quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As novas descobertas sobre o sono.

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A ciência moderna mostra que, durante o sono, o corpo está longe de ficar em descanso. O cérebro e o sistema imunológico, por exemplo, seguem em plena atividade nesse período

Por Eduardo Araia

Entre seis e oito horas por dia, a maioria de nós deita-se na cama e se desliga do mundo – é o momento de visitar o reino do deus grego Hipnos, responsável por distribuir a todos um sono agradável e reparador. Mas esse desligamento está muito longe de significar inatividade. Além de abranger o período em que sonhamos – uma experiência que, em si, representa todo um universo à parte –, o sono é uma ocasião de intenso movimento no corpo, como a ciência tem demonstrado. Conheça aqui algumas descobertas recentes sobre esse tema.


Plasticidade

Diversos pesquisadores consideram que o sono serve, em primeiro lugar, para preservar a plasticidade do cérebro, ou seja, sua capacidade de mudar como reação imediata a uma experiência. Enquanto dormimos, os neurônios do cérebro comunicam-se uns com os outros, fortalecem conexões específicas, enfraquecem outras e apagam o que encaram como inútil. “À noite, o cérebro adormecido está livre do mundo e é um redemoinho de atividade”, observa o neurobiólogo Terrence Sejnwoski, chefe do Laboratório de Neurobiologia Computacional no Salk Institute em La Jolla, na Califórnia. “Os neurônios estão formando padrões coerentes que, sem o sono, não seriam nem de perto tão extensos, robustos, estáveis e flexíveis.”

Essa rearrumação cotidianamente promovida pelos neurônios tem um motivo básico, afirma Rodolfo Llinas, diretor do Departamento de Fisiologia e Neurociência da Escola de Medicina da Universidade de Nova York. Para ele, o cérebro humano está constantemente aprendendo, e quanto mais aprende, mais recursos ganha para fazer prognósticos – uma capacidade necessária para os organismos que se movem. Llinas justifica sua opinião lembrando que as plantas, que ficam paradas, não têm cérebro. Ele também menciona certos animais marinhos, denominados urocordados, que se movem sem impedimentos até que, já adultos, se fixam em uma rocha – e, então, comem e digerem o próprio cérebro. Sem locomoção, lembra o neurocientista, os urocordados não precisam prever mais nada e seu cérebro se torna inútil.


O sono dividido dos antigos

Dormir sete ou oito horas por noite de uma só vez não é uma característica que acompanha o homem desde suas origens. Registros encontrados em diários, documentos da nobreza de países europeus e inclusive a literatura do primeiro século depois de Cristo contêm informações sobre um sono fracionado em duas partes de aproximadamente quatro horas cada uma. O intervalo de vigília, que durava algumas horas, era aproveitado para o sexo, as tarefas domésticas ou até mesmo visitas a amigos. Um experimento levado a cabo na década de 1990 explorou o tema, ao colocar oito homens saudáveis em condições semelhantes às do inverno na Europa e na América do Norte: luz natural e artificial por 10 horas diárias e escuridão por 14 horas. Os participantes começaram de fato a dormir em dois períodos de cerca de quatro horas cada um, intercalados por até três horas em um tranquilo estado de vigília.


Sono e saúde

Embora o ritmo de nosso metabolismo caia apenas 10% enquanto dormimos, prescindir do sono representa um risco elevado para a saúde, como mostram alguns estudos. Ratos privados do sono em laboratório podem chegar à morte, afetados por infecções, lesões de pele e incapacidade de regular a temperatura corporal; eles perdem peso rapidamente, mesmo que se fartem de comer.

Em uma pesquisa de seis anos realizada pela Universidade da Califórnia com a Sociedade Americana de Câncer, envolvendo mais de 1 milhão de adultos, descobriu-se uma taxa de mortalidade consideravelmente mais alta entre aqueles que dormiram menos de quatro horas ou mais de oito horas por noite. Outro estudo com 10 mil adultos revelou que aqueles que dormiam menos de sete horas por noite tinham tendência maior a ficarem obesos. Pouco sono está relacionado a pressão sanguínea alta, depressão, problemas cardíacos e de açúcar no sangue. Bastam três noites de sono irregular para causar problemas no controle dos níveis de açúcar no sangue.

Pesquisas recentes mostram que o sono dá uma contribuição importante para o bom funcionamento do sistema imunológico. Uma delas, realizada em 2007 pela equipe do Departamento de Neuroendocrinologia da Universidade de Lubeck (Alemanha), comandada por Jan Born, revelou um aumento nas concentrações de interleucina-7 (proteína integrante do sistema imunológico), em especial durante o sono REM (sigla de rapid eye movement, ou movimento rápido do olho). No ano passado, a mesma equipe descobriu que em uma única noite de sono o organismo multiplica por dois o número de anticorpos que as pessoas produzem quando vacinadas contra a hepatite A.

“O sistema imunológico tem de desenvolver uma estratégia de longo prazo para um novo antígeno, o que requer memória”, afirmou Born. “Talvez o sono permita que nosso sistema imunológico forme memórias de longo prazo e insights de descoberta, quase como nosso cérebro os forma durante o sono.”


Aprendizado

Dormir, mesmo que por alguns minutos, parece ser um fator importante para reter conhecimentos adquiridos. Um estudo realizado em 2000 pela equipe do psiquiatra Robert Stickgold, diretor do Centro do Sono e da Cognição da Escola de Medicina de Harvard, analisou a importância do sono no desempenho por meio de testes feitos com indivíduos em dois momentos diferentes: depois de uma noite de privação de sono e alguns dias mais tarde, quando os participantes já haviam colocado o sono em dia. Segundo os pesquisadores, depois de uma boa noite de sono os participantes executaram sua tarefa melhor no dia seguinte e foram se aprimorando nos três dias subsequentes. Já depois de uma noite sem sono, essas pessoas não mostraram nenhuma melhora em seu desempenho, nem mesmo quando foram autorizadas a dormir à vontade por duas noites seguidas.


Memória

“Nossos sistemas de memória ainda estão ativos enquanto dormimos”, afirma o neurocientista norte-americano John Rudoy, da Northwestern University. Ele e sua equipe divulgaram em novembro de 2009 um estudo na revista Science no qual revelam que a audição de determinados sons durante o sono pode fortalecer lembranças de informações adquiridas em estado de vigília. Segundo Rudoy, é possível reforçar memórias já existentes durante o sono por meio de estímulos externos, mas não há como aprender coisas novas nesse período.


Percepção Aguçada

O sono favorece nosso discernimento e nossa intuição, conforme um estudo feito em 2004 pelo neuroendocrinologista Jan Born e seus colegas da Universidade de Lubeck. Os pesquisadores chamaram 66 pessoas para resolver uma sequência de problemas. Os participantes foram divididos em três grupos: os treinados pela manhã, que assim ficavam acordados por pelo menos oito horas; os treinados à noite que eram privados de sono por pelo menos oito horas; e os treinados à noite que iam repousar em seguida. Dormir mais que dobrou a probabilidade de ganhar um insight que levava a uma regra decisiva para a resolução dos problemas.


Os diferentes sonos no cérebro

A intensidade do sono é bem variada nas diversas partes do cérebro. Em 2000, o cientista Alexander Borbely, da Universidade de Zurique (Suíça), decidiu investigar o tema e aparou os pelos do bigode de uma das faces de um rato. São os bigodes que permitem a orientação espacial desses animais, e cada um de seus pelos é associado a uma minúscula área do córtex. Borbely descobriu que a parte do córtex relacionada aos pelos intactos apresentava padrões de eletroencefalograma (EEG) mais fortes durante o sono não REM (NREM, o sono mais leve) subsequente, como se os neurônios envolvidos estivessem mais sonolentos por terem estado mais ativos antes. Pesquisas com humanos mostraram algo similar: pequenas áreas do cérebro estimuladas durante o dia dormiam mais “pesadamente”.


Genes do sono

Giulio Tononi e Ciara Cirello, da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), descobriram que alguns genes desenvolvem uma intensa atividade apenas durante o sono. Para Tononi, sua função é tranquilizar a ação das sinapses (as comunicações entre neurônios via neurotransmissores). “Durante o sono”, diz Tononi, “você vai mudar uma série de circuitos em seu cérebro e fortalecer muitas sinapses. A força total de uma sinapse é chamada de seu peso. Assim, você poderia dizer lá pelo fim do dia que seus neurônios estão mais pesados do que estavam pela manhã. Acreditamos que o sono e os genes que o regulam reduzem a escala dessas sinapses e as ajudam a livrar-se de um pouco do seu excesso de peso.”

Tononi e Ciara encaram o sono sob um prisma original, que leva em consideração conceitos emprestados da economia. Segundo eles, “há um custo para todo o aprendizado que você consegue enquanto acordado: o sono é o preço que pagamos por um instrumento de aprendizado tão fantástico e oneroso como é o cérebro”.


O sono entre os animais

Cada espécie tem um intervalo de tempo mais adequado para dormir – as oito horas do homem não são necessariamente a duração do sono comum para outros animais. Dois fatores interferem basicamente nesse quadro: o grau de perigo corrido pelas espécies em relação a seus predadores naturais (quanto mais vulneráveis, menor é a duração do sono) e a estocagem de alimentos (quanto maior o tempo despendido nessa atividade, menor é a duração do sono). Girafas, elefantes e vacas, por exemplo, dormem apenas entre três e quatro horas por noite. Já cães, patos e jaguares passam 11 horas nesse estado; gatos, 12 horas; leões e tigres, entre 14 e 16 horas; e tatus e morcegos, entre 18 e 19 horas. As moscas-de-fruta intercalam fases de repouso profundo e atividade.

