portanto, que o Espírito, encarnando, traz consigo, incontestavelmente, as aquisições de vidas anteriores, mas é preciso termos em conta as disposições orgânicas, que podem ser favoráveis ou prejudiciais ao desenvolvimento das faculdades inatas.

Eis o que, a respeito, diz o Dr. Moreau (de Tours), que não admite a hereditariedade senão do ponto de vista fisiológico, quando afirma ser a transmissão hereditária das falhas orgânicas que produz as moléstias mentais nos descendentes. Outra coisa não dizemos nós, embora divergindo, em absoluto, do Dr. Moreau, quanto à natureza do princípio inteligente. (..)

fonte:
http://www.comunidadeespirita.com.br/temas/expiacao.htm

Tipos Específicos de Obsessão, Técnicas Utilizadas e Possessão -sexual


por Gustavo Martins


Obsessão Sexual


A obsessão pelo sexo não é muito diferente das outras formas que estudamos, contudo, devido ao imenso sofrimento que o sexo desvirtuado impõe aos espíritos encarnados e desencarnados, decidimos criar um tópico para aprofundar esse tema.

A obsessão sexual geralmente se inicia através do desvio de comportamento sexual da vítima, que com isso abre brechas para que os obsessores se aproximem e comecem a "preparar o terreno" para vampirização e exploração.

Vamos definir superficialmente "desvio de comportamento sexual": Não engloba somente aquele que pratica atos desequilibrados, PENSAMENTOS extremamente sensuais são alimento para atrair a atenção dos obsessores, que tudo farão para estimular os seus desejos não tão secretos (lembre que os espíritos tem acesso aos nossos pensamentos).

Um ponto importante na obsessão sexual é que nem sempre existem vínculos criados em vidas anteriores, às vezes o obsessor conhece a sua vítima em algum local por ele freqüentado, havendo sintonia entre os dois começa o assédio do obsessor, que encontra livre acesso nas mentes desguarnecidas de pensamentos elevados.

Por isso é muito importante tomar cuidado com o lugar que se freqüenta e caso não seja possível evitar a visita é bastante prudente entrar em prece. Todos os lugares onde a energia sensual é dominante existem obsessores sexuais SEDENTOS por absorverem as sensações dos encarnados.

Podemos citar os motéis, boates onde se pratica o streaptease ou relações sexuais ao vivo, prostíbulos e também boates (o tipo de obsessor que vamos encontrar nas boates depende do tipo de vibração emitida por seus freqüentadores).

André Luiz no livro Sexo e Destino tem um ótimo exemplo do vampirismo sexual:

"Saiba você que na quinta noite de minha permanência aqui, notando Beatriz em aguda crise de sofrimento, diligenciei buscar meu genro para assisti-la em pessoa... E sabe onde o encontrei?

Nada de escritório, segundo a falsa informação que deixara em casa. Indignado, fui surpreendê-lo numa furna penumbrosa, em plena madrugada, junto da menina que você acaba de conhecer. Os dois unidos, qual marido e mulher. Champanha correndo e música lasciva. Entidades perturbadoras e perturbadas, jungidas ao corpo dos bailarinos, enquanto outras iam e vinham, a se inclinarem sobre taças, cujo conteúdo lábios entediados não haviam conseguido sorver totalmente.

Em recanto multicolorido, onde algumas jovens exibiam formas semi-nuas em coleios esquisitos, vampiros articulavam trejeitos, completando, em sentido menos digno, os quadros que o mau-gosto humano pretendia apresentar, em nome da arte.Tudo rasteiro, impróprio, inconveniente..."

A leitura constante de revistas pornográficas e vídeos pornôs também estimula os pensamentos desvirtuados do sexo, atraindo os obsessores que se afinizam com essas vibrações. Vemos que o principal alimento da obsessão sexual é o padrão vibratório e o tipo de pensamento e ações realizadas pelo encarnado.

O obsessor funciona com estopim, estimulando cada vez mais a degradação moral do encarnado e fazendo o possível para que ele nunca esteja satisfeito.

Carlos Torres Pastorino fala um pouco mais sobre a obsessão sexual no livro Técnicas da Mediunidade:

"Atingido através do chakra fundamental, que corresponde ao períneo do corpo astral, isto é, que fica localizado entre o ânus e os órgãos genitais.

Ligam-se aí os obsessores de vibração sexual e aqueles que além de absorverem a vitalidade
pelo chakra esplênico, sugando o prâna do baço, conseguem dobrar essa ligação com o fundamental, para extraírem energia vital das gônadas.

As vítimas desses obsessores tornam-se altamente sexuais e sensuais, insaciáveis nesse
campo, e sem qualquer freio que as retenha diante da satisfação entrevista para seus desejos
exacerbados ...

De modo geral as formas astrais desses espíritos é animalesca: larvas, lagartas,
aranhas, serpentes e até, quando em reuniões grupais, polvos. O movimento constante
dessas formas causa comichão nas partes sexuais, no ânus ou na vagina, onde penetram
para satisfazer-se. E essa movimentação leva a vítima a paroxismos de excitação nervosa,
que vai causar-lhe, com o tempo, profundo, mórbido e por vezes irreparável esgotamento
físico e nervoso, por uma irritabilidade constante e crônica ...

E é oportuno observar que muitos casos de homossexualismo (em ambos os sexos) se
deve a esse tipo de obsessão que, pela atuação continuada, desvia a sensibilidade dos canais
normais para outros setores, forçando a vítima a buscar satisfação por meios contrários à natureza.."

