quarta-feira, 16 de março de 2011

AS VICIAÇÕES E O VERDADEIRO ESPÍRITA



Como afirma Allan Kardec: “conhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
No nível evolutivo em que nos encontramos como reencarnados, é muito fácil nos fecharmos na gaveta da hipocrisia e vivermos de aparência, isto é: pensar uma coisa, mas falar outra e, ainda, agir diferente. Conhece-se, verdadeiramente, uma pessoa pelo nível de qualidade dos seus pensamentos.
No entanto, como não dispomos de equipamento material que classifique os pensamentos de um indivíduo, uma variável que melhor objetiva dimensionar a qualidade moral de alguém, conforme a definição do “verdadeiro espírita”, apresentada por Kardec, é o conjunto das suas atitudes práticas.
No quadro definido pelas atitudes práticas de um indivíduo, poderão apresentar-se os seus comportamentos viciosos, marcados pelo uso de quaisquer tipos de drogas, quer as aceite socialmente, como fumo e a bebida alcoólica, quer as drogas consideradas pesadas, como cocaína, craque, etc.
Para aqueles que se dizem espíritas, pesa, fundamentalmente, o exemplo. Mil frases construtivas perdem para um único mau exemplo, ou seja, a teoria edificante só tem valor real, quando se transforma em prática na vida de quem a ensina. Não basta apenas ensinar o caminho das pedras para as outras criaturas, mas o orientador precisa exemplificar, seguindo-
Isto significa que para aquele que se denomina espírita, usar charuto, cachimbo, cigarro e/ou consumir bebidas alcoólicas é precisamente igual (em função do conhecimento adquirido e da responsabilidade herdada) ao viciado em maconha, e, até mesmo, aos arremessados na sarjeta, pelo consumo da cocaína, do craque e outras drogas pesadas.
Não é suficiente nos definirmos como espíritas, mas nos classificarmos como “verdadeiros espíritas”, conforme nos incentiva Allan Kardec e nos desafia o próprio Cristo ao nos propor: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus”. Portanto, se radicais precisamos sê-lo, na busca da perfeição, só o faremos ao seguir as orientações desses dois mestres por excelência, que jamais nos ensinaram meias verdades, porém verdades inteiras.
“Ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”, como muito bem complementa Kardec, deve ser a meta e o compromisso inadiável de todo espírita que precisa, urgentemente, contribuir para a transformação moral da sociedade tão, ainda, marcada pela corrupção tanto quanto chumbada aos vícios.”


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