A duração não é o único detalhe a diferenciar o sono de humanos e outros animais. Os golfinhos e determinados pássaros, por exemplo, põem um hemisfério cerebral de cada vez para dormir, de maneira que podem manter-se em movimento enquanto se entregam ao sono. Os ornitorrincos, sempre bizarros, passam cerca de 10 horas diárias no sono denominado REM (sigla de rapid eye movement, ou movimento rápido do olho), o estado associado ao sonhos; as girafas, por seu lado, despendem apenas alguns minutos nele.

Matéria publicada na Revista Planeta, em maio de 2010.

FONTE:
ESPIRITISMO.NET

O Poder dos Médiuns – A ciência comprova que o cérebro deles é diferente.

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O poder dos médiuns Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos. Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como “médico dos pobres”, se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade. PSICOGRAFIA Instrumento por meio dos livros A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. “Os vários tipos surgiram desde a infância”, conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. “O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa.” Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. “É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo”, diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais. São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom. VIDÊNCIA Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele. “Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural.” A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. “Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução.” A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. “Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola”, diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos – e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros. Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. “Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber”, conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. “Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.” Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos – a obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos Médiuns – que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. “O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras”, afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência. PSICOFONIA Falar o que os espíritos querem dizer A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília, começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade. “Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio”, diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. “Isso é espontâneo, não da minha vontade.” Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva? Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em “carne e osso”. A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. “Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço.” O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. “É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal”, afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido. CURA Cirurgias sem dor nem sangue O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. “É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos.” Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. “Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal”, afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. “Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.” Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódico The Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social. A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe. A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente. PSICOPICTOGRAFIA Milhares de quadros pintados Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. “Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos”, conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade. O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. “Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?” Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

FONTE:
http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo1963.html

TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL,TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

Com um PC e um rádio de ondas curtas, várias pessoas gravam conversas com parentes e amigos mortos. Analisadas por peritos, que confirmam sua veracidade, as gravações estão atraindo o interesse da ciência.

Vida após a morte. Para quase todos nós, tais palavras compõem, no máximo, uma interrogação. Uma afirmação nesse sentido teria de, no mínimo, vir acompanhada de uma convincente explicação científica. Caso contrário, soaria como um desejo místico ou pregação religiosa. Tal possibilidade, entretanto, nunca apresentou tantas evidências como agora. Como se verá adiante, a chamada transcomunicação está conseguindo o que antes era apenas ficção de terror: mostrar que os mortos habitariam outra dimensão física e temporal, de onde podem se comunicar com os vivos. São evidências fortes e a ciência não consegue mais ignorar.

Um grupo ainda relativamente pequeno de médicos, engenheiros, psicólogos, músicos, donas-de-casa – pouco mais de 900 no Brasil e cerca de dez mil no mundo – está trabalhando para provar a existência de alguma forma de vida após a morte. Eles conversam com parentes e amigos mortos por meio de equipamentos eletrônicos. Diferente da chamada mediunidade (característica que distingue os que afirmam que têm contato com os mortos), praticada por espíritas, esse novo tipo de fenômeno permite uma análise pelos instrumentos da ciência.

A maior parte das pessoas – denominadas comunicantes, segundo o jargão utilizado pelo grupo – está reunida na Associação Nacional de Transcomunicadores (agora Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental) -, fundada há dez anos pela escritora paulistana Sonia Rinaldi. “Temos a pretensão de fazer um trabalho científico”, afirma. “Mas esbarramos na falta de recursos financeiros”, completa, lembrando que a associação não cobra nada de seus associados nem das pessoas as quais ajuda.

A motivação das primeiras tentativas de contato não foi a curiosidade, mas a saudade e a dor da separação de alguém que morreu. Mais de 70% dos experimentadores, segundo Sonia, começaram a se interessar pelo assunto após a perda de pessoas queridas. Com a transcomunicação instrumental, nome dado ao fenômeno, todos obtêm conforto e alívio ao saber que aquelas pessoas estão bem. “A prova concreta de que eles (os mortos) vivem, sentem e falam transforma a dor em esperança”, diz Sonia em seu livro Contatos interdimensionais, lançado recentemente pela editora Pensamento. Um CD com dezenas de vozes paranormais acompanha a obra.

Para a minoria dos experimentadores, como é o caso da própria Sonia, não foi a dor o principal motivo que os aproximou da transcomunicação. Foi a simples curiosidade ou, então, o interesse científico. De acordo com os relatos de gravações feitas por Sonia e outros associados da ANT, a vida Lá, como a denominam, não é muito diferente do que nós conhecemos aqui. “Pelo que eles nos contam, você continua comendo, dormindo, trabalhando e até viajando, mas tudo em outra dimensão”, conta Sonia.

O interesse da terapeuta de vidas passadas Rosa Alves de Faria Almeida por transcomunicação instrumental começou com a dor. Sua mãe, dona Júlia, havia acabado de morrer quando recebeu a primeira mensagem endereçada a ela, em 12 de dezembro de 1998. “Eu falei que queria falar com a minha mãe, mas não pude esperar para ouvir a resposta”, diz. Estava indo ao hospital visitar o pai, que estava internado. Na mensagem, que Rosa só ouviu após a morte do pai, ocorrida cinco dias depois, a voz de sua mãe dizia: “Eu estou aqui, minha filha. Está tudo bem. Já preparei o meu velho.” Depois dessa, Rosa não parou mais de tentar o contato com o Além. “Já falei com quase todos os meus parentes e amigos falecidos”, conta.

O difícil foi convencer os filhos da existência do fenômeno. Isso só aconteceu depois que Hugo (nome fictício), um conhecido da família, aceitou fazer um experimento durante uma visita a Rosa em São Paulo. No final da gravação, uma voz masculina dizia: “Nunca deram um filho para o meu filho.” Hugo, o único a entender a mensagem na sala, começou a chorar. Era a voz de seu pai, uma das únicas pessoas que sabiam que o filho que todos acreditavam ser de Hugo era, na verdade, adotado.

O processo de captação

Não é nada fácil conversar com os mortos pela técnica usada por esses transcomunicadores, como admite a própria Sonia. “Temos de enviar um determinado ruído aos comunicantes para que eles possam falar conosco”, explica. Esse ruído pode ser o de uma torneira aberta, técnica utilizada em outros países, rádios fora de sintonia ou até mesmo a “bolha humana” – gravação ininteligível de várias vozes que falam ao mesmo tempo. “Os comunicantes procuram modular esse som, ou seja, organizar esse turbilhão eletrônico para falar o que querem”, conta ela.

Quando começou a fazer experimentos, em 1988, Sonia utilizava um gravador comum e um rádio de ondas curtas mal-sintonizado. O gravador foi substituído por um computador equipado com um software feito especialmente para gravar os sons. É preciso ter muita paciência para ouvir as vozes. Primeiro, gravam-se algumas perguntas. As respostas não são imediatas.

Provas

Mas é inegável que o fenômeno impressiona, em especial as chamadas “vozes reversas”, algo que dificilmente poderia ser forjado. Isto é, algumas mensagens só podem ser escutadas quando a gravação é ouvida de trás para a frente, um artifício que conta com a ajuda do computador. A flautista Rosemeire Cassiano da Silva, em uma tentativa de se comunicar com seu irmão Beto, gravou: “Deixe uma mensagem para nós, por favor.” A suposta resposta, quando ouvida no sentido reverso, surpreende: ouve-se claramente uma voz feminina com sotaque português, bastante melódica. Ela diz: “Vosso irmão manda avisar que ama você.” Normalmente, o que se ouve quando um registro sonoro é tocado no sentido reverso é um emaranhado de sons sem sentido. Especialistas em fonética dizem ser praticamente impossível a formação de frases inteiras no modo reverso. Às vezes, tem-se a impressão de ter escutado alguma sílaba ou até mesmo uma palavra conhecida. Mas não passa disso. Há, no entanto, casos espantosos de pessoas que afirmam ter sido contatadas por telefone celular, bip e secretária eletrônica.

“Mensagem recebida em 10 de setembro às 21 horas e 36 minutos”, ouviu no celular a psicóloga paulistana Zilda Monteiro. Ela não entendeu nada quando escutou a mensagem, um “eu te amo” sussurrado. Pensou em apagá-la, mas se lembrou de um estranho combinado. Era a voz de seu ex-marido Edson, que morrera menos de um mês antes. Quando estava se recuperando de um infarto, Edson combinara de ligar para o celular da ex-mulher. “Daqui ou de Lá”, prometeu. Entrou em coma no dia seguinte e nunca mais acordou.

“Mostrei o recado para a mãe e a tia dele e elas reconheceram sua voz na hora”, diz Zilda. Para tirar a dúvida, a ANT solicitou uma análise técnica ao engenheiro Alessandro Pecci, que comparou a voz de Edson vivo com a mensagem do celular. O resultado: “Conclui-se que não existem evidências que comprovem que os locutores tr1 (Edson vivo) e tst1 (voz gravada no celular) são diferentes, dada a proximidade dos coeficientes encontrados.”

O assunto vem atraindo também o interesse de cientistas. O físico alemão e professor da Universidade de Mainz Ernest Senkowsky, que criou em 1980 o termo transcomunicação quando escreveu o livro Instrumentelle transkommunikation, transformou parte de sua casa em laboratório e pesquisa o assunto até hoje. Senkowsky começou seus experimentos em 1976. Até 1985, já havia arquivado mais de 25 mil vozes. A primeira que reconheceu foi a de seu pai, morto em 1959. Em um dialeto do leste da Prússia, o pai de Senkowsky o chamou pelo apelido de infância. “Eu não tento convencer os outros sobre a existência do fenômeno. Mas é impossível convencer alguém que está cego pelo ceticismo ou que fecha propositalmente seus olhos”, disse a ISTOÉ.