Muitas vítimas da obsessão sexual são atraídas durante o sono físico para colônias no plano astral inferior, onde os verdugos estimulam a alienação do obsediado, ampliando cada vez mais o seu controle sobre a vítima.

No livro Sexo e Obsessão, de Divaldo Franco, pelo espírito Manoel Miranda encontramos a seguinte referência a essa prática:

"- Os seus adversários espirituais encharcam-no de idéias pervertidas e desejos lúbricos insaciáveis, devairando-o. Fixando-se-lhe nos painéis mentais, telecomandam-no a distância, e quando se desprende pelo sono físico é atraído ou arrebatado para os sítios de vergonha e depravação, nos quais mais se acentuam os desbordamentos da paixão insana... "

Na colônia do astral inferior ele relata os seguintes acontecimentos:

"Num dos quadros dantescos, pudemos defrontar diversos Espíritos reecarnados, que seguiam jugulados aos seus algozes, prsos a coleiras com se fossem felinos esfaimados, babando ante o espetáculo que lhes aguçava os instintos grosseiros. ...

Figuras estranhas, com aspecto semelhante aos antigos seres mitológicos do panteão greco-romano, confundiam-se com muitos outros indivíduos extravagantes em complexas simbioses de vampirismo, carregando-se uns aos outros, acompanhando freneticamente um desfile de carros alegóricos...".

fonte:
http://www.grupopas.com.br/index.do

Tipos Específicos de Obsessão, Técnicas Utilizadas e Possessão


por Gustavo Martins


Obsessão de Crianças

É sabido que toda criança reencarnada possui um anjo tutelar, que fica muito próximo até que seu corpo astral se adapte à nova encarnação. Isso acontece até os 7 anos de idade.

Isso não quer dizer que nada de ruim acontece até os 7 anos, simplesmente existe um espírito amigo muito próximo, que inspira pais e parentes para auxiliar no desenvolvimento sadio da criança.

A justiça divina porém é implacável e, nos casos de maior comprometimento, a criança pode passar por sofrimentos físicos e/ou espirituais em sua infância. O protetor espiritual da criança só pode isentá-la até o limite que seu merecimento possui (falaremos mais sobre esse merecimento logo abaixo).

A criança pode receber emissões negativas de energia de duas formas:

1. Os pais podem viver em um ambiente que não segue as leis de amor e bondade, ou, em grande desavença conjugal, emitindo assim energias negativas. Pode-se também ter um terceiro elemento, externo, que deseja mal ou inveja a família e emite energias nocivas para seu ambiente doméstico. Os pais podem estar harmonizados e em paz, por isso repelem as emissões, contudo, a criança, que se encontra mais frágil no contato espiritual pode se ressentir. Por isso é importante realizar o Evangelho no Lar, para que TODO O LAR esteja protegido e não somente as pessoas.

2. A criança tem ligações karmicas, ou seja, existe um compromisso desse espírito reencarnante com outros espíritos que ainda não conseguiram se libertar do mundo físico.
Pode ocorrer dos espíritos "encontrarem" o seu antigo adversário, e se inicia a obsessão, logo na infância.

Alguns espíritos por merecimento são protegidos durante a infância, não permitindo o anjo tutelar que seus obsessores o pertubem. Como entender isso, o que é o merecimento espiritual de uma criança? Ela possui ligações karmicas?

Interessante esse assunto e fui entender um pouco mais em um livro de André Luiz. Funciona da seguinte maneira, conforme a atuação do espírito após a sua última encarnação, enquanto ele se encontrava na erraticidade (plano astral), mais benefícios e "pequenas" facilidades ele encontra para sua nova prova, uma dessas facilidades é encontrar com seus verdugos em idade mais madura, com a formação moral, intelectual e emocional mais desenvolvida. Os méritos adquiridos pelo trabalho em favor do próximo enquanto estava desencarnado permitem ao espírito maior preparo para enfrentar as provas e resgatar os débitos.

Existem casos de tamanho ódio entre espíritos obsessores e reencarnates, que a espiritualidade "esconde" os espíritos, sob um corpo atrofiado mental e físico para que os adversários não o encontrem.

Retiramos um trecho interessante do livro Sexo e Obsessão, de Divaldo Franco pelo espírito Manoel Miranda.

"Continuamos naquele recinto e, como era a primeira vez que tinha oportunidade de encontrar-me em um Escola para crianças, pude observar que todas eram acompanhadas por Espíritos, algumas felizes, e não poucas por Entidades cruéis que, desde cedo, intentavam perturbá-las, vinculando-se-lhes psiquicamente. Diversas podiam situar-se no diagnóstico de obsidiadas, tão estreito era já o conúbio mental entre os desencarnados e elas...

Sabemos que a criança é sempre um Espírito velho, que conduz muitas experiências evolutivas, embora a forma em que se apresenta. Não obstante, nesse período de infância sempre recebe maior apoio, a fim de que não haja prejuízos e impedimentos ao processo reencarcionista que está empreendendo. Como se explicam, então, esses processos obsessivos que ora defrontamos?

... muitos processos de obsessão têm o seu início fora do corpo físico, quando os calcetas e rebeldes, os criminosos e viciados reencontram suas vítimas no Além-Túmulo, que se lhes imantam, nos tentames infelizes e de resultados graves me diversas formas de obsessões. A obsessão na infância muitas vezes é continuidade da ocorrência procedente da Erraticidade. Sem impedir o processo da reencarnação, essa influência perniciosa acompanha o período infantil de desenvolvimento, gerando graves dificuldades no relacionamento entre filhos e pais, alunos e professores, e na vida social saudável entre coleguinhas. Irritação, agressividade, indiferença emocional, perversidade, obtusão de raciocínio, enfermidades físicas e distúrbios psicológicos fazem parte das síndromes perturbadoras da infância, que têm suas nascentes na interferência de Espíritos perversos uns, traiçoeiros outros, vingativos todos eles...

Os fármacos ou neurolépticos conseguem, muitas vezes, auxiliar os neurônios na execução das sinapses, bloqueando as interferências espirituais, porém por pouco tempo.
E não terá ela – voltei interrogar – a proteção do seu anjo da guarda, que contribua para impossibiltar a obsessão ?

É certo que sim – respondeu, gentil. – Sucede, porém, que os débitos contraídos são muito graves, e a misericórdia divina já vem amparando-a, sendo a reencarnação o melhor instrumento para a sua reparação.... Ninguém caminha a sós e, por isso mesmo, na conjuntura aflitiva em que a menina se debate, o seu Espírito protetor muitas vezes impede que seja arrastada pelo seu algoz para as regiões mais infelizes em que se situa, nos períodos do parcial desdobramento pelo sono físico, dificultando-lhe o domínio quase total que teria sobre as suas faculdades mentais e os seus sentimentos de afetividade e de comportamento.”

fonte:
http://www.grupopas.com.br/index.do

Marcha pela vida, nos EUA, reúne opositores à legalização do aborto.

Há 38 anos, Suprema Corte americana garantiu o direito na constituição.
Evento de protestos acontece todos os anos, no aniversário da decisão.

Marcha pela vida,nos EUA,reúne opositores à legalização do aborto,abort

Homem carrega crucifixo durante marcha anual pela vida, em frente ao Capitólio, centro legislativo do governo dos EUA em Washington. (Foto: Reuters)

Anjos Guardiães



Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer
circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milénios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

*
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as directrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

***

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

A ORIGEM ESPIRITUAL DAS DOENÇAS - REDE AMIGO ESPÍRITA

A ORIGEM ESPIRITUAL DAS DOENÇAS - REDE AMIGO ESPÍRITA


Edvaldo Kulcheski *
A doença não é uma causa, mas sim uma consequência que é proveniente das energias negativas que circulam nos nossos dois organismos – no corpo espiritual [perispírito] e no corpo físico.

O controlo de todas as energias que recebemos e emitimos é feito através dos pensamentos e dos sentimentos. E se temos connosco energias que nos provocam doenças, é porque somos indisciplinados a nível mental e emocional. No livro Nos Domínios da Mediunidade, o espírito André Luíz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que intoxicam os seus tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que o degradam e que se reflectem nas células materiais”.

Estamos permanentemente a receber energia vital que nos chega do Cosmos através da alimentação e da respiração assim como pelas irradiações emitidas pelas outras pessoas, para as quais também nós enviamos a energia que geramos. Assim, somos responsáveis pela emissão de energias positivas ou negativas que vamos fazer chegar aos outros, conforme aquilo que pensarmos e sentirmos pelas pessoas em causa. Daí ser essencial vigiar-se tanto os pensamentos como os sentimentos.

Géneros de doenças :

Há três géneros de doenças: físicas, espirituais e por atracção ou simbiose. As doenças físicas são distúrbios provocados, entre outros, por algum acidente, por um excesso de esforço ou por um exagero alimentar, o que faz com que um ou mais órgãos não funcionem como deve ser, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são provenientes das nossas vibrações e ficam a dever-se à acumulação no nosso perispírito de energias nocivas que vão gerar uma auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético favorável à instalação de doenças que afectam todos os órgãos vitais, como o coração, o fígado, os pulmões, o estômago, etc., trazendo com elas uma fieira de sofrimentos.

As energias nocivas causadas pelas doenças espirituais, podem ter origem nas reencarnações anteriores e enquanto não forem drenadas, mantêm-se no perispírito doente.

Em cada reencarnação– ao nascermos ou já na vida intra-uterina – podemos trazer connosco os efeitos das energias nocivas que estão gravadas no nosso perispírito e estes mesmos efeitos irão agravar-se se acumularmos mais energia negativa na actual reencarnação. Enquanto estas energias continuarem a estar no perispírito, a cura total não se dará.

Quanto às doenças por atracção ou simbiose, são aquelas que chegam até nós devido à sintonização que fazemos com fluidos negativos.

O que é que uma pessoa colérica, que está sempre a vibrar maldades e pestilências, pode atrair, senão a mesma coisa? Esta atracção gera uma simbiose energética, a qual, pela via fluídica, provoca no encarnado a sensação de que está a sofrer de uma doença que, na verdade, a quem está a afectar é ao organismo do espírito que está ligado energeticamente a esse encarnado, dando-lhe a sensação de que é ele que está doente, pois sente todos os sintomas que o espírito sente. É o que se passa quando uma pessoa vai ao médico e este nada lhe encontra…

André Luíz afirma que “se a mente encarnada ainda não conseguiu disciplinar e dominar as suas emoções e, pelo contrário, alimenta paixões (ódio, inveja e/ou ideias de vingança), ficará sintonizada com os irmãos do plano espiritual inferior que vão emitir fluidos malsãos para impregnar o perispírito do encarnado e intoxicá-lo com estas emissões mentais, podendo levá-lo à doença.”