Ainda não há uma prova científica do fenômeno. “Há somente argumentos que são aceitos ou rejeitados pelas pessoas.” Porém, a história da ciência mostra, lembra Senkowsky, que uma opinião aceita pela maioria dos cientistas é, geralmente, encarada como “prova”. “Fenômenos paranormais, incluindo a transcomunicação, são interações físicas e psíquicas que se incluem dentro de um sistema holístico complexo, sobre o qual nossas regras de causa e efeito lineares não podem ser aplicadas”, diz o físico alemão. “Não haverá provas disso até que todo o sistema científico seja ampliado para englobar todos os fenômenos paranormais”, conclui. O endosso a essa opinião vem de um colega brasileiro. “Do ponto de vista da ciência, esse fenômeno por enquanto não existe”, afirma Euvaldo Cabral Jr., professor de Telecomunicações e Processamento de Sinais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), um dos poucos a não demonstrar preconceito em relação ao assunto, apesar de ser agnóstico, ou seja, não acredita em nenhuma religião. Mas, como ele mesmo ressalta, “da mesma forma que não há nenhum estudo comprovando a existência do fenômeno da TCI, também não há provas científicas de que ele não exista”.

Tal rigor não é compartilhado pelos usuários da TCI. Segundo eles, a grande vantagem da comunicação via aparelhos eletrônicos é a possibilidade de ter, sim, sua veracidade comprovada cientificamente. “Pelas características que apresenta, o fenômeno se presta a uma análise científica nos moldes convencionais, na área de processamento de sinais”, diz Cabral Jr. Para ele, isso é possível por envolver a geração de sinais elétricos – no caso, sons.

O caminho para se chegar a uma prova científica desse suposto fenômeno não é fácil. Primeiro, é necessário provar que ele é real, ou seja, que distúrbios elétricos não esperados ocorrem em dispositivos eletrônicos. Para isso, seria preciso construir um laboratório especial com blindagens eletromagnética e acústica à prova de quaisquer interferências externas, como sinais de rádio e sons ambientais. Caso o primeiro estudo conclua que realmente há interferências de causas desconhecidas ocorrendo em equipamentos eletrônicos, ele deve ser publicado em uma revista científica de renome internacional – como a Nature, a Science ou a Scientific American – para que possa receber críticas da comunidade científica internacional. A conclusão teria, então, de ser comprovada em outros laboratórios. Só assim, com o tempo, seria aceita como verdadeira.

Mais: se o objetivo é mostrar que as vozes realmente vêm do suposto mundo dos mortos, os sons atribuídos a eles teriam de ser comparados com a voz dos mesmos indivíduos quando vivos. Isso exigiria um grau de clareza e altura raros nas vozes registradas pelos experimentadores.

Cabral Jr. diz que poderia propor um projeto nesses moldes para pesquisar o fenômeno, se houvesse financiamento. Ele calcula em cerca de R$ 4 milhões os investimentos necessários para a construção e manutenção por dois anos de um laboratório nas configurações ideais. O que envolveria a aquisição de sofisticados equipamentos eletrônicos, computadores e a montagem de uma equipe técnica com cientistas das áreas de engenharia e física.

O próprio pesquisador conta que está concluindo uma teoria em que procura explicar todos os fenômenos paranormais. Concebida inicialmente para a área de robótica humanóide, o objetivo da teoria é, primeiramente, desenvolver robôs inteligentes, providos de emoção, um certo livre-arbítrio e, o mais impressionante, capacidades ditas “anômalas”, como a possibilidade de a mente do robô ser preservada mesmo sem o seu cérebro (hardware). “Tudo isso vai ser implementado via software”, explica Cabral Jr. Muito resumidamente, a teoria do pesquisador afirma que existem unidades de consciência geradas pelo ser humano que sobrevivem à morte do corpo físico. Essas unidades, que preservariam a personalidade do indivíduo quando vivo, é que interfeririam nas gravações dos experimentadores de TCI.

O assunto promete muita polêmica no meio científico. “O homem de ciência, muitas vezes, não acredita nem no que vê, mas só no que pode ser comprovado na ponta do lápis”, diz o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro e um dos cientistas mais conhecidos da opinião pública. “Eu só acreditaria na existência da alma se fosse possível comprová-la por meio de instrumentos científicos”, afirma.

Mourão concorda que há em seu meio bastante preconceito em relação aos fenômenos ditos paranormais. “Mas acho isso um erro. Temos de participar ao máximo dessas discussões”, afirma. Segundo ele, essa é a melhor forma de evitar a proliferação de interpretações falsas e forçadas. Apesar de se considerar um cético e não crer em teses de sobrevivencialistas, Mourão diz que participaria de qualquer pesquisa que estudasse a hipótese de vida após a morte.

E é verba o que falta na Associação de Transcomunicação Instrumental. Não há dinheiro em caixa para nenhum experimento científico mais elaborado, afirma a fundadora Sonia Rinaldi. Atualmente, a entidade está contando com um apoio que não deve chegar a R$ 10 mil da Legião da Boa Vontade (LBV). A instituição ecumênica, defensora da existência da vida após a morte, está patrocinando uma análise de 100 fitas com vozes paranormais.

FONTE:
http://versosincautos.wordpress.com/2010/08/02/transcomunicacao-instrumental/

Glândula Pineal - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira-parte 1,novas descobertas.




Glândula Pineal - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira-parte 2-novos conceitos e avanços nas pesquisas.



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boriska, garoto que veio de Marte prevê catástrofe para 2009 e 2013.

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Boriska, garoto que veio de Marte prevê catástrofe para 2009 e 2013.

Membros de uma expedição à zona anómala situada no norte da região Volgogrado, mais conhecido como “Medvedetskaya gryada”, contaram-me uma história de um rapaz incomum, chamado Boriska …

“Você pode imaginar, enquanto todos estavam sentados à volta de uma fogueira à noite, uma criança (cerca de 7 anos de idade) de repente pediu a atenção de todos. Levantou, ele queria falar a todos a respeito da vida em Marte, sobre seus habitantes e suas viagens para a terra, ” conta uma das testemunhas . Todo o mundo ficou em silêncio. Foi incrível!

O garotinho, com enormes olhos vivos estava estava prestes a revelar uma magnífica história a respeito da civilização marciana, sobre cidades megalíticos, suas naves espaciais e voos para diversos planetas, sobre Lemuria, um país maravilhoso, cuja a vida que ele conhecia em detalhes, uma vez que descera lá, e fizera amigos lá …

As achas de madeira estalando, a noite de nevoeiro cobria o território e o imenso céu escuro estava cheio de pequenas estrelas pareciam esconder algum tipo de mistério. Sua história durou cerca de uma hora e meia. Um dos membros da expedição foi esperto o bastante para gravar toda a narrativa .

Muitos foram surpreendidos por dois factores distintos. Em primeiro lugar, o garoto possuía excepcionalmente profundo conhecimento.

Seu intelecto era obviamente muito distante do de um menino tipico de 7 anos de idade . Nem todos os professores seriam capazes de narrar toda a história da Lemuria e seus habitantes em tais detalhes. Você será capaz de encontrar qualquer menção deste país nos manuais escolares. A ciência moderna ainda não provou a existência de outras civilizações.

Em segundo lugar, fomos todos surpreendidos com a linguagem adiantada que o garoto utilizava . Estava muito acima da que os meninos de sua idade normalmente usam. S eu conhecimento da terminologia específica, detalhes e fatos de Marte e da Terra nos fascinaram a todos.

“Porque é que ele começou a narração naquele lugar,” disse o meu interlocutor. “Talvez, simplesmente foi tocado pela atmosfera geral do nosso acampamento, com pessoas bem informadas e de mente aberta e capazes de o entender,” continuou ele.

“Poderia ele ter inventado isso tudo?”

"Duvidoso”, disse o meu amigo”. “Para mim, isto parece como que o garoto estava compartilhar suas recordações pessoais de vidas passadas. É praticamente impossível inventar tais histórias; alguém realmente teria de conhece-las .”

Hoje, após encontrar com pais de Boris e conhecer melhor o menino, eu comecei a analisar cuidadosamente todas as informações obtidas ao redor da fogueira. Ele nasceu na cidade de Volzhskii num hospital suburbano, embora oficialmente, com base nos documentos oficias, a sua terra natal é a cidade de Zhirnovsk, na região de Volgogrado. Seu aniversário é 11 de janeiro de 1996. (Talvez esta informação seja útil para os astrólogos).

Seus pais parecem ser pessoas maravilhosas. Nadezhda, a mãe de Boriska, é um dermatologista numa clínica pública. Ela foi graduada no instituto médico de Volgogrado, em 1991. O pai do garoto é um funcionário aposentado. Ambos eles ficariam felizes se alguém pudesse desvendar algum mistério com a ajuda do seu filho. Por enquanto, estão a observar o crescimento da criança.

- Após Boriska nascer, em 15 dias notei que ele era capaz de manter a cabeça erecta” , diz a Nadezhda. Sua primeira palavra que pronunciou foi “baba”, quando ele tinha 4 meses de idade e depois começou a falar muito em breve. Com 7 meses, ele construiu sua primeira frase, “eu quero um prego.” Disse esta frase após ver um prego encravado na parede. Mais notável foi que, a suas habilidades intelectuais ultrapassavam habilidades físicas.