O aparecimento das doenças:

Cada um dos nossos pensamentos, emoções, sensações ou sentimentos negativo, faz com que o perispírito fique imediatamente com uma forma mais densa e que a sua cor fique mais escura, devido à absorção dessas energias nocivas. Durante os momentos de indisciplina, o ser humano mobiliza e atrai fluidos primários, e portanto, grosseiros, que se convertem num resíduo denso e tóxico.

Por causa da sua densidade, estas energias nocivas não conseguem descer logo para o corpo físico e vão-se acumulando no perispírito. Com o passar do tempo, as cargas energéticas nocivas que não forem dissolvidas ou que não descerem ao corpo físico, acabam por prejudicar o funcionamento do perispírito, pois formam manchas e placas que se agarram à superfície deste e que se vão agravar, se a carga nociva que está acumulada for aumentada com desatinos na existência actual.

Nos seus tratados didácticos, a Medicina explica que desde o nascimento físico existem no organismo humano micróbios, bacilos, vírus e bactérias, que são capazes de produzirem várias doenças humanas. Graças à quantidade ínfima de cada tipo de vida microscópica existente, não causam incómodos, doenças ou afecções mórbidas, pois são impedidos de terem uma proliferação além da “quota mínima” que o corpo humano pode suportar sem que adoeça. No entanto, quando estes germens, motivados pela presença de energias nocivas no corpo físico, ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da Natureza, começam a proliferar e a destruir os tecidos do seu próprio “hospedeiro”.

Saindo em ondas sucessivas das estruturas energéticas do perispírito em direcção ao corpo físico, estas irradiações nocivas criam áreas específicas, onde se instalam e desenvolvem as vidas microscópicas encarregues de produzirem os fenómenos que serão compatíveis com o quadro das necessidades morais do indivíduo. Estas vidas microscópicas alimentam-se das energias nocivas que chegam ao corpo físico, conseguindo multiplicar-se muito rapidamente e, por consequência, causando as doenças. A recuperação do espírito doente só se consegue, mediante a eliminação da carga tóxica de que está impregnado o seu perispírito.

Embora o “pecador” já arrependido esteja disposto a uma reacção construtiva no sentido de se purificar, não pode subtrair-se ao império da Lei de Causa e Efeito, que diz que a cada atitude corresponde um efeito de idêntica expressão, que impõe uma rectificação de aperfeiçoamento na mesma proporção. Ou seja, a pessoa terá que se esforçar para repor as energias positivas, tal como se esforçou para gerar as energias negativas que se acumularam no seu perispírito.

Eliminação das energias tóxicas

Assim e como consequência deste determinismo, o corpo físico que vestimos nesta encarnação ou outro qualquer que tenhamos numa reencarnação futura, terá inevitavelmente que ser o dreno ou a válvula de escape para eliminar os fluidos nocivos que nos intoxicam e que nos impedem de caminhar firmemente pela estrada da evolução. Durante a purificação do perispírito, as toxinas psíquicas encaminham-se para os tecidos, órgãos e zonas do corpo físico, provocando as disfunções orgânicas a que damos o nome de doenças.

Quando o espírito não consegue eliminar todo o conteúdo venenoso do seu perispírito durante uma existência física, vai acordar no Além sobrecarregado de energia primária, densa e hostil. Neste caso e devido à Lei dos “Pesos Específicos”, pode ir ter às zonas pantanosas do Umbral, onde vai ser submetido à terapia de purga obrigatória no lodo absorvente. Assim, a pouco e pouco, vai-se livrando das excrescências, nódoas, venenos e “crostas fluídicas”, que nasceram no tecido do seu perispírito por causa dos actos indisciplinados que cometeu na matéria.

Os charcos pantanosos do Umbral inferior, são do mesmo nível vibratório das manchas e das placas e é por isso que servem para drenar as energias nocivas. Apesar de sofrermos muito nestes locais, isto alivia-nos da carga tóxica acumulada na Terra, tal como também acontece ao nosso psiquismo doente que, depois de sofrer através da dor pungente, acorda e se corrige, para viver existências futuras mais educativas e menos animalizadas.

Os espíritos Socorristas só tiram dos charcos “purgatoriais”, os “pecadores” que já estão aptos a suportar uma permanência nos Postos de Socorro e nas Colónias [ou Cidades] de recuperação perispiritual, adjacentes à superfície da Terra. Cada espírito tem o seu limite relativamente ao que pode aguentar no meio desses charcos. Nessa altura, é resgatado, mesmo que ainda não tenha eliminado todas as placas, e irá reencarnar em corpos, onde limpará e drenará essas energias através de doenças que lhe irão aparecer.

A ajuda da Medicina

Como o Espiritismo não prega o conformismo, é de todo em todo lícito procurar-se a medicina terrestre que pode aliviar muito e até curar, onde tal for permitido por Deus. Se a misericórdia divina pôs os remédios ao nosso alcance é porque podemos e devemos utilizá-los para combater as energias nocivas que emigraram do perispírito para o nosso corpo físico, mas não devemos esquecer-nos que os remédios alopáticos [os tradicionais] combatem apenas os efeitos da doença. Umas vezes, as doenças exigem tratamentos prolongados; outras, é preciso ir-se até à mesa de operações, mas seja qual for o processo, tudo faz parte da Lei de “Causa e Efeito”, que nos tenta despertar para a reforma moral através deste meio doloroso. As medidas profiláticas relativas às doenças, têm que começar pela conduta mental, exteriorizando-se depois na actuação moral – conceito muito bem reflectido na antiga máxima romana “mens sana in corpore sano” [mente sã em corpo são].

Os máximos responsáveis pela convocatória de energias primárias e nocivas que adoecem o homem, são os estados de indisciplina, que dão origem às reacções do perispírito contra o corpo físico. Sentimentos tais como o orgulho, a avareza, o ciúme, a vaidade, a inveja, o egoísmo, a calúnia, o ódio, a vingança, a luxúria, a cólera, a www.geb-portugal.org Pág. 4 de 4 maledicência, a intolerância, a hipocrisia, a amargura, a tristeza, o amor-próprio ofendido e o fanatismo religioso, assim como as consequências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos, são geradores de energias nocivas.

Em resumo, a causa das doenças está na leviandade com que o homem encara a sua relação com a vida. Se se fizer uma análise criteriosa ao seu comportamento, constatar-se-á que todos os sofrimentos que o afligem continuarão a existir enquanto ele não destruir as suas causas. Portanto, as soluções superficiais são enganosas. É preciso lutar-se contra todas as aflições, mas que ninguém conte com “milagres”… Por outras palavras, para se conseguir a cura integral de uma doença, é preciso que pensamento e actuação estejam sempre dentro daquilo que são os ensinamentos cristãos.

http://www.geb-portugal.org/Admin/Ficheiros/aorigeme323.pdf

O SÁBIO.

Postsecret Pictures, Images and Photos

It is said that in the past century, an American tourist went to the city of
Cairo in Egypt, aiming to visit a famous sage.
The tourist was surprised to see that the wise man lived in a very small room
simple and full of books.
The only pieces of furniture were a bed, a table and a bench.
- Where is your furniture? Asked the tourist.
- And the wise man, and quickly looked around and asked also:
- And where are your ...?
- My!? He was surprised the tourists.
- But I'm here just passing through!
- I also ... - Concluded the wise.

"Life on Earth is only one way ...
However, some live as if they were to stay here forever,
and forget to be happy. "

"WE ARE NOT HUMAN BEINGS BY A MOVING EXPERIENCE SPIRITUAL ...
WE ARE SPIRITUAL BEINGS BY A MOVING HUMAN EXPERIENCE ... ********************************************************************************************
Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do
Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito
simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente,
e esquecem-se de serem felizes."

"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

José Urbano Canôas

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As Quatro Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia



A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

sábado, 22 de janeiro de 2011

(pedofilia)Objetivo da minha luta

Venho aqui divilgar um blog que acho de suma importancia,este trata assuntos como abuso sexual,pedofilia,e coisas do gênero.achei muito importante divulgar aqui,para que todos tomem como exemplo:

http://www.filhasdosilencio2.blogspot.com/
para entrarem no site,cliquem no título.

Objetivo da minha luta




Gostaria, através desse texto, apresentar os meus objetivos em relação ao trabalho que venho realizando. Sou uma vítima de violência / abuso sexual e estupro, praticado pelo meu próprio pai biológico. Sofri essa tortura e pressão emocional durante 20 anos, sob fortes ameaças à minha integridade e à integridade da minha irmã, quase 12 anos mais nova que eu.
Violência – ato ou efeito de violentar. Constrangimento físico ou moral. Qualquer força material ou moral empregada contra a vontade ou a liberdade de uma pessoa; coação.
Violentar – forçar, estuprar, coagir, constranger, obrigar.
Abusar – trair a confiança de, explorar, enganar, desonrar. Prática contrária às leis e aos bons usos e costumes.
Estuprar – violentação, coação com ameaças. Relação sexual sem consentimento e com emprego de força.
Fonte: Dicionário Larousse / Dicionário Michaelis


Sofri as quatro coisas acima. Sei que muitos perguntam: por que por tanto tempo. Porque a violência sexual não é praticada somente contra o seu corpo físico. A maior violência é a emocional. Eu estava sozinha, não tinha ninguém para compartilhar a minha angústia, a minha dor. Com uma mãe que me tratava ora com agressividade, ora com total rejeição. Eu não tinha a quem procurar. Sem falar o medo, o terror que sentia do meu pai. O meu emocional me influenciou tanto, que passei a ter problemas físicos que persistem até hoje. E o pior: a minha baixa estima quase me levou ao suicídio no ano passado. Somente com muito amor e carinho por parte do meu marido e dos meus filhos é que estou conseguindo sair da depressão. E foi com o total apoio do meu marido que recomecei a escrever; minha filha me ajudou a montar o blog e eu montei uma rede de amigos no orkut e uma comunidade.
O meu blog e a minha comunidade não estão somente focados na violência, mas sim, muito mais nos fatos do dia a dia e na cultura. Devemos diversificar os nossos pensamentos e provar a nós mesmos que somos capazes de outras coisas, além de lamentar o acontecido. Mas muito mais que isso, o meu grande objetivo é ajudar as mulheres a recuperar o amor próprio e a auto estima. É com isso que venho trabalhando, através de vários e-mails que tenho recebido e é esse o meu objetivo final: ajudar.
Escrevi alguns capítulos de um depoimento / resumo do que aconteceu comigo. Dos 06 anos até os 26, convivendo com a brutalidade do meu pai; e após o casamento. É apenas um resumo. Montei um segundo blog com esse depoimento e peço que, com muita coragem e determinação, as outras mulheres acrescentem o seu depoimento para, quem sabe, mais tarde, esses depoimentos se transformarem num livro. Será o nosso grito de protesto, de indignação. Será a nossa vitória. Pois falar, mesmo sendo coagida, ameaçada, é uma grande vitória.
Nós precisamos de toda a ajuda. Não para a nossa exposição. Mesmo porque a maioria de nós usa um pseudônimo. Mas para a divulgação de o que acontece com as mulheres na faixa de 40 anos, que sofreram qualquer tipo de violência na infância / adolescência e precisaram se calar. Para que as meninas que passam por isso hoje, amanhã não precisem vivenciar o desespero que nós passamos.
Agradeço sinceramente a atenção. Com muito respeito,

Beatriz Albuquerque.