- Como é que essas habilidades se manifestavam?

- Quando Boris tinha apenas um ano de idade, comecei a lhe dar cartas, e adivinhem o que aconteceu, entre os 1 e 5 anos ele era capaz de ler o jornal. Não demorou muito para ele se familiarizar com as cores e seus tons . Ele começou a pintar aos 2 anos.

Então, logo depois que completou 2 anos, o levamos para o centro de puericultura . Os professores ficaram todos surpresos com os seus talentos e sua maneira de incomum de pensar. O menino possui uma memória excepcional e uma incrível capacidade para captar novas informações. Contudo, os seus pais logo notaram que seu filho estava adquirindo esses informações inéditas, de algum outro lugar …

- Ninguém nunca ensinou-lhe essas coisas, disse a Nadya. Mas, às vezes, ele sentava nessa posição de lótus e começava novamente a falar. Ele falava sobre Marte, sobre sistemas planetários, civilizações distantes… não podíamos acreditar com nossos próprios olhos aquilo que ouvíamos. Como pode uma criança saber tudo isso? Cosmos, histórias sem fins de outros mundos e dos imensos céus, são como mantras diários para ele desde que ele completou 2 anos.

Foi então que Boriska nos disse sobre sua vida anterior em Marte, sobre o fato de que o planeta foi, de facto, habitada, mas como resultado das mais poderosas e destrutivas catástrofe, perdera sua atmosfera e que hoje todos os seus habitantes tiveram de viver em cidades subterrâneas. Desde de então, ele viajava para a terra muitas vezes em negócios e outros fins de investigação. Parecia que Boriska propriamente pilotava sua nave. Isso aconteceu durante os tempos das civilizações Lemurianas. Ele tinha um amigo lemuriano que morreu na sua presença …

- Houve uma grande catástrofe na terra. Um gigantesco continente foi consumido pelas águas tormentosas. Então, de repente, uma enorme rocha caiu sobre uma construção… o meu amigo estava lá…, diz Boriska. Eu não pude salva-lo. Estamos destinados a nos encontrar as vezes nesta encarnação.



O rapaz contou tudo sobre o incidente, como se isso tivesse acontecido ontem. Ele sente um desgosto pela morte de seu melhor amigo como se ele fosse culpado.

Um dia, ele encontrou um livro no saco da sua mãe intitulada “De Onde Viemos?”, de Ernst Muldashev. Você deveria ter visto a felicidade e fascinação que esta descoberta desencadeou no rapaz. Ele alistou as páginas durante horas, olhando para esboços de Lemuria, fotos do Tibet. Ele então começou a falar alto sobre o intelecto dos Lemurianos…

- Mas Lemuria deixou de existir no mínimo… 800 000 anos atrás, eu afirmei. Lemurianos tinham 9 metros de altura! Estou certo? Como você pode lembrar tudo isso?

- Eu lembro, respondeu o rapaz.



Mais tarde, ele começou a recordar doutro livro de Muldashev intitulado “Em Busca da Cidade dos Deuses”. O livro é essencialmente dedicado aos antigos túmulos e pirâmides. Boriska firmemente declarou que as pessoas encontrarão o conhecimento sob uma das pirâmides (não a pirâmide de Quéops ). E isso ainda não tinha sido descoberto. “A vida irá mudar quando a Esfinge for aberta” disse ele e acrescentou que a grande Esfinge tem um mecanismo de abertura em algum lugar atrás da sua orelha (mas ele não se recorda exactamente onde). O menino também fala com grande paixão e entusiasmo sobre a civilização Maia . Segundo ele, sabemos muito pouco sobre esta grande civilização e seu povo.

Interessantemente, Boriska acha que agora finalmente chegou o tempo para que os “seres especiais” nasçam na Terra. “O renascimento do planeta se aproxima. Novos conhecimentos virão em grande quantidade, trazendo uma mentalidade diferente para os terráqueos.”

- Como é que você sabe sobre essas crianças dotadas e porque isso ira acontecer?

Tem consciência de que eles são chamados de crianças “índigo”?

- Eu sei que elas estão a nascer. No entanto, eu não conheço ninguém em minha cidade ainda. Talvez possa ser esta menina chamada Yulia Petrova. Ela é a única pessoa que acredita em mim . Outros simplesmente riem das minhas histórias. Algo vai acontecer na terra, é por isso que estas crianças serão importantes. Elas serão capazes de ajudar as pessoas. Os pólos vão se inverter . A primeira grande catástrofe com um dos continentes acontecerá em 2009. Próxima acontecerá em 2013 e será ainda mais devastadora.

- Não sente medo que a sua vida também possa terminar como resultado dessa catástrofe?

- Não. Não receio nem um pouco. Tenho vivido uma catástrofe em Marte uma vez. Ainda vivem ali pessoas como nós. Porém, após a guerra nuclear, tudo queimou-se. Algumas dessas pessoas conseguiram sobreviver.

Eles construíram abrigos, e novos armamentos. Ocorreu também um deslocamento de continentes lá, embora o continente não era tão grande. Os Marcianos respiram gás. Em caso deles regressarem ao nosso planeta, teriam de ficar próximos a canos de descarga e inspirar a fumaça .

- Você prefere respirar oxigénio?

- Uma vez possuindo este corpo, tem-se que respirar oxigénio. No entanto, marcianos não gostam deste ar, o ar da terra, porque causa envelhecimento. Marcianos são relativamente jovens, com cerca de 30-35 anos. A quantidade dos bebes marcianos aumentará anualmente.

“Boris, porque nossas sondas espaciais desaparecem ou falham antes de chegar a Marte?” “Marte transmite sinais especialmente destinados a destrui-las.

Tais missões contem radiação maléfica.” (sondas movidas a plutónio?

“Eu estava impressionado com o conhecimento dele sobre esse tipo de radiação. E absolutamente verdadeiro. Em 1988, um residente de Volzhskii, Yuri Lushnichenko, um homem com poderes extra-sensoriais, tentou alertar as autoridades soviéticas sobre a queda inevitável das primeiras missões soviéticas a Marte, “Fobos 1″ e “Fobos 2″. Ele também mencionou esse tipo de radiação desconhecida e maléfica sobre o planeta. Obviamente, ninguém o levou a serio então.”

“O que você sabe sobre dimensões múltiplas? Você sabe que não se pode voar em trajectórias retas, mas sim manobrando através do espaço multidimensional?”

Boriska imediatamente se levantou e come з ou a despejar todos os fatos sobre UFOs. “Nos decolamos e pousamos na Terra a todo momento!” O garoto pegou um giz e come з ou a desenhar um objecto oval sobre o quadro negro.

“Ele consiste de seis camadas”, disse. 25% - camada externa, feita de metal durável, 30% - segunda camada feita de algo similar а borracha; a terceira camada compreende 30% - novamente de metal. Os últimos 4% são compostos de uma camada magnética especial. Se carregamos essa camada magnética com energia, essas maquinas serão capazes de voar a qualquer ponto do Universo.”

Será que Boriska tem uma missão especial a cumprir? Ele tem consciência disso? Coloquei essas questões a seus pais e a ele próprio.

“Ele afirma que pode prever”- diz sua mãe. “Ele diz saber algo a respeito do futuro da Terra. Ele diz que a informação terá o papel mais significativo no futuro.”

“Boris, como você sabe de tudo isso?” “Está dentro de mim.”

“Boris, diga-nos porque as pessoas ficam doentes.”

“A doença resulta da incapacidade das pessoas de viverem adequadamente e serem felizes. Você deve esperar pela sua metade cósmica. Alguém jamais deveria envolver-se e bagunçar o destino de outros indivíduos. As pessoas não deveriam sofrer por seus erros passados, e sim entrar em contato com aquilo que lhe foi predestinado e tentar alcançar as alturas e conquistar seus sonhos.” (essas são as exatas palavras que ele usou) “Vocês têm de ser mais simpáticos e calorosos. Caso alguém o ataque, abrace seu inimigo, peça-lhe perdão e ajoelhe-se diante dele. Se alguém o odeia, ame-o com todo fervor e devoção e peça-lhe desculpas.

Essas são as regras do amor e da humildade. Sabem porque os lemurianos pereceram? Eu tenho parte da culpa. Eles não desejavam mais se desenvolver espiritualmente. Eles se afastaram do caminho predestinado e assim destruíram a unidade global planetária. O Caminho da Magia leva a lugar nenhum. O Amor é a verdadeira Magia!”


“Como você sabe disso tudo?”

“Eu sei. Kailis”.

“O que você disse?”

“Eu disse olá. Essa é a linguagem do meu planeta.”

Dério Nunes
fonte:http://www.saudelazer.com/

Katy Perry - "Not Like the Movies" - Official Lyric Video

terça-feira, 28 de setembro de 2010

NÃO EXISTE DESOBSESSÃO SEM BASE DE RENOVAÇÃO MORAL.

NÃO EXISTE DESOBSESSÃO SEM BASE DE RENOVAÇÃO MORAL.