Sem. Mediunidade e Transtornos Psiquiátricos 3/4 - Nazareno Feitosa - FEPB



Sem. Mediunidade e Transtornos Psiquiatricos 3/4 Nazareno Feitosa Espiritismo from Nazareno Vasconcelos Feitosa on Vimeo.


fonte:http://www.palestrasespiritas.blogspot.com/

Prece dos aflitos e agonizantes

Prece dos aflitos e agonizantes



Senhor Deus, Pai dos que choram,
Dos tristes, dos oprimidos.
Fortaleza dos vencidos,
Consolo de toda a dor,
Embora a miséria amarga,
Dos prantos de nosso erro,
Deste mundo de desterro,
Clamamos por vosso amor!

Nas aflições do caminho,
Na noite mais tormentosa,
Vossa fonte generosa
É o bem que não secará...
Sois, em tudo, a luz eterna
Da alegria e da bonança
Nossa porta de esperança
Que nunca se fechará.

Quando tudo nos despreza
No mundo da iniqüidade,
Quando vem a tempestade
Sobre as flores da ilusão!
O! Pai, sois a luz divina,
O cântico da certeza,
Vencendo toda aspereza,
Vencendo toda aflição.

No dia de nossa morte,
No abandono ou no tormento,
Trazei-nos o esquecimento
Da sombra, da dor, do mal!...
Que nos últimos instantes,
Sintamos a luz da vida
Renovada e redimida
Na paz ditosa e imortal.


EMMANUEL

Psicografia de Francisco C.Xavier

Livro: Paulo E Estevão

Paginas 162 e 163

domingo, 16 de janeiro de 2011

DESDOBRAMENTO E AÇÃO MAGNÉTICA



As técnicas hipnomagnéticas descritas pelos autores clássicos nas célebres experiências de desdobramento do "duplo" têm o seu embasamento nas propriedades gerais do magnetismo. E mais uma vez, na busca de diretrizes seguras para os nossos objetivos, recorramos às digressões kardequianas inseridas em "A Gênese": "A ação magnética pode produzir-se por diversas maneiras:

1) pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano.

2) pelo fluido dos Espíritos que atuam diretamente e sem intermediário sobre um encarnado.

3) pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador e ao qual este serve de condutor".

Ora, nos detenhamos na primeira eventualidade considerada por Kardec e vejamos o que acontece. Se aplicarmos passes longitudinais sobre um médium à maneira dos magnetizadores antigos, ou projetarmos campos magnéticos concêntricos através de pulsos energéticos sob comando mental, ao modo dos apometristas contemporâneos, obteremos com uma certa facilidade o desacoplamento de seu campo astral. À partir deste ponto, poderemos observar todo um cortejo de fenômenos inusitados, vivenciados e descritos pelo médium, sem que nos deixemos envolver por dúvidas, porquanto, a prática rotineira nos permite dirimi-las.

O dirigente de trabalho mediúnico, investido da condição de magnetizador, procede da mesma forma que o "Irmão Clementino", segundo a descrição de André Luiz, em "Nos Domínios da Mediunidade", no capítulo intitulado "Desdobramento em Serviço", conforme podemos ler:

"Chegara a vez do médium Antônio Castro. Profundamente concentrado, denotava a confiança com que se oferecia aos objetivos de serviço. Aproximou-se dele o Irmão Clementino e, à maneira do magnetizador comum, impôs-lhe as mãos aplicando-lhe passes de longo circuito. Castro como que adormeceu devagarinho."

Na busca de uma melhor compreensão para tão contundente fenômeno, nos valhamos da hipótese magnética sustentada pelo próprio André Luiz, em "Mecanismos da Mediunidade" (FEB), quando ele nos afirma que o fluxo energético emergente do campo vibratório do magnetizador projeta-se sobre a Pineal do sensitivo, desencadeando um estado de passividade dos núcleos cerebrais, estabelecendo-se, a partir daí, um "circuito fechado no campo magnético do paciente, cuja onda mental, projetada para além de sua própria aura, é imediatamente atraída pelas oscilações do magnetizador que, a seu turno, lhe transmite a essência das suas próprias ordens".

Uma vez efetivada a interação magnética pela ação mental do agente sobre o sujeito, este último se deixa envolver progressivamente por um estado de "entorpecimento", conforme o linguajar kardequiano, estado psicofisiológico este, predisponente ao afrouxamento dos laços que retém o espírito ao campo físico, observando-se, então, que as oscilações mentais dos sensitivos, "a reagirem sobre eles mesmos, determinam o desprendimento parcial ou total do perispírito ou psicossoma, que, não obstante mais ou menos liberto das células físicas, se mantém sob o domínio direto do magnetizador, atendendo-lhe as ordenações".

Eis belíssima descrição dos mecanismos psicofisiológicos do desdobramento perispirítico, feita por uma entidade espiritual afeiçoada ao campo prático do Espiritismo, no caso, o respeitável André Luiz.
Diante da postura consciente e firme de um punhado de eloquentes pesquisadores encarnados e espirituais, e por outro lado, frente ao marasmo experimentado por uns poucos, no tocante às pesquisas espiritistas, somos levados às oportunas observações: por que os espíritas, conhecedores da literatura kardecista e da monumental obra subsidiária, não se dispõem à adoção de metodologias que lhes facultem a melhora da performance mediúnica, o desenvolvimento pleno da capacidade anímico-mediúnica dos trabalhadores da Seara, a elaboração de diagnósticos espirituais mais precisos e o emprego de técnicas mais efetivas no tratamento das obsessões?

Às vezes, penso que o imobilismo e o comodismo tomaram conta de alguns tarefeiros satisfeitos com a rotina estabelecida, mas por outro lado, imagino que essa inaceitável apatia reinante no âmbito da Ciência Espírita se deva a pruridos e receios infundados, típicos da postura dogmática dos que ainda mourejam nas lides das religiões tradicionais.

De qualquer forma, busquemos o alcance para entender o que se passa na intimidade do nosso movimento, o qual, graças a Deus, mantém características positivas pela atuação bastante pujante nos seus aspectos assistenciais, caritativos e evangélicos.
Contudo, a Doutrina dos Espíritos pela sua amplitude, se encontra embasada num tríplice aspecto a lhe conferir as características de uma solidez inquebrantável. Ciência, Filosofia e Moral, por isso mesmo, devem evoluir conjuntamente, pois se um dos pilares se atrofiar por falta de uso, o belo "edifício", mais cedo ou mais tarde, poderá ruir.

Não se justifica, dessa forma, a postura hostil que certos espíritas merecedores de todo nosso respeito, às vezes, alimentam quanto às pesquisas desenvolvidas em nosso meio. Acreditamos que alguns adeptos questionam o assunto Apometria por puro desconhecimento de causa, aliás, não se deve criticar, à primeira vista, aquilo que se desconhece. Só a experiência adquirida no assunto nos faculta o direito de emitir opiniões e pareceres mais abalizados.

Observemos, entretanto, outros comportamentos que se destacam em certas personalidades humanas: os amedrontados por natureza. Esses indivíduos alimentam insegurança, receio e se omitem de qualquer esforço no campo do estudo e da pesquisa por temerem as consequências de práticas mediúnicas mais avançadas.

Mas, a bem da verdade, é preciso admitir-se que o progresso é fruto do domínio do homem sobre o desconhecido. Enganam-se, portanto, os que convivem diuturnamente com o medo, esquecendo que é pela experimentação que se descortinam novos horizontes.
Além do mais, quem conhece em profundidade a obra kardequiana e pauta suas atitudes pela honestidade e pelo bom-senso, certamente, jamais intenciona ferir a pureza doutrinária, ridícula argumentação dos que costumeiramente costumam se atravessar no caminho do progresso e ainda não se desligaram do furor inquisitório que marcou uma época negra em nossa humanidade.

Só o conhecimento de causa permite que sepultemos, em definitivo, o receio da pesquisa e, conseqüentemente, o ranço da intolerância. Obviamente, toda a proposta de mudança dos padrões vigentes suscita reações contrárias, talvez pelo temor atávico que o homem carrega dentro de si desde a época das cavernas.

Contudo, se ainda pairam dúvidas quanto à conveniência de incorporar-se as técnicas de desdobramento ao campo prático do mediunismo ético, ou seja, aquele vivenciado à luz do Evangelho na intimidade dos Centros Espíritas, afirmamos que o Codificador adotava uma postura receptiva perante o caráter eminentemente progressivo da Doutrina e isto é fácil de identificar-se.

Com a palavra, o mestre de Lion: -"Por ela não se deixar embalar por sonhos irrealizáveis, não se segue que se imobilize. Apoiada, exclusivamente, em leis naturais, não pode ser mais variável que estas leis, mas se uma nova lei for descoberta, deve modificar-se para harmonizar-se com esta: não deve cerrar a porta a nenhum progresso sob pena de suicidar-se. Assimilando todas as idéias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, físicas e metafísicas, nunca será posta à margem e é esta uma das principais garantias da sua perpetuidade". (Allan Kardec, Obras Póstumas)

Seguindo-se o mesmo raciocínio, na ação de desdobramento sob comando mental, como fazemos em Apometria, o nosso objetivo é induzir a exteriorização do corpo astral do sensitivo ou do paciente, o que rotineiramente é alcançado, desde que se obedeça à sequência acima referenciada: vontade, pensamento, gesto e fluxo energético.

O comando mental do magnetizador e a projeção do fluxo energético interagem com o psiquismo do sensitivo, produzindo a ação desejada, que é em essência o fenômeno magnético. Graças ao trabalho incansável dos velhos psiquistas no campo prático do magnetismo aplicado, aos autores espíritas, encarnados ou não, que nos brindam com os seus ensinamentos desde Kardec e às pesquisas espirituais mais atualizadas, revestidas de conotações puramente científicas, a exemplo das desenvolvidas pelo Dr. José Lacerda de Azevedo, começamos a vislumbrar lampejos promissores neste vasto e surpreendente campo que é o da fenomenologia anímico-mediúnica e a depositar esperanças nas técnicas de maior eficiência no combate às doenças espirituais complexas.

Todo e qualquer procedimento magnético atinge o seu objetivo, desde que se conjuguem vontade, pensamento, gesto e fluxo energético. Diríamos, então, que a vontade dinamiza a energia em potencial, o pensamento a qualifica atribuindo-lhe determinada propriedade e o gesto direciona o fluxo energético.