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O Espiritismo explica que na loucura a causa do mal é interior e é preciso procurar restabelecer o organismo ao estado normal. Na obsessão, a causa do mal é exterior e é preciso desembaraçar o doente de um inimigo invisível opondo-lhe, não remédios, mas uma força moral superior à sua. "A experiência prova que, em semelhante caso, os exorcismos não produziram jamais nenhum resultado satisfatório, e que antes agravaram do que melhoraram a situação. Só o Espiritismo, indicando a verdadeira causa do mal, pode dar os meios de combatê-lo".(1)
É preciso, de certa maneira, educar moralmente o Espírito obsessor; por conselhos inteligentes, pode-se fazê-lo melhor e determinar-lhe declinar espontaneamente ao tormento da vítima, e então esta se liberta.Todavia, não se pode esquecer que os obsessores são hábeis e inteligentes, perfeitos estrategistas que planejam cada passo e acompanham as presas por algum tempo, observando suas tendências, seus relacionamentos, seus ideais. Identificam seus pontos vulneráveis (quase sempre ligados ao descaminhamento sexual) e os exploram pertinazes.Para a escola psiquiátrica obsessão é um pensamento, ou impulso, persistente ou recorrente, indesejado e aflitivo, e que vem à mente involuntariamente, a despeito de tentativa de ignorá-lo ou de suprimi-lo. Psiquiatras que não admitem nada fora da matéria não podem entender uma causa oculta; mas quando a academia científica tiver saído da rotina materialista, ela reconhecerá na ação do mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivemos, uma força que reage sobre as coisas físicas, tanto quanto sobre as coisas morais. Esse será um novo caminho aberto ao progresso e a chave de uma multidão de fenômenos mal compreendidos do psiquismo humano. Sob o enfoque espírita, obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vai de uma simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.
Quanto à subjugação obsessiva(2) representa um constrangimento físico sempre exercido por Espíritos bastante vingativos e que pode ir até à mortificação do livre arbítrio. Ela se limita, muitas vezes, a simples impressões incomodativas, mas resulta, muitas vezes, movimento psicomotores desordenado, atitudes incoerentes, crises, palavras inadequadas ou injuriosas, as quais aquele que dela é alvo tem consciência por vezes de todo o ridículo, mas da qual não pode se defender. "Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual se confunde erradamente, porque não há nenhuma lesão orgânica; as causas sendo diferente, os meios curativos devem ser outros. Aplicando-lhe o procedimento ordinário das duchas e dos tratamentos corporais, chega-se, muitas vezes, a determinar uma verdadeira loucura, aí onde não havia senão uma causa moral".

Esse desarranjo psicoespiritual deverá ser eliminado do Orbe, no instante em que o lídimo exemplo do amor for experimentado e disseminado em todas as direções, consoante Jesus consubstanciou e vivenciou até a agrura da morte, e prosseguindo desde dos tempos apostólicos até os dias atuais.O Espiritismo, desvendando a intervenção dos Espíritos endurecidos no mal em nossas vidas, lança luzes sobre questões ainda desconsideradas pelas ciências materialistas como de causa psicopatológica. E, óbvio, não descartando a possibilidade da anomalia psicossomática a Doutrina Espírita faz conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres. Reconhecemos que o uso dos fármacos antidepressivos estabelece a harmonia química cerebral, melhorando o humor do paciente, no entanto, agem simplesmente no efeito, uma vez que os medicamentos não curam a obsessão em suas intrínsecas causas; apenas restabelecem o trânsito das mensagens neuroniais, corrigindo o funcionamento neuroquímico do SNC (sistema nervoso central). Sócrates já afirmava "se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma.
Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem".(4)Se diante dos nossos fracassos momentâneos costumamos olvidar, sistematicamente a paciência e equilíbrio, a oração e a vigília, então é urgente estabelecer o momento para introspecção, nos arcabouços da mente, a fim de que venhamos fazer em nós mesmos as correções prementes. Nessas situações cotidianas, costumamos entronizar a idéia de obsessão, possessão, subjugação supondo-nos "vítimas"(5) de entidades perseguidoras. A questão, no entanto, não se restringe só a influenciação espiritual dos inimigos que se nos embute na freqüência psíquica, mas, sobretudo, diz respeito a nós próprios.A obsessão de vários graus se constitui de tratamento de longo curso, por muito delicado e complexo e o resultado ditoso depende da renovação espiritual do paciente, na razão em que desperte para a seriedade da conjuntura aflitiva em que se encontra.
Simultaneamente, a solidariedade fraternal, envolvendo ambos enfermos em orações e compaixão, esclarecimentos e estímulos para o futuro saudável, conseguem romper o círculo vigoroso de energias destrutivas, abrindo espaço para a ação benéfica, o intercâmbio de esperança e de libertação.Muitas vezes procurado pelos obsedados o Cristo penetrava psiquicamente nas causas da sua inquietude, e, usando de autoridade moral, libertava tanto os obsessores quanto os obsidiados, permitindo-lhes o despertar para a vida animada rumo a recuperação e à pacificação da própria consciência. Porém, é muito importante lembrar que Jesus não libertou os obsidiados sem lhes impôr a intransferível necessidade de renovação íntima, nem expulsou os perseguidores inconscientes sem fornecer-lhes o endereço de Deus.

Em qualquer processo de ordem obsessiva a parte mais importante do tratamento está reservada ao paciente. Sua fixação em permanecer no desequilíbrio constitui entraves de difícil remoção na terapia do refazimento. A terapia espírita é a do convite ao enfermo para a responsabilidade, convocando-o a uma auto-análise honesta, de modo a que ele possa eliminar em definitivo suas incursões nas voragens dos desvios morais.Esforcemo-nos, pois, pela vigília constante e orando para que nos libertemos da vergasta das obsessões, no firme propósito de modificação de hábitos e atitudes negativos, ingressando no seio dos valores enobrecedores da vida pela efetiva mudança de comportamento.

Jorge Hessen

FONTE:REDE AMIGO ESPÍRITA.
http://amigoespirita.ning.com/profiles/blog/show?id=2920723%3ABlogPost%3A59968&xgs=1&xg_source=msg_share_post

sábado, 11 de setembro de 2010

VOCÊ E A REENCARNAÇÃO.

VOCÊ E A REENCARNAÇÃO.

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Ernest O’Brien


A reencarnação é o retorno da alma à Terra, repetidas vezes, no corpo humano. Somente essa doutrina explica a aparentes injustiças da vida. É a verdade eterna.
Na sucessão dos nascimentos, o homem adquire experiência e conhecimento acerca de si mesmo e do seu destino. Pela reencarnação aprende-se que “o homem colhe aquilo que semeia”.
Toda vida é eterna. A lei da justiça é infalível. Não há um pensamento, uma palavra ou uma ação que não tenha o seu eco. Para possuir, dê. Você tem de saber disso. O homem cria as causas e a lei cármica ajusta os efeitos. Você tem liberdade de escolher entre o bem e o mal.
Portanto, o melhor esforço está no aperfeiçoamento próprio. É isso que importa, afinal de contas? A instrução é o tesouro da alma. Mas, que aproveita ao homem possuir um tesouro e não usa-lo em boas ações?
O desenvolvimento da nossa acuidade espiritual faz brilhar a luz dentro de nós. Não basta ao homem espiritualizar-se. Ele deve aplicar e demonstrar a sua espiritualização. Viver é dar.
Deus enviou-nos, a cada um de nós, para ser um trabalhador do Seu Reino. O fruto da cultura é semeado em obras para a generosidade de Deus no mundo.
De outro lado, o conhecimento é como a semente; a que cai no coração aberto, produz o fruto da perfeição.
Se a nossa fé em Deus for suprema, Deus retribui na mesma medida.
A justiça o exige e, assim, o entendemos. Destinamo-nos à felicidade aqui ou além se, acima de tudo, proporcionarmos felicidade ao nosso semelhante.
Essa é a lei de causa e efeito – renascimento.
De que serve o conhecimento inativo?
Dê amor à Humanidade e Você receberá amor, em todas as suas manifestações.
Todo ser humano é rodeado de oportunidades sem fim e de infinitas possibilidades. A lei cármica retribui a você do modo como você a recebe. Procure conhecer-se e praticar as boas ações sempre.
Experimente.

Ernest O’Brien
(Nova Iorque, N.I., E.U.A, 14, Julho, 1965.)
Mensagens Recebidas em Língua Inglesa, tradução de Hermínio Corrêa de Miranda
(Do livro "Entre Irmãos de Outras Terras", Emmanuel, Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Filme Nosso Lar.

Richard Simonetti.,Richard Simonetti.,Richard Simonetti.


Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Film e Nosso Lar.

Carta para a revista VEJA 1 de setembro de 2010

Senhor redator.

Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom de
deboche que
caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que, diga-se de
passagem,
também está presente em matérias sobre outras religiões. Nesse aspecto,
VEJA é uma
revista coerentemente debochada. Não respeita a crença de nenhum leitor.

Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando
ignorância do
repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida outras matérias e
informações. Como saber se os responsáveis estavam preparados para
escrevê-las,
evitando fantasias e especulações?

Para sua apreciação, senhor redator, algumas “escorregadelas” do repórter:

a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda não
houvesse
sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos brasileiros são
espiritualistas, isto é, acreditam na existência e sobrevivência do
Espírito. Este
ser imortal desencarna, jamais morre. A minoria materialista, que acredita
que tudo
termina no túmulo, certamente terá surpresas quando “morrer”.

b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De onde
tirou isso?
Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns para trabalhos de
materialização.
Os físicos, esses visionários cujas “fantasias” acabam confirmadas pela
Ciência,
falam hoje que há universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes
ao nosso. A
partir daí, não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por André
Luiz como
parte de um universo paralelo com seres e coisas semelhantes à Terra,
feitos de
matéria num outro estado de vibração, não um mundo “ectoplasmático”, mas de
quintaessência material. Nada de se admirar, portanto, que em cidades
desse mundo
existam pessoas com “uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem,
trabalham e
moram em casas modestas ou melhorzinhas”. Espirituoso esse “melhorzinhas”.
Imagina o
repórter que o Espírito é uma fumaça sem forma, sem consistência,
habitando um nada?

c) Situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo improvável.
Menos mal
que não tenha escrito impossível. De qualquer forma, ignora, certamente, que
pesquisadores estão aperfeiçoando veículos dessa natureza, em alguns
países, como
solução para os problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo
espiritual, de matéria quintaessenciada, é muito mais fácil resolver
problemas
relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?

d) Diz jocosamente que “o visual da colônia dos espíritos de luz comprova: o
brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa nem morto da
arquitetura de
Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de Nosso Lar é a cara de Brasília…”
Não se deu
ao trabalho de comparar datas e não percebeu que, mais apropriadamente,
Brasília
copiou Nosso Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André
Luiz em 1943,
enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no governo de
Juscelino
Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960.

Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres da VEJA o benefício de
um estudo
acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao filme, psicografado
por esse
atestado vivo de integridade e amor à verdade, que foi o médium Chico
Xavier, para
compreenderem qual é o objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito
Emmanuel, no prefácio:

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte
carnal é a
de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu,
estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem
lembrar que a
Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o
preço do
terrível engano a que submeteu o próprio coração.

Richard Simonetti.

Richard Simonetti – Dados biográficos.

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Bauruense da gema, Richard nasceu em 10 de outubro de 1935, filho de duas tradicionais famílias de descendência italiana.
Do lado materno, a família Marchioni. O avô, Valentim Marchioni foi conhecido comerciante na quadra 2, da Rua Batista, onde funcionava sua casa de carnes. Dentre os tios, destaque para a Nida Marchioni, emérita compositora e professora de piano. Sua mãe, Adélia, pontificou em atividades assistenciais, dirigindo por várias décadas uma oficina de costura que atende migrantes e famílias pobres.


Do lado paterno, a família Simonetti. A avó Helena, viúva, foi uma batalhadora, cuidando de 8 filhos, dentre os quais se destacariam os filhos João e Afonso Simonetti, pioneiros da radiodifusão em nossa cidade. O pai, Francisco, o saudoso Chico Simonetti foi dedicado e conhecido enfermeiro que trabalhou muitos anos com os doutores Alípio dos Santos e João Braulio Ferraz, conceituados médicos bauruenses.


Casado com Tânia Regina Simonetti, é pai de Graziela, Alexandre, Carolina e Giovana, e avô de Rafaela, primeira neta.
Foi funcionário do Banco do Brasil de 1956 a 1986, quando se aposentou. Passou, então, a dedicar-se inteiramente às atividades espíritas, particularmente no Centro Espírita Amor e Caridade, ao qual está ligado desde a infância.


O CEAC destaca-se pelo largo trabalho que desenvolve no campo social, envolvendo Albergue, Centro de Triagem de Migrantes, Atendimento à população de rua, Creche, Assistência Familiar, Cursos Profissionalizantes… A instituição beneficia perto de vinte e cinco mil pessoas, anualmente.


Expositor espírita tem percorrido todos os Estados brasileiros, em centenas de cidades, e também outros países, como Estados Unidos, França, Suíça, Itália e Portugal…
Articulou, em 1973, o movimento inicial de instalação dos Clubes do Livro Espírita, que prestam relevantes serviços de divulgação em centenas de cidades.


De 1964 a 1994 participou da União das Sociedades Espíritas de Bauru, em seus Departamentos de Doutrina e de Divulgação. Responsável pela instalação do Clube do Livro Espírita de Bauru e pela manutenção da Livraria Espírita, sustentou expressivo movimento de venda de livros que proporcionaram recursos para a construção da sede da USE, em edifício de 3 pavimentos. Vem empenhando-se em passar sua experiência a outras cidades, a demonstrar como se pode dinamizar a divulgação espírita a partir dessas iniciativas e, ao mesmo tempo, arrecadar recursos para outros serviços.


Colabora assiduamente em jornais e revistas, espíritas. Escreve regularmente para periódicos espíritas de projeção nacional – Reformador, Revista Internacional de Espiritismo, Folha Espírita.


Tem quarenta e oito obras publicadas, com uma tiragem total de perto de dois milhões e duzentos mil exemplares.
É membro da Academia Bauruense de Letras.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

odete batista,odete batista

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho


Caroo leitor, foi lamentável a derrota de nossa seleção brasileira no dia 2 de jlho, na copa do mundo de 2010.
A grande totalidade da nação brasileira ficou triste e chateada com o resultado de Brasil e Holanda. A tristeza se dá por vivemos em um país que o futebol é uma de suas grandes paixões, no entanto precisamos viver de "Amor em nossos corações ao invés de paixões", convido-o para refletir com relação a tal sentimento.
Tomamos a liberdade de postar em meu blog, nesta madrugada de sábado um artigo do Sr. Sérgio Biagi Gregório, dividindo-o em capítulos, para facilitar nosso estudo e compreensão do tema abordado.
Ele vem nos explicar o motivo que levou o espírito Humberto de Campos psicografar através das mãos abençoadas do saudoso Chico Xavier, o livro "O Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho", considerando nossa nação como tal.
Em uma postagem anterior a está, encontraremos uma entrevista de Divaldo P. Franco, que fala de nosso compromisso espiritual perante o mundo, e fala de reencarnações de espíritos franceses em nosso país, após a transferência do Consolador Prometido para o Brasil.
Ele explica de forma detalhada o que os benfeitores espirituais disseram a ele, sobre o assunto.
Através destes artigos, faremos uma breve viagem pela História de nosso país para termos uma compreensão melhor do assunto.
Boa leitura e reflexão, Brava Gente Brasileira!
Luciano Dudu


INTRODUÇÃO

Escrito por: Sérgio Biagi Gregório

O objetivo deste trabalho é captar a influência do plano espiritual nos processos decisórios de política econômica, principalmente aquela que nos foge da mente quando estudamos a História Econômica do Brasil só pelo aspecto material. Então, procuramos dar como conhecida a história material e tentamos visualizar, resumidamente, a inter-relação dos dois planos da vida, valendo-nos das citações de ordem material somente para uma melhor compreensão da linha mestra que se formou desde o descobrimento do Brasil até os nossos dias.

2. BRASIL, A NOVA PÁTRIA DO EVANGELHO.

Por volta do último quartel do século catorze, Jesus dispôs-se a visitar o planeta Terra, a fim de verificar o processo realizado pela sua doutrina de amor. Após observar que o mundo político, econômico e social do ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências européias, Jesus, juntamente com Helil, traçam um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras-virgens da América.
Encarnado no período 1394-1460, como o heróico infante de Sagres, operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além mar, criando as condições necessárias para o futuro descobrimento da "Pátria do Evangelho", que aconteceu em 1500, por Pedro Álvares Cabral.
Helil, depois do seu desencarne, continuou a luta pela causa do Evangelho. Sua influência espiritual junto a D. Duarte e D. Afonso V não fora marcada pelo êxito, porém, com relação a D. João II, consegue que diversas expedições sejam organizadas e enviadas ao mar.
A grande expedição de Cabral deixou Portugal no dia sete de março de 1500. Em alto mar, as noites do grande expedicionário são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível, desviando os caminhos das Índias para o coração geográfico do Brasil.
Compreendemos, também, que enquanto outros países se fragmentavam o fato do Brasil permanecer com o coração geográfico completo é porque havia realmente a preocupação de Jesus em arrebanhar toda a população, que deveria estar envolta com o lema: "Deus, Cristo e Caridade". (Xavier, 1977, cap. I e II)

3. ORIGENS ESPIRITUAIS DO POVO BRASILEIRO

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Para uma compreensão mais ampla da formação espiritual do povo brasileiro, devemos lembrar que os séculos quinze e dezesseis foram marcados pela influência do "capitalismo comercial", que impulsionou as grandes potências européias ao mar, a fim de colonizar a nova terra. O Brasil, recebe assim, imigrantes das várias regiões do mundo.
Dentro desse quadro, Jesus entregava o comando do Brasil a Ismael, cuja missão era reunir os sedentos de justiça divina (degregados), os simples de coração (índios), os humildes e aflitos (escravos) sob a influência dos missionários para que o alicerce espiritual fosse edificado sobre a rocha firma, de modo que com o passar dos anos não houvesse fragmentação. (Xavier, 1977, cap. III)


4. HOLANDESES, FRANCESES E ESPANHÓIS

Para que pudéssemos ter essa formação mesclada deveríamos aceitar as várias influências das grandes companhias de comércio, cujas sedes se localizavam na Europa, principalmente em França, Holanda e Inglaterra.
Primeiramente vieram os franceses, que encantados com a beleza da Bahia de Guanabara, estabeleceram aí a sua feitoria, onde Villegaignon, com sua mentalidade religiosa e honesta, capta a confiança dos indígenas por três anos, pois em 1558 são expulsos por Mem de Sá.
De 1580 a 1640 recebemos a influência indireta da Espanha, porque como sabemos Portugal ficou sob a direção deste país, desestimulando a colonização das terras brasileiras.
Em 1624, a pretexto da guerra com a Espanha, os holandeses invadem o Brasil, originando cenas dolorosas, porém não organizadas pelas falanges do mundo invisível.
Em 1637, entregava em Pernambuco o General holandês João Maurício, príncipe de Nassau, cuja estada no Brasil fora preparada no plano espiritual com a intenção de desenvolver os germes do amor, respeito, tolerância e liberdade. Assim, os escravos tornam-se livres à sombra de sua bandeira, os índios encontram, no seu coração, o apoio de um nobre e leal amigo e todos obtém um novo clarão de justiça no caminho a seguir.
Em 1661, os holandeses deixam o Brasil sem lutas cruéis, mas ficou a semente da gratidão e do amor por um dos abnegados servidores do Cristo. (Xavier, 1977, cap. VIII)

5. A PROCURA DO OURO

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Sabemos da história econômica que a razão básica da manutenção do domínio político português nas terras brasileiras era a possibilidade de descobrir imensos tesouros de metais preciosos. No plano espiritual, essa missão de expandir o espaço conquistado foi entregue a Fernão Dias Paes, que antes de reencarnar fora consolado por Ismael acerca da causa sinistra do ouro, recebendo instruções de que a procura desse metal seria um fator de desenvolvimento econômico, porque edificar-se-iam cidades e fomentar-se-iam a pecuária e a agricultura.
A missão seria árdua e exigiria o máximo de disciplina e para exemplificá-la viu-se na contingência de enforcar o próprio filho, quando esteve encarnado.
Paralelamente às bandeiras, outros movimentos realizavam-se na busca desse metal, criando um clima de ilusões, ambição e comentários acerca da riqueza, que levava os indivíduos à guerra, às revoluções e às emboscadas tendo como resultado a aflição, o sofrimento e a morte, inclusive com a possibilidade de despovoamento de Portugal. Citamos, como exemplo, a guerra das Emboabas, a Guerra dos Mascates.
Ao mesmo tempo que no plano material estávamos envoltos com um pequeno derramamento de sangue, no plano espiritual, os agentes invisíveis estavam amparando-nos e podemos perceber claramente pelo Tratado de Methuen que, o Brasil, ao transferir a posse do ouro à Inglaterra, vetava as investidas das grandes potências européias que cobiçavam nossas riquezas. (Xavier, 1977, cap. X)

6. PRENÚNCIO DA LIBERDADE

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Os preparativos da Revolução Francesa, isto é, as discussões a respeito da liberdade influenciaram sobremaneira a classe dos poucos intelectuais brasileiros, que observando a ganância pelo ouro por parte dos padres — para aumentar o luxo das igrejas, dos magistrados — para aumentar suas fortunas que levariam a Portugal e do fisco — para incrementar a receita de Portugal, resolvem por em prática esses ideais políticos e econômicos.
Dos vários encontros realizados para tal finalidade, escolheu-se a personalidade de Tiradentes para ser o líder do movimento. Os desejos de liberdade foram vetados por autoridades portuguesas tão logo ficaram sabendo do ocorrido, mandando imediatamente extinguir a figura que se sobressaia nas ditas articulações. A morte de Tiradentes do ponto de vista espiritual representava o resgate de delitos cruéis do passado, quando inquisidor da Igreja.
Os estudos e discussões acerca de nossa doutrina mostra-nos que o acaso não existe e que os fatos se sucedem no devido tempo. Assim, verificamos que os intelectuais brasileiros quanto os da França foram precipitados com as reivindicações de liberdade, contrariando a vontade de Deus, o qual prefere que cada qual vença a si mesmo e seja avessos à guerra e à Revolução. Percebemos, mais uma vez, a mão protetora de Ismael, pois enquanto em França assistíamos à perda de muitas vidas, no Brasil tivemos apenas um enforcamento. (Xavier, 1977, cap. XIV)

8. MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (I)

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

O aumento das responsabilidades brasileiras deveria ser provido por alma nobre e valorosa. O plano espiritual estava atento e começou a dialogar com Longinus, a fim de cientificá-lo da grande missão que os mensageiros de Ismael estavam lhe propondo e se saísse vencedor não precisaria retornar neste planeta de expiação e provas. Reencarnaria, assim como D. Pedro II e se incumbiria de polarizar as atenções do povo a sua pessoa no que dizia respeito aos exemplos e virtudes, renúncia e sacrifícios abnegação e desprendimento.
Enquanto no outro plano da vida estes assuntos eram ventilados, aqui, D. Pedro I, depois de consolidada a Independência, tratava de dar continuidade ao processo de liberdade da Pátria do Evangelho, sempre assessorado pelas falanges de Ismael, que aproveitavam o minuto psicológico para auxiliá-lo nesta consolidação. Apesar de lutar pelos interesses do Brasil foi acusado injustamente de proteger os de Portugal, e por esta razão, inspirado pelos agentes do invisível, abdica na pessoa do filho, a sete de abril de mil oitocentos e trinta e um.
Após a abdicação de D. Pedro I o país sob o comando dos regentes interinos atravessou momentos de crise, notando-se o desenrolar da guerra civil ao Norte e o movimento republicano no Rio Grande do Sul. As falanges de Ismael eram obrigadas a aumentar os reforços intuindo os homens da regência a praticarem os mais sublimes atos de renúncia pelo bem coletivo a fim de que a luz do porvir na pátria não se transformasse em trevas e não paralisasse os interesses do Senhor para com a nossa terra natal.
D. Pedro II reencarna dentro dessa conjuntura e aos quinze anos de idade adquire o poder de governar o país. Para bem cumprir sua missão, abstraia-se dos textos legais e norteava suas decisões mais pela imprensa do que pelos seus ministros, desgostando os políticos da época. Conseguiu com seu caráter evolucionista um grande progresso de liberdade de opinião e a calma voltara ao Brasil. Por não seguir as inspirações do mundo invisível, interfere na liberdade do Uruguai, ocasionando com isto a guerra do Paraguai, pois este país se sentindo ameaçado na sua segurança declarou-se contra o Brasil, iniciando uma contenda que durou cinco anos de martírio e sofrimentos. (Xavier, 1977, cap. XX)

9.A MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (II)

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

À medida que o tempo passava, as repercussões internacionais e a experiência dos políticos brasileiros clamava por uma mudança estrutural do nosso modelo de economia política, muito embora D. Pedro II fosse um exemplo de discórdia e benevolência. Os políticos da época pressionaram-no e nos primeiros meses de 1888, sob a influência dos mentores invisíveis da pátria, o imperador é afastado do trono, voltando a Regência à Princesa Isabel, promulgando a treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito a lei que extinguia o cativeiro no Brasil.
Ao se extinguir a servidão, o Brasil passava ao regime de maioridade política, isto é, os habitantes deste território receberiam doravante influências indiretas do plano espiritual, mas seriam responsáveis diretos pelos seus erros e acertos. Denominamos República à oficialização desse índice de maioridade, firmado a quinze de novembro de 1889 por Deodoro da Fonseca e uma plêiade de inteligências cultas e vigorosas.
É útil recordarmos o grau de evolução de Longinus, que deixou a coroa sem derramamento de sangue, repeliu todas as sugestões dos Espíritos apaixonados pelo poder, não aceitou dinheiro pelo seu exílio, porém levou consigo um punhado de terra brasileira que muito soubera amar.
O plano espiritual, afim de corroborar este grau de liberdade adquirido, delegava autoridade aos grandes médiuns, que seriam os portadores da luz do Cristo, com a função de concentrar as energias do povo, dirigindo-as para o alvo sagrado da evolução material e espiritual. Dentre eles citamos a personalidade de Bezerra de Menezes, aclamado na noite de julho de1895 diretor de todos os trabalhos de Ismael no Brasil. (Xavier, 1977, cap. XXI a XXX).

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Este estudo da História Econômica do Brasil, à luz da espiritualidade, deu-nos a oportunidade de aumentarmos os nossos conhecimentos a respeito do povo, do governo e dos agentes do mundo invisível

acompanhamos o desenrolar dos fatos históricos e percebemos que a maioridade política se desenvolve da mesma forma que o livre-arbítrio no campo individual; que as decisões que julgávamos individuais abrangem uma amplitude mais ampla, porque aquele que decide recebe influências dos ministros, da imprensa, da esposa, e muito mais do plano espiritual, que até a proclamação da república a ascendência espiritual era direta, passando depois a fazer por sugestões telepáticas; que ainda hoje estamos com a boa influência, embora o livro de Humberto de Campos só explica até o período republicano.

Vimos, por fim, que o poder é transitório, que as paixões inflamam os indivíduos, que pouco é o que sabemos e, por essa razão, devemos ter muita humildade, a fim de podermos trilhar o caminho da felicidade, o qual nos conduzirá ao Cristo e à caridade.

11. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. 9 ed., São Paulo, Editora Nacional, 1969.
FURTADO, M. B. Síntese da Economia Brasileira. 2 ed., Rio de Janeiro, LTC, 1983.
XAVIER, F. C. Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (pelo Espírito Humberto de Campos). 11. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.

São Paulo, agosto de 1984



Extraido do site :http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

fonte:http://lucianodudu1974.blogspot.com/

domingo, 29 de agosto de 2010

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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O Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo XII "Amai os Vossos Inimigos" - Item 5

"...Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo que seja a contragosto.
Pelas boas ações, tira-se do inimigo toda desculpa para as represálias.

De um inimigo, então, se pode fazer um amigo, antes e depois da morte...

A Terra é um mundo de provas e expiações.

Aqui, a maldade ainda predomina e, por esta razão, vivemos envoltos por muita miséria moral.

Essa maldade faz parte das provações que nos cabe suportar com paciência e resignação.

Da mesma forma que o amor atravessa a morte, a maldade também o faz e, assim, surgem os inimigos desencarnados.

Inimigos desencarnados são espíritos que estão em um outro plano espiritual e podem ser:

Espíritos que desejam vingança, cobrando dívidas, que foram adquiridas nesta vida ou em vidas passadas;

Espíritos com desejo de fazer o mal: como eles sofrem, querem que os outros também sofram;

Espíritos que se aproveitam de outros espíritos que sabem que são incapazes de resistir às influenciações e os atormentam.

O inimigo desencarnado, que deseja vingança, aproveita que seu inimigo está encarnado para atormentá-lo mais facilmente, uma vez que, desencarnado, o espírito está mais livre.

Esta é a causa da maioria das obsessões, onde obsessor e obsediado são atingidos pelas suas próprias condutas, isto é, por não terem-se perdoado mutuamente, por não serem indulgentes e nem caridosos.

Para que este quadro de perseguição não seja levado para a Espiritualidade e não se perpetue em existências futuras é importantíssimo, enquanto encarnado, esquecer o orgulho, desenvolver a humildade, se reconciliar com o inimigo, estabelecer a paz, perdoar e buscar o perdão.

À medida que o homem utiliza o seu livre-arbítrio com responsabilidade, isto é, trilhando o caminho do bem, estudando obras sérias, freqüentando lugares dignos, ele vai progredindo, crescendo espiritualmente e, ao mesmo tempo, dá bons exemplos tanto para encarnados, quanto para os desencarnados.

Nesse momento, ele pode conquistar ou reconquistar amigos.

Dessa forma, se ele anteriormente perdeu a oportunidade de se reconciliar com um inimigo que desencarnou, agora, através de seus bons exemplos, pode receber o seu perdão, bem como trazê-lo para o campo do bem; ou afastá-lo de seu dia-a-dia, caso esse inimigo sinta repulsa pelo bem.

Não podemos esquecer que estamos cercados de espíritos encarnados e desencarnados, que têm afinidade com o nosso próprio espírito, isto é, são espíritos simpáticos com nossas atitudes, pensamentos etc.

Estamos colaborando com a maldade na Terra?

Lembremo-nos de que, se na Terra não houvesse homens maus, não haveria espíritos maus ao nosso redor, nos influenciando e se nutrindo com o mal! Toda e qualquer vibração que emitimos para alguém, recebemo-la com a mesma ou maior intensidade; isto quer dizer que, se vibramos o bem, recebemos o bem e se vibramos o mal recebemos o mal.

Isso nos remete à eficácia da prece para os nossos inimigos encarnados ou não, declarados ou não; uma vez que, com a prece, atraímos o amparo dos bons espíritos para combater a nossa fraqueza moral e, ao mesmo tempo, envolvemos nossos inimigos com boas vibrações.

Então, para nos livrarmos de qualquer ação nociva, devemos perdoar, praticar a caridade, enfim: amar.

"Perdão pode ser comparado à luz que o ofendido acende no caminho do ofensor. Por isso mesmo, perdoar, em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível."

Emmanuel, livro "Aulas da Vida", capítulo "Vantagens do Perdão". *

Que Jesus nos ampare!


Silvana Gimenez.
Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec -Tradução Roque Jacintho, Ed. Luz no Lar, 2004.*

Fonte: Texto retirado da "REVISTA SEAREIRO". [ Maio de 2009]

A "REVISTA SEAREIRO" eh um órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas "AMOR E ESPERANCA". [Diadema -SP]

www.espiritismoeluz.org.br

O Evangelho Segundo o Espiritismo*

Allan Kardec
Ed. Luz no Lar
348 Páginas

O Evangelho Segundo o Espiritismo* [tradução Roque Jacintho]

Uma nova tradução.
Inteiramente popular.
Todo o Evangelho Segundo o Espiritismo, trazido diretamente do francês, numa linguagem atual e para nossa gente, mantendo a mesma ordem didática empregada por Allan Kardec.
Exemplos vertidos para nossos costumes.
Parágrafos curtos e de fácil assimilação.

Aulas da Vida.*

Emmanuel.

Psicografia Francisco Candido Xavier.

Editora IDEAL

Aulas da Vida*

Amigo Leitor,

Companheiros vários convidam-nos para simpósio e reuniões outras, nas quais possamos ministrar conhecimentos, em torno da Espiritualidade.

Entretanto, como fazer isso, se não somos professores e sim alunos da evolução?

E concluímos: por que não aprendemos juntos?

Daí nasceu à idéia de formação deste volume que certamente pode e deve ser acompanhada porta outros, de autoria dos amigos encarnados, mais habilitados que nós mesmos para dialogar com segurança, sobre os elevados temas da alma e do destino, da existência e do amor.

Aulas?

Comentamos as da vida, a escola onipresente do espírito.

Aqui tens, desse modo, leitor amigo, as nossas páginas despretensiosa, relacionando as nossas observações e experiências.

E, nos revele a simplicidade dos nossos apontamentos, aqui expostos, ante a imensidade dos assuntos que ficam esperando por nossa atenção, rogamos a Jesus, o nosso Divino Mestre, nos inspire e nos abençoes.


Emmanuel / Uberaba, 10 de Marco de 1981.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Primeiro veja a animação... Depois leia o texto.

odete batista,odete batista

Demais, não é? Não precisa mesmo de palavras...

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."


chico xavier

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

OS SUGADORES DE ENERGIA.

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OS SUGADORES DE ENERGIA


(Jornal da Mocidade – Ago/97 e Revista Espírita Allan Kardec – Mar/98).

Artigo extraído do Blog do GEEL.





Parece mentira, mas há pessoas que parecem "sugar" energia da gente! O Ph.D. em Administração de Empresa Luiz Almeida Marins Filho, relatou em um dos seus livros, que certa vez estava muito bem, alegre e satisfeito. E encontrou-se num shopping com um amigo e em meia hora de conversa, o amigo deixou-o um verdadeiro "trapo", deprimido, triste.

Depois ficou pensando no que aconteceu e logo percebeu que aquela conversa horrível do "amigo", falando só de doenças, roubos, estupros, filhos de amigos que haviam caído no vício, desemprego, falta de dinheiro, etc. acabou roubando-lhe a sua energia positiva! Quando acabou a conversa (onde só o amigo falou) ele parecia estar melhor do que nunca e, diz o Dr. Luiz, eu... em profunda depressão.

Cuidado com esses "sugadores de energia positiva". Eles estão em todo o lugar: no trabalho, na família, na roda de amigos. Eles só sabem falar de desgraças. Só lêem obituário dos jornais e a seção de crimes horrendos, Gravam em vídeo o noticiário policial. Fazem estatísticas e sabem de cor quantos seqüestros ainda não foram desvendados, quantas crianças continuam desaparecidas, quantos sem-teto, sem-terra, sem-emprego, sem-tudo existem no mundo!

Essas são aquelas pessoas que quando você propõe um piquenique elas logo dizem: "- Vai chover!". São pessoas que azedam baldes de sal-de-fruta.
Eles são sempre "do contra". Avisam que "não vai dar certo" e torcem para que nada aconteça. Depois dizem: "- Eu sabia que não ia dar certo...".

Esses "sugadores de energia" vivem da energia alheia e é muito difícil conviver com alguém "puxando você prá baixo" o tempo todo.
Não seja você também um "sugador de energia"

Que felicidade que seria a nossa, se aprendêssemos a expulsar da nossa memória as coisas desagradáveis, idéias tristes e deprimentes. Com certeza, nossa força iria multiplicar se pudéssemos conservar só os pensamentos que elevam e animam.

Há pessoas que não podem se lembrar das coisas agradáveis. Quando nos encontram, tem sempre algo de triste a contar. Com qualquer mal que sofreram, se angustiam muito. Como se não bastasse, se preocupam até com que vão sofrer... Sabem lembrar-se só de fatos discordantes.

Dão a idéia de um armazém de quinquilharias, objetos inúteis e deteriorados. Retém tudo mentalmente, com medo de precisarem uma vez ou outra, disto ou daquilo, de maneira que o seu armazém mental está entulhado de detritos...

Bastaria que estas pessoas fizessem uma limpeza regular, que as livrassem dos montões inúteis e depois, organizassem o que sobrou, para terem êxitos. No entanto, não são incomuns, pessoas que se "enterraram" na infelicidade e na desarmonia.
Outras, fazem exatamente o contrário. Falam sempre de coisas agradáveis e interessantes experiências que têm feito.
São indivíduos que passaram até perdas, aflições, mas falam delas tão poucas vezes, que parece nunca terem tido na vida, senão boa sorte e amigos. Estas pessoas fazem-se amar.

O hábito de mostrar aos outros o nosso aspecto positivo, é o resultado do nosso equilíbrio interior.
Quando estamos tristes por algum sofrimento, devemos procurar a sua causa para eliminá-lo.
Geralmente, porém, quando sofremos, buscamos a causa fora de nós.
Vemos pessoas se queixando que tem má sorte, suspeitando que seu vizinho é a causa, porque não se dá com ele, ao passo que ele é bem favorecido com a sorte nos negócios, na vida familiar, sendo estimado inclusive, pelos conhecidos. Se examinarmos as circunstâncias da vida destas pessoas, verificaremos que a queixosa é negligente, gastadora, intolerante nas opiniões e indisciplinada, ao passo que a outra pessoa é cumpridora dos seus deveres, econômica, modesta, não calunia, nem adula.
Emprega bem o seu tempo disponível lendo bons livros, fazendo cursos, esportes, ajudando seu próximo, sendo útil.
Por isso, é estimada.
Ao passo que a queixosa, está sempre perdendo (tempo, trabalho, fregueses, dinheiro, a família e os amigos), e sempre não tem tempo.
Vamos eliminar dos nossos corações, a desconfiança, o ódio, a inveja e a descrença e vamos cultivar a alegria, a fé e a crença no amor e na Justiça Divina, e será certo que venceremos na luta que a vida nos destina.