Nestas condições, o pensamento determinante qualifica a energia, fornecendo-lhe as propriedades necessárias, por exemplo: na ação curativa, a intenção pode ser a de aliviar uma dor de cabeça; ou a de reequilibrar o psiquismo desajustado de alguém. Já nas práticas que visam o reabastecimento energético, o propósito é o de recompor os fluidos vitais de um médium ao final de uma atividade prática, ou energizar um enfermo exaurido em suas reservas vitais.

Vitor Ronaldo Costa

fonte:

http://www.comunidadeespirita.com.br/reflexoes/apometria%2036%20desdobramento%20e%20acao%20magnetica.htm

Esclarecendo dúvidas



Necessidades e sofrimentos físicos
Escrito por Allan Kardec | |
Questão 253. Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e sofrimentos físicos?

“Eles os conhecem, porque os sofreram, não os experimentam, porém, materialmente, como vós outros: são Espíritos.”

Questão 254. E a fadiga, a necessidade de repouso, experimentam-nas?

“Não podem sentir a fadiga, como a entendeis; conseguintemente, não precisam de descanso corporal, como vós, pois que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito, entretanto, repousa, no sentido de não estar em constante atividade. Ele não atua materialmente. Sua ação é toda intelectual e inteiramente moral o seu repouso. Quer isto dizer que momentos há em que o seu pensamento deixa de ser tão ativo quanto de ordinário e não se fixa em qualquer objeto determinado. É um verdadeiro repouso, mas de nenhum modo comparável ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos são suscetíveis de sentir guarda relação com a inferioridade deles. Quanto mais elevados sejam, tanto menos precisarão de repousar.”

Questão 255. Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é seu sofrimento?

“Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que todos os sofrimentos físicos.”

Questão 256. Como é então que alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor?

“É reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros.”

Allan Kardec. Da obra: O Livro dos Espíritos. 76 edição. FEB. 1995.

Esclarecendo dúvidas



Possessos


Escrito por Allan Kardec | |
Questão 473. Pode um Espírito tomar temporariamente o invólucro corporal de uma pessoa viva, isto é, introduzir-se num corpo animado e obrar em lugar do outro que se acha encarnado neste corpo?

“O Espírito não entra em um corpo como entras numa casa. Identifica-se com um Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de obrar conjuntamente com ele. Mas, o encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado, por isso que este terá que permanecer ligado ao seu corpo até ao termo fixado para sua existência material.”

Questão 474. Desde que não há possessão propriamente dita, isto é, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, pode a alma ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsidiada ao ponto de a sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada?

“Sem dúvida, e são esses os verdadeiros possessos. Mas, é preciso saibas que essa dominação não se efetua nunca sem que aquele que a sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la. Muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médico que de exorcismos, têm sido tomados por possessos.”

Comentário de Allan Kardec: O vocábulo possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, isto é, de uma categoria de seres maus por natureza, e a coabitação de um desses seres com a alma de um indivíduo, no seu corpo. Pois que, nesse sentido, não há demônios e que dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos na conformidade da idéia a que esta palavra se acha associada. O termo possesso só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.

Questão 475. Pode alguém por si mesmo afastar os maus Espíritos e libertar-se da dominação deles?

“Sempre é possível, a quem quer que seja, subtrair-se a um jugo, desde que com vontade firme o queira.”

Questão 476. Mas, não pode acontecer que a fascinação exercida pelo mau Espírito seja de tal ordem que o subjugado não a perceba? Sendo assim, poderá uma terceira pessoa fazer que cesse a sujeição da outra? E, nesse caso, qual deve ser a condição dessa terceira pessoa?

“Sendo ela um homem de bem, a sua vontade poderá ter eficácia, desde que apele para o concurso dos bons Espíritos, porque, quanto mais digna for a pessoa, tanto maior poder terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair. Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso. Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gostos e os desejos. Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá. Os bons Espíritos não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.”

Questão 477. As fórmulas de exorcismo têm qualquer eficácia sobre os maus Espíritos?

“Não. Estes últimos riem e se obstinam, quando vêem alguém tomar isso a sério.”

Questão 478. Pessoas há, animadas de boas intenções e que, nada obstante, não deixam de ser obsidiadas. Qual, então, o melhor meio de nos livrarmos dos Espíritos obsessores?

“Cansar-lhes a paciência, nenhum valor lhes dar às sugestões, mostrar-lhes que perdem o tempo. Em vendo que nada conseguem, afastam-se.”

Questão 479. A prece é meio eficiente para a cura da obsessão?

“A prece é em tudo um poderoso auxílio. Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.”

Questão 480. Que se deve pensar da expulsão dos demônios, mencionada no Evangelho?

“Depende da interpretação que se lhe dê. Se chamais demônio ao mau Espírito que subjugue um indivíduo, desde que se lhe destrua a influência, ele terá sido verdadeiramente expulso. Se ao demônio atribuirdes a causa de uma enfermidade, quando a houverdes curado direis com acerto que expulsastes o demônio. Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa, conforme o sentido que empresteis às palavras. As maiores verdades estão sujeitas a parecer absurdos, uma vez que se atenda apenas à forma, ou que se considere como realidade a alegoria. Compreendei bem isto e não o esqueçais nunca, pois que se presta a uma aplicação geral.”

Allan Kardec. Da obra: O Livro dos Espíritos. 76 edição. Federação Espírita Brasileira. 